Lojas colaborativas são a saída para empreendedores viabilizarem seus negócios – Pequenas Empresas Grandes Negócios

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O brechó Faz Remoinhar, que era um evento mensal, se uniu à loja colaborativa AZ Sustentabilidade (Foto: Reprodução Instagram)

A pandemia veio aí e acabou por escancarar que precisamos de muito pouco para viver — e que ajudando uns aos outros nos tornamos mais fortes. Colaboração virou vocábulo de ordem. E lojas colaborativas se tornaram alternativas viáveis e sustentáveis para empreender neste momento de fragilidade econômica e de incertezas.

A pesquisa Sobrevivência de Empresas 2020, realizada pelo Sebrae junto a 3047 empreendedores, identificou que, “independentemente do porte, 40% dos entrevistados citaram explicitamente uma vez que razão do fecho da empresa a pandemia do coronavírus”. 

Para evitar tal direcção, a designer Paula Maia levou o seu brechó Faz Remoinhar (@fazgirarmarket), que, na era pré-covidiana, era um evento mensal, para a loja colaborativa AZ Sustentabilidade. O ponto, em Copacabana, reúne nove marcas que têm o reaproveitamento e a preocupação com o meio envolvente uma vez que filosofia e não serpente aluguel, unicamente um percentual das vendas dos expositores. Moradora de Ipanema, ela conta que, se não fosse nessas condições, não teria uma vez que viabilizar o seu negócio, que promove trocas de produtos em bom estado:

— Alugar um espaço para penetrar uma loja seria inviável, não só pelo preço, uma vez que pela urgência de contratar pessoal. Na AZ, eu faço por eles, eles fazem por mim, e assim a gente consegue edificar alguma coisa.

A jornalista Maria Eduarda Azeredo, sócia da AZ (@azsustentabilidade), que abriu definitivamente em dezembro, em seguida uma série de contratempos, administra a loja com parentes, num ponto que pertence à família. A moradora do Leblon conta que o objetivo do negócio não é necessariamente o lucro, mas “parcerias que vão crescer e render frutos”.

— Reunimos gente “de verdade”, começando de grave, uma vez que nós. Eu me sinto uma vez que uma incubadora e cresço junto com cada projeto — afirma Maria Eduarda, que também mantém um brechó de roupas e objetos de decoração no sítio. — Conseguimos dar uma segunda ou terceira vida para as peças, para produzir um pouco menos de lixo e deixar o mundo mais sustentável.

Estimular o consumo sustentável, aliás, é a proposta da documentarista Amanda Palma, moradora de Copacabana que, em abril, montou o Toda Originário (@toda_natural) na AZ. Ela conta que encontrou na loja o sítio ideal para expor produtos garimpados por ela em suas viagens a trabalho pelo país, uma vez que óleos, acessórios feitos por artesãs indígenas e peças de estilistas brasileiros que têm uma relação justa com a masmorra produtiva.

— Neste novo cenário, precisamos edificar negócios de forma mais humana, colaborativa e menos competitiva. Todos acabam ganhando: a loja, os expositores e os consumidores —observa Amanda, que ano que vem lançará o documentário “Terreno”, sobre o sinistro em Brumadinho.

Parcerias na hora de enfrentar a crise

Criada em novembro de 2010 para impulsionar marcas autorais, a feira O Mercado realizou mais de 60 eventos presenciais, que reuniam pequenos produtores, designers, artistas, artesãos e estilistas independentes. Com o baque provocado pela pandemia, Je Muniz e Clarissa Muniz, organizadoras do evento, acabaram buscando uma saída para contornar a situação e manter a roda de muitos produtores girando. Abriram, no segundo semestre de 2020, a loja colaborativa O Mercado, na Vila do Largo, no Largo do Machado, e também uma loja virtual (www.estilistasindependentes.com).

O Mercado trabalha por meio de um sistema de temporadas. Tapume de 30 marcas expõem seus produtos por três meses. Depois, elas saem tanto para dar oportunidade a outros profissionais quanto para respeitar o tempo de geração dos produtores. Nesta temporada, tem a Terreno Fina, que cria joias utilizando cristais brutos e fundindo cerâmica com vidros recolhidos nas praias de Paraty; e a novidade coleção da estilista Débora Schmidt, responsável pela Lusco Fusco, que se inspirou na artista surrealista mexicana Remedios Varo.

Criadora da grife sustentável EZE Denim, lançada em 2018, Claudia Schiessl fechou, logo no início da pandemia, uma loja na galeria Ipanema 2000. Em setembro, entrou para a loja colaborativa Zaab (@zaabcoletiv) na Avenida Henrique Dumont 65, em Ipanema.

— Com essa loucura toda de pandemia, fechamos e comecei a procurar um espaço. Portanto surgiu a oportunidade. Está sendo muito permitido porque há uma troca entre as marcas. É um ajudando o outro, o que é muito importante neste momento tão reptador pelo qual a gente está passando — diz Claudia, que há mais de 20 anos trabalha com peças de jeans.

Idealizadora da Zaab, que abriu as portas há dois anos, Marina Dolabella lembra que atualmente não existe zero mais na voga do que consumir de forma consciente. A Zaab, que carrega o nome de uma antiga marca de calçados da família de Marina, reúne hoje murado de 25 marcas autorais com uma pegada muito carioca. Estão por lá desde a Pitta Cozinha, de geleias e outros víveres naturais, às roupas de malha estilosas e com jeito confort da C01, de Andrea Branco.

— Tem sido cada vez mais valorizada a transparência entre quem faz e quem consome. No nosso ponto, reunimos marcas autorais de diferentes segmentos que alavancam e dão visibilidade à voga e ao design brasílico por meio dos pequenos produtores. Eu costumo proferir que as lojas colaborativas hoje são muito mais uma veras do que unicamente uma tendência — ressalta Marina.

Primeiro da ótica Margaux Eyewear, Rosana Gondim está presente em duas lojas colaborativas —a Guilhermina 249, no Leblon; e a Des Idées, na Galeria 444 da Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema. Para a empresária, esses espaços são fundamentais:

—Não conseguiria hoje bancar uma loja só minha, e o e-commerce, na maioria das vezes, para pequenos empreendedores de voga ainda não é essa Brastemp toda. Neste segmento, a loja virtual não dá conta do recado sozinha — afirma Rosana.

Para ela, o maior atrativo das lojas colaborativas é a partilha de custos do ponto de venda físico aliada ao fluxo de clientes de diversas procedências.

—Uma cliente que vem ao 249 ver uma marca de sandálias pode se encantar com um par de óculos meu e ultimar levando. E o interceptação de públicos nos diversos perfis no Instagram das marcas que compõem o mix de um espaço é outro ponto em prol. As diferentes mídias sociais dos participantes, cruzadas entre si, criam uma rede sinergética poderosa que ajuda todos na visibilidade e na venda, assim uma vez que na realização de eventos, cujos custos se tornam viáveis por serem também rachados — arremata Rosana.

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