Juros futuros fecham em subida, em seguida ata do Fed | Finanças

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Os juros futuros encerraram o pregão regular desta quarta-feira (19) em subida, mais intensa nos trechos intermediário e longo da curva a termo, reagindo à ata da última reunião do Federalista Reserve (Fed, o banco médio dos Estados Unidos). O documento mostrou que alguns membros levantaram a possibilidade de que, caso a economia continue a ter um rápido progresso em direção às metas do comitê, “poderia ser favorável iniciar a discussão de um projecto para o ajuste do ritmo de compras” de ativos.

Segundo o economista de um banco, a ata “surpreendeu do lado hawkish” (favorável à retirada de estímulos monetários), apresentando maior preocupação com a inflação e indicando que o debate sobre o início da retirada de estímulos pode estar próximo. Ainda assim, observando que é necessário o “rápido progresso” da economia, vale ressaltar que o último oferecido do mercado de trabalho americano veio muito inferior do esperado, “na contramão desta visão”, destaca.

No término da sessão regular, às 16h, as taxas dos contratos de Repositório Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 passaram de 4,96% no ajuste anterior para 5%; as do DI para janeiro de 2023 variaram de 6,80% para 6,86%; as do DI para janeiro de 2025 tiveram subida de 8,29% para 8,36%; e as do DI para janeiro de 2027 avançaram de 8,86% para 8,95%.

— Foto: Luis Ushirobira/Valor

Um dia em seguida o maior leilão de títulos públicos em termos de risco da história, as taxas futuras tentaram se acomodar ao volta dos ajustes, enquanto os agentes já esperam pelo leilão de amanhã, com a oferta de prefixados e de papéis atrelados à Selic. O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, nota que as pressões inflacionárias têm papel mais relevante na venda de NTN-Bs mais curtas, mas ressalta que “não é desprezível o prolongamento do receio político e o susto com o descalabro fiscal (também muito associado ao risco eleitoral)”.

Sem uma agenda macroeconômica possante no Brasil, a curva de juros voltou a mirar o desempenho dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), cujos rendimentos se mantiveram perto da firmeza. Posteriormente a divulgação da ata da reunião do Fed, porém, os juros americanos passaram a subir e a taxa da T-note de dez anos chegou a 1,695% na máxima do dia. O movimento veio em seguida a ata mostrar que alguns dirigentes do banco médio americano apontaram que conversas sobre a redução das compras de ativos podem ser apropriadas caso a economia continue a progredir em direção às metas do Fed.

Embora o mercado tenha reagido com introdução das taxas, o estrategista de juros americanos da BMO Capital Markets, Ian Lyngen, lembra que, na reunião do Fed, os números decepcionantes do relatório de empregos (payroll) de abril não eram conhecidos. “A natureza da ata implica que as informações são desatualizadas. Não estamos sugerindo que a redução gradual dos estímulos não fará secção das próximas reuniões, mas a média traste de três meses de geração de 524 milénio empregos reduzirá qualquer urgência nesse sentido pelos dirigentes”, afirma Lyngen.

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