Irã deve minerar bitcoin e outras criptomoedas para driblar sanções | Finanças

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O governo do Irã publicou um relatório recentemente sugerindo que o país adote a mineração de bitcoin (BTC) e de outras criptomoedas porquê uma natividade de renda extra. O documento enfatiza a urgência do país de gerar mais recursos em meio às sanções internacionais impostas.

Mineração de bitcoin seria meio de driblar sanções no Irã (Imagem: Marco Verch/Flickr)

O relatório afirma que a extração de criptomoedas pode trazer benefícios econômicos para diversos setores da economia do país. Elaborado pelo Meio Presidencial Iraniano para Estudos Estratégicos, o documento estima que, com a devida mediação estatal, o Irã poderia gerar US$ 2 milhões por dia e US$ 700 milhões por ano através da mineração de criptoativos.

A natureza pseudoanônima das criptomoedas também é um ponto levantado. Se o Irã minerasse ativos digitais, o governo poderia se beneficiar do uso de múltiplas carteiras digitais para dificultar a vinculação da receita gerada ao governo, driblando assim sanções econômicas internacionais impostas sobre o país.

Instalações de mineração gerariam empregos

Para fabricar a estrutura necessária para a extração de bitcoin e outras criptomoedas, o governo precisaria investir em tecnologia face e edificar instalações de mineração. Os benefícios iriam além da receita extra gerada, também implicariam na geração de mais empregos que aqueceriam a economia pátrio.

O documento faz outra confrontação: para cada megawatt de eletricidade consumida a mais, tapume de 9 pessoas seriam empregadas. Assim, o cimalha consumo de virilidade da atividade de extração de criptomoedas até mesmo teria seu lado positivo.

“Se grandes instalações de mineração forem estabelecidas, a urgência de empregar mão de obra para o monitoramento e reparo, segurança, engenharia elétrica e equipe técnica relacionada a equipamentos de hardware e software aumentará, o que leva a mais oportunidades de ofício em outros setores”, afirma a proposta.

Regulamentação tornaria mineração legítima

O Meio Presidencial Iraniano para Estudos Estratégicos também sugere que atividades com criptomoedas sejam regulamentadas no Irã. Desta maneira, menos iranianos iriam buscar moedas estrangeiras ou negociações fora do país. Uma vez que as devidas regras fossem estabelecidas, a população poderia comprar criptoativos usando riais (moeda iraniana) dentro do país.

A proposta ainda afirma ambiciosamente que, uma vez com a extração de criptomoedas consolidada no país, até mesmo o setor de exportação e de serviços técnicos de engenharia seriam reforçados. Com isso, o país seria mais atrativo para investidores estrangeiros.

Irã enfrenta crise energética, mas quer minerar bitcoin

Mas, há um ponto discutível no documento. Durante esse inverno no Irã, o consumo de gás aumentou consideravelmente para o aquecimento de residências. Ou por outra, a pandemia de COVID-19 forçou a população a permanecer em moradia, aumentando a demanda elétrica.

O gás é uma das principais fontes energéticas iranianas. Com sua escassez, o país sofreu com múltiplos apagões ao longo de janeiro. Para contornar isso, as usinas passaram a queimar combustíveis de baixa qualidade para suprir eletricamente o país, gerando grandes e densas nuvens de poluição.

Mesmo assim, o documento afirma que a atividade de mineração de bitcoin, por exemplo, poderia “melhorar a eficiência no setor elétrico” e aumentar sua capacidade.

“A economia do Irã não consegue vender facilmente seu petróleo e gás em face de sanções, mas ao edificar instalações de mineração de criptomoedas, o país reduz as perdas de eletricidade e converte gás em ativos digitais, o que gera subida renda para a economia em tempos de sanções”, explica o relatório.

Com informações: IranWire

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