Iron Dome | Conheça a tecnologia por trás do escudo antimísseis de Israel

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Sistema antimíssil de Israel, o Domo de Ferro (Iron Dome, em inglês) ganhou destaque na mídia nos últimos dias depois interceptar mísseis durante a mais recente deflagração do conflito entre israelenses e palestinos.

Segundo o porta-voz das Forças de Resguardo de Israel, Jonathan Conricus, o escudo de proteção conseguiu detectar, rastrear e destruir 90% dos mais de 1.600 foguetes disparados na Fita de Gaza antes que eles atingissem o mira principal.

Porquê funciona o Iron Dome

O Domo de Ferro é capaz de detectar mísseis lançados em um relâmpago de até 70 quilômetros. A resposta vem por meio de outro foguete disparado pelo sistema de proteção, com um tempo que varia de 15 a 90 segundos, dependendo da velocidade e da intervalo da prenúncio.

Todo o sistema é formado por três elementos essenciais para prometer a eficiência do escudo protetor. Um radar para detectar e rastrear, um núcleo de controle de armas e uma unidade de disparo dos mísseis, pronta para agir ao menor sinal de alerta.

Quando um foguete rival é detectado pelo radar, o núcleo de controle recebe um aviso, calcula a trajetória e o provável ponto de impacto. Se o lugar for uma espaço habitada, o sistema lança um míssil programado para explodir perto do projétil considerado invasor, causando a sua ruína imediata.

Bateria de lançamento de mísseis do Domo de Ferro (Imagem: NatanFlayer/Wikipedia Commons)

Escudo custoso

Cada míssil protetor tem murado de três metros de comprimento e 15 centímetros de diâmetro, pesando pouco mais de 90 quilos. O governo de Israel possui um totalidade de dez baterias de lançamento ativas para proteger suas fronteiras.

Um disparo feito pelas baterias do escudo custa aproximadamente 66 milénio euros, ou R$ 425 milénio em conversão direta. As Forças de Resguardo de Israel estimam que o sistema já conseguiu interceptar mais de dois milénio ataques, que teriam uma vez que mira áreas populosas do país.

Míssil usado para interceptar foguetes inimigos (Imagem: Bin im Garten/Wikipedia Commons)

Por justificação dos custos altos de operação, se o rastreamento feito pelo núcleo de controle do sistema de resguardo constatar que o míssil não vai atingir cidades ou vilarejos habitados, o Domo de Ferro não entra em ação.

Sistema vetusto

O princípio do Iron Dome começou a ser desenvolvido em 2007, mas o sistema só ficou operacional em 2011, mesmo assim com uma taxa de eficiência que ficava em torno de 70%, segundo dados da Força Aérea de Israel.

O teste de queimada veio durante a operação Pilar de Resguardo para tentar varar militantes palestinos do Hamas em 2012. Segundo o governo israelense, o escudo de proteção conseguiu interceptar 85% dos mísseis disparados na Fita de Gaza naquela quadra.

Atualmente, o sistema foi atualizado e recebeu sensores adicionais para aumentar sua taxa de eficiência em todo o território de Israel. Mas a tecnologia embarcada no Domo de Ferro tem seu preço: hoje, o escudo completo com unidades de controle, radares e baterias móveis de lançamento, que podem operar de qualquer lugar do país, custa murado de US$ 50 milhões — aproximadamente R$ 265 milhões.

Manancial: DW, RADS, TV Militar

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