Líder do governo diz que prioridades são harmonia da Vale, RRF e venda da Codemig

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Gustavo Valadares defende aprovação dos projetos com o argumento que gerariam mais investimentos no Estado

O novo líder do governo na Câmara Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Gustavo Valadares (PSDB), elencou porquê as três principais prioridades do Executivo na Mansão nos próximos três meses as aprovações do harmonia com a mineradora Vale, da adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e da venda da Codemig. Nos três casos, o principal argumento é o de que as iniciativas permitiram novos investimentos no Estado, sobretudo na superfície de infraestrutura.

“Eu elencaria cá três prioridades pra esse primeiro semestre. Um é a adesão ao regime de recuperação fiscal, um projeto fundamental para que Minas continue a ter a possibilidade de postergar o pagamento dessa dívida do Estado para com a União, alguma coisa fundamental para um estado que se encontra em uma difícil situação financeira. O segundo ponto é o harmonia da Vale, também tão importante quanto. É o segundo maior harmonia feito no mundo e que trará investimentos da ordem de mais de R$ 37 bilhões para o nosso Estado pelos próximos cinco, seis anos. É fundamental também a ALMG referendar esse harmonia. E o terceiro, que é uma discussão que terá uma guerra um poquinho maior, mas que eu tenho certeza que nós vamos conseguir ultrapassar e fazer a aprovação, é a aprovação da venda da Codemig, dessa empresa que pode trazer também muitos benefícios para os mineiros com sua venda, com recursos da ordem de mais de R$ 30 bilhões também para serem investidos no Estado”, explicou Valadares.

Na conversa, o líder do Governo também falou sobre os argumentos para convencer os deputados independentes e da oposição a aprovarem a venda da estatal e explicou a participação do BNDES na negocição.

“O principal argumento (para vender a Codemig) é essa premência que Minas tem de receber investimento. São anos e anos sem investimento no nosso Estado por conta da situação financeira. A veras do nosso Estado é porquê a veras de 80% a 90% das prefeituras de de Minas. O numerário que elas têm mensalmente, que elas recebem mensalmente, serve exclusivamente para executar suas obrigações com salário de servidores, pagamento de fornecedores, enfim, não sobra numerário para investimento. E Minas carece de investimento nas mais diversas áreas”, justiticou.

“O que o BNDES está fazendo é dando um auxílio a Minas nessa questão da Codemig. Vamos supor que a gente consiga, pelos próximos 15 dias, porquê suposição, revalidar a venda da Codemig na ALMG. O processo de venda da empresa leva tempo. Isso é um processo multíplice. Eu diria que nós gastaríamos ou gastaremos um ano, com muito otimismo, para conseguir concretizar a venda da empresa. Nesse meio tempo, Minas ficaria sem os investimentos que são fundamentais. Logo, o que o BNDES está falando é o seguinte: ‘Olha, eu adianto um valor para você, passo a ser seu sócio numa segmento da empresa, antecipo o valor para você principiar a investir, enquanto corre o processo de venda da totalidade da empresa’. Logo, o BNDES está ajudando Minas com recursos que podem, ser usados na saúde, ensino etc. Não tem essa de que o governo federalista está buscando o que Minas não quer”, completou.

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