Justiça Federalista suspende distribuição de vacina de Oxford em Manaus – Idade Negócios

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 (Foto: JOHN CAIRNS/UNIVERSITY OF OXFORD HO)

A Justiça Federalista do Amazonas suspendeu a distribuição, em Manaus, da vacina contra covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. A suspensão deve vigorar até que a prefeitura formule um projecto de vacinação nos moldes do elaborado pelo Ministério da Saúde a nível vernáculo.

Na decisão, tomada nesta terça-feira (26), a juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1ª Vara Federalista Cível do Amazonas, afirma que a distribuição em Manaus poderá ser retomada “desde que obedecidas as regras de prioridade já estabelecidas em todo o país, não podendo ter privilégios ou desvios de qualquer espécie, sujeitando os infratores à prisão em caso de flagrante delito, na forma da lei”.

Depois a decisão, o governo do Amazonas informou ter interrompido a distribuição de todas as 132,5 milénio doses da vacina Oxford/AstraZeneca que recebeu no sábado (23). Na noite de ontem, porém, o executivo estadual disse que, em novo despacho judicial, a magistrada esclareceu que a interrupção deveria ocorrer somente em Manaus, devendo seguir [a distribuição] em relação aos demais municípios.

A decisão da juíza foi tomada em seguida o Ministério Público Federalista (MPF) furar investigação sobre verosímil fraude na destinação da vacina CoronaVac em Manaus, a primeira a ser distribuída no Amazonas. Duas médicas recém-nomeadas para função administrativo em uma unidade básica de saúde figuram entre as primeiras imunizadas na capital amazonense.

De negócio com o Projecto Vernáculo de Imunização, os grupos prioritários para receber as vacinas neste primeiro momento são os profissionais de saúde, em peculiar os que trabalham na risca de frente do combate à pandemia, indígenas aldeados e idosos e deficientes que morem em institutos de longa permanência.

Proibição de segunda ração

A mesma juíza já havia determinado que quem furou a fileira de vacinação em Manaus está proibido de receber a segunda ração até que chegue a vez dos furões na lista de prioridades.

Ela também determinou que a prefeitura da capital amazonense publique diariamente – até as 22h – a lista de todos os vacinados na cidade.

A magistrada escreveu ter detectado “irregularidades inadmissíveis na emprego dos imunizantes”, uma vez que um hospital que ainda não tinha recebido nenhuma ração da vacina, enquanto advogados e donos de empresas de víveres já haviam sido imunizados.

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