Mariel Reyes Milk: “Inconstância de gênero é importante na tecnologia” – Quadro Mercantil

0
67

A peruana Mariel Reyes Milk, esposa de David Vélez, um dos fundadores do Nubank, é a criadora do {reprograma}, projeto que ensina programação de perdão a mulheres cis e trans. O maior curso oferecido pelo projeto, chamado Bootcamp Junior, é realizado em período integral e dura muro de 18 semanas. Nesse tempo, as participantes aprendem linguagens de programação front-end, porquê HMTL, CSS e Javascript. Cursos online e no período noturno também são oferecidos, atendendo mulheres que precisem conciliar os estudos com o trabalho. “Hoje a {reprograma} conta com 12 mulheres maravilhosas em seu time, incluindo negras e trans. O nosso foco é dar a oportunidade de um horizonte melhor por meio da tecnologia para mulheres em situações de vulnerabilidade social, econômica e de gênero, preferencialmente negras e/ou transgênero, diminuindo assim a vácuo de gênero no setor de tecnologia. Hoje, estamos em uma crescente e leste ano teremos as primeiras turmas do Todas em Tech, iniciativa da {reprograma} e do BID Lab (Laboratório de Inovação do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento), desenvolvida para mulheres que querem usar a tecnologia para mudar vidas e gerar um impacto positivo no mundo. O projeto irá impactar 2.400 mulheres em todo o Brasil com suas oficinas, do número totalidade 400 mulheres irão se formar porquê desenvolvedoras”, afirma a empreendedora social.

Mariel, porquê surgiu o insight para geração da {reprograma}?

Sempre tive vontade de trabalhar em projetos sociais. É um tanto que está no meu sangue! Depois de trabalhar por 10 anos no IFC (Corporação Financeira Internacional) do Grupo do Banco Mundial, decidi trespassar do banco, ainda sem saber exatamente para que caminho seguir. Na idade, o meu marido estava começando a empreender em uma startup no Brasil e uma das dores que ele sempre compartilhava comigo era que faltavam desenvolvedores no mercado, principalmente desenvolvedoras mulheres. Isso me incomodava muito e comecei a pesquisar os motivos para essas falhas de mercado e quais seriam as soluções para o Brasil. Na ocasião, não encontrei cursos de programação estilo bootcamp voltados para as mulheres em situação de vulnerabilidade e com foco em empregabilidade – dissemelhante de países da Europa, e outros da América Mediano. E foi através dessa dor do mercado que nasceu a teoria de fundar essa maravilhosa iniciativa que hoje é a {reprograma}.

O piloto do bootcamp ocorreu em maio de 2016, graças aos voluntários, que atuaram de forma pro bono no primeiro ano, e as empresas que cederam espaço para o curso, porquê a Recode (na idade CDI). E nesse mesmo ano, fundei a {reprograma} com Fernanda Faria e Carla De Bona.

Em que momento você se interessou por projetos de impacto social?

A vida toda! Meu interesse por projetos de impacto social vem muito da minha família. Desde que eu era pequena, meus pais ensinaram para mim e a meus irmãos que devemos sempre pensar no próximo e trabalhar para ter um impacto no mundo. Eles sempre se esforçaram e trabalharam muito para nos dar uma boa instrução, passando sempre a mensagem da valia de ajudar aqueles que não têm as mesmas oportunidades.

Sem relatar que os meus avós eram missionários da Igreja Metodista norte-americana. Entre as décadas de 40 a 70, eles viveram em vários países latino-americanos e asiáticos, e a minha avó trabalhou com mulheres das comunidades em temas de nutrição, enquanto o meu avô fazia trabalhos de desenvolvimento econômico nessas mesmas comunidades. Ou seja, o trabalho em projetos de impacto social sempre esteve no meu sangue.

Fale mais sobre a influência dos seus avós nesse caminho que está trilhando.

Conforme mencionei anteriormente, os meus avós eram missionários metodistas, com uma consciência social enorme. Com isso, tanto os meus avós quanto meus pais, sempre ensinaram a mim e a meus irmãos a ter um trabalho com propósito social.

Porquê funciona a {reprograma}, na prática?

Hoje a {reprograma} conta com 12 mulheres maravilhosas em seu time, incluindo negras e trans. O nosso foco é dar a oportunidade de um horizonte melhor por meio da tecnologia para mulheres em situações de vulnerabilidade social, econômica e de gênero, preferencialmente negras e/ou transgênero, diminuindo assim a vácuo de gênero no setor de tecnologia. Hoje, estamos em uma crescente e leste ano teremos as primeiras turmas do Todas em Tech, iniciativa da {reprograma} e do BID Lab (Laboratório de Inovação do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento), desenvolvida para mulheres que querem usar a tecnologia para mudar vidas e gerar um impacto positivo no mundo. O projeto irá impactar 2.400 mulheres em todo o Brasil com suas oficinas, do número totalidade 400 mulheres irão se formar porquê desenvolvedoras.

As empresas patrocinadoras do programa absorvem essa força de trabalho posteriormente as 18 semanas de curso ou existem outros caminhos para essas mulheres em situação de vulnerabilidade?

Um dos nossos objetivos principais é a empregabilidade, portanto, oferecemos as competências necessárias para que as nossas alunas ingressem no mercado de trabalho. Aliás, a {reprograma}, através de algumas parcerias, ajuda as formandas a seguirem em procura de conhecimento. Temos uma parceria, por exemplo, com a Alura, que oferece para nossas alunas, gratuitamente, chegada a mais de 600 cursos online, durante 03 meses, para que elas continuem estudando e se fortalecendo tecnicamente, mesmo já tendo um trabalho. Isso dá ainda mais força para que elas continuem se desenvolvendo na extensão de tecnologia.

Vale ressaltar também que alguns modelos de parceria preveem a contratação de alunas pelo parceiro, e quando não é esse protótipo auxiliamos as alunas fazendo conexão com empresas contratantes.

O quanto a variação de gênero é importante no mercado de trabalho?

A variação de gênero é importante na tecnologia e em qualquer outra extensão. Toda empresa possui seus desafios próprios em diferentes fases de existência, inúmeros problemas para focar em soluções, e para se manter competitiva no mercado é necessário ser criativa, oferecer produtos e serviços que sejam diferentes, que respondam à urgência da sociedade. A sociedade em que vivemos é diversa, logo faz totalidade sentido que os times que trabalham nas empresas sejam diversos. Com isso, as empresas e seus times podem desenvolver produtos e serviços que realmente atendam à urgência da sociedade porquê um todo.

Acredita que isso é de claro modo um ato de justiça social?

A justiça social está ancorada em princípios morais, políticos e fundamentada nas ideias de paridade e solidariedade. Dessa forma, é fundamental gerar mecanismos para prometer uma sociedade justa, que todos tenham chegada a direitos básicos porquê instrução, trabalho, saúde, etc. A {reprograma} nasceu justamente para amenizar as desigualdades sociais, garantindo que as mulheres que não têm condições de arcar com seus estudos possam se capacitar porquê front-end e back-end, diminuindo assim a desigualdade de raça, gênero e de renda.

Quais os maiores obstáculos para que essa variação seja ainda mais inclusiva na extensão de tecnologia?

Os maiores obstáculos são:

Entrada à instrução: o sistema de ensino cumpre um papel importante na sociedade, pois, é um dos principais espaços de formação, socialização e disseminação de valores sociais. Sendo assim, ter chegada a uma instrução de qualidade é importante para que todas possam superar preconceitos, discriminações, estereótipos e opressões, e também, simples, é por meio da instrução que garantimos uma melhor ocupação no mercado de trabalho. Predominância masculina: no Brasil, as mulheres representam 15% dos matriculados em ciência da computação. Isso faz com que elas, muitas vezes, sejam as únicas em suas equipes, o que pode gerar instabilidade e, consequentemente, fazer com elas sofram com atitudes e palavras machistas. Cultura brogrammer – estereótipo de programador varão, branco, cis e o traje, a crença, que as pessoas, inclusive as próprias mulheres, acreditem que TI não é lugar para mulher.

Aos poucos esses desafios estão mudando com a inserção de mais mulheres na extensão, graças a iniciativas porquê a {reprograma}, de outras escolas de programação que estão trabalhando juntamente conosco para conseguir impactar mais mulheres e também as empresas que estão em procura de mais variação em suas equipes. Sinto que, aos poucos, o mindset das mulheres, das empresas e da sociedade porquê um todo está mudando. Hoje, quando comparo as minhas conversas com empresas de 5 anos detrás com as minhas conversas atuais, acredito que o mindset está evoluindo. Muitas já enxergaram a valia de ter variação na extensão de tecnologia, perceberam que pessoas diferentes dentro de uma equipe pensam de forma dissemelhante e enxergam um problema de forma dissemelhante, trazendo soluções diferentes.

A presença feminina no mercado de tecnologia tem desenvolvido nos últimos anos?

Nos anos 70, por exemplo, a extensão de tecnologia tinha uma poderoso presença de mulheres e elas foram criadoras de diversas tecnologias e linguagens de programação. No entanto, logo na sequência, com a chegada de empresas que vendiam produtos de TI, o marketing de muitas da idade começou a focar seus produtos em homens/meninos. Alguns acreditam que isso contribuiu para uma mudança cultural e social, e a computação passou a ter porquê foco os meninos. O resultado foi que as meninas passaram a não ser estimuladas a seguir carreiras de tecnologia. Com iniciativas porquê a da {reprograma}, a presença feminina no mercado de trabalho está incrementando aos poucos. É verosímil sentir essa mudança através do incremento da {reprograma} e das contratações de nossas ex-alunas, 75,3% foram contratadas posteriormente seis meses de curso.

Para você ainda está longe do ideal?

Sim! Por isso ainda a {reprograma} existe (risos). Sempre costumo manifestar que quando as mulheres se igualarem aos homens nas oportunidades de trabalho na tecnologia a {reprograma} não irá mais viver. Enquanto isso não acontece, seguiremos trabalhando para diminuir a vácuo de gênero e de raça em TI até a sociedade não precisar de iniciativas porquê a nossa.

Quais os próximos passos da {reprograma}?

Em 2021, teremos duas turmas, uma de front-end e a outra de back-end, no primeiro semestre; duas outras turmas no segundo semestre. Ou seja, iremos sensibilizar 960 mulheres durante oficinas de um dia, onde elas terão o primeiro contato com a programação, e iremos capacitar e formar 160 mulheres em front e back-end. Aliás, teremos pelo menos outras quatro turmas avulsas, ou seja, que não fazem segmento do Todas em Tech, com 40 mulheres em cada turma, e possivelmente, outras duas turmas teens, com até 40 adolescentes. Vale ressaltar também que além da capacitação profissional em front e back-end, nós também auxiliamos no aprimoramento de competências comportamentais (soft skills) e no desenvolvimento de portfólio das alunas, para conectá-las ao mercado de trabalho. Inclusive, para promover ainda mais essa conexão, as alunas irão participar de uma feira de contratação no formato Speed Hiring e terão chegada a uma plataforma que conecta empregadores e programadoras da {reprograma}.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui