Loterias da Caixa estão na mira das privatizações

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As loterias federais repassaram quase R$ 3 bilhões só à Seguridade Social. Ações de esporte e cultura receberam mais de R$ 1,9 bilhão. Já para o Fundo Vernáculo de Segurança Pública, os repasses ultrapassaram R$ 1,5 bilhão. No totalidade, R$ 8,046 bilhões foram investidos, no último ano, em programas sociais com recursos dos jogos administrados pela Caixa Econômica Federalista. 

“Se as loterias forem privatizadas, vão continuar repassando estes valores para as áreas sociais ou estes recursos irão para o lucro das empresas controladoras?”, questiona o presidente da Federação Vernáculo das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federalista (Fenae), Sérgio Takemoto. “Além de premiar os apostadores, as loterias destinam tapume de 40% dos recursos para o financiamento de políticas públicas em ensino, saúde, esporte, cultura e segurança pública, reforçando o papel social da Caixa, que é e precisa continuar sendo 100% dos brasileiros”, acrescenta.

Ano pretérito, os mais de R$ 8 bilhões arrecadados também foram direcionados à saúde (R$ 4,662 milhões), ao Fies (R$ 311,957 milhões) e a entidades de pedestal à petiz, ao juvenil e a portadores de necessidades especiais (R$ 5,129 milhões), uma vez que a Apae e Fenaspestalozzi. “As loterias contribuem sobremaneira para a redução das desigualdades regional e social”, reforça Takemoto.

Porém, conforme observa o presidente da Fenae, o governo ignora as incertezas da crise econômica e insiste na privatização, aos pedaços, da Caixa Econômica. “O banco público que provou ser necessário aos brasileiros principalmente nesta pandemia”, ressalta Sergio Takemoto.

Na última semana, o presidente da estatal, Pedro Guimarães, admitiu que tem “foco totalidade na venda de fatias de subsidiárias”. O projecto é vender, além das loterias federais, outros quatro pilares do banco por meio de IPOs (Oferta Pública Inicial de ações, na {sigla} em inglês) dos setores de Seguridade, Cartões, Gestão de Recursos e o ainda nem formalizado Banco Do dedo, além de outras 24 empresas coligadas.

No último dia 27, a Caixa emitiu expedido informando que pretende retomar a franqueza de capital da Caixa Seguridade. Esta é a terceira tentativa de venda desta subsidiária. Em setembro, o banco suspendeu o IPO alegando condições adversas do mercado devido à pandemia da COVID-19.

“A franqueza de capital de subsidiárias da Caixa não vai salvar a economia do país. Representa, na verdade, o extenuação do banco 100% dos brasileiros”, acrescenta o presidente da Fenae.

Takemoto alerta que, com a instabilidade do mercado nesta crise econômica sem precedentes, a população será a mais atingida se a Caixa perder as subsidiárias que o governo planeja vender. “São elas que permitem, por exemplo, que o banco seja líder no financiamento das menores taxas para a compra da moradia própria e realize a operacionalização de programas e ações em toda a superfície social, além do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies)”, ressalta.

Nascente: Folha do Ponta

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