Investigação aponta suspeita de uso de criptomoedas para lavar milhões do tráfico

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Polícia-Social

A Polícia Social do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Irmandade pela qual prendeu quatro suspeitos de integrar uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas e lavagem de moeda com criptomoedas. Há indícios de que o grupo tenha mais de R$ 3,5 milhões em ativos financeiros, incluindo criptomoedas.

O solicitador titular da Delegacia de Repressão à Lavagem de Numerário do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) do Rio Grande do Sul, Adriano Nonnenmacher, falou ao Livecoins que ainda não há uma vez que saber se há criptomoedas. De harmonia com ele, a delegacia unicamente enviou ofícios para cinco exchanges para ver se tinha saldo e o retorno com as informações pode levar até 30 dias.

“Mandamos para cinco exchanges porque recebemos alguns relatórios da lucidez financeira que indicavam alguns CPFs que tinham criptomoedas. Mas não obtivemos resposta ainda”.

O que se tem, até logo, é a prisão de quatro suspeitos e a inquietação de R$ 173 milénio, documentos, armas, telefones celulares, notebooks e veículos de luxo, conforme já havia sido informado pela Polícia Social.

A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão à Lavagem de Numerário do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), contou com atuação de de 330 agentes de segurança pública nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará.

Foram cumpridos 72 mandados de procura e inquietação, 5 de prisão preventiva, além de bloqueio/indisponibilidade de ativos financeiros, veículos e imóveis, nos seis estados.

De harmonia com a polícia social, outras 19 prisões temporárias solicitadas foram indeferidas. O pedido de bloqueio de criptomoedas está entre as 385 medidas cautelares solicitadas.

Além das criptomoedas, a polícia ainda conseguiu que a Justiça concedesse o mandado de bloqueios de ativos bancários, na bolsa de valores e a indisponibilidade de bens imóveis no vale dos Sinos.

Esses bloqueios, no entanto, só ocorrerão se a resposta dos ofícios as entidades financeiras mostrar existência de ativos.

Nonnenmacher menciona que numa investigação sobre lavagem de moeda, cabe a investigação enviar ofícios ao Bacen (Banco Medial), para a B3 e também para as corretoras de criptomoedas.

Até agora somente veio a resposta da B3. O solicitador, porém, afirma que “é preciso ter cautela” e não revela se havia qualquer ativo encontrado.

O solicitador afirma que há indícios de o grupo usar criptomoedas para lavagem de moeda, uma vez que “há informes e relatórios de lucidez” apontando para isso.

“Eles usam todo o sistema financeiro. Há nos relatórios a informação de que algumas exchanges eram utilizadas por alguns integrantes de grupo”.

O solicitador explica que esse tipo de investigação envolvendo criptomoedas guarda complicação pelo roupa de esses ativos não estarem em bancos e possuir a possibilidade de a pessoa possuir a hardwallet e fazer negociações diretamente “de pessoa a pessoa” (peer-to-peer) sem a premência de ter conta em exchange.

Logística da investigação

Depois dois anos de investigação, a polícia concluiu que alguns milhões em lucros de venda de drogas em diversas cidades gaúchas foram depositados em contas de laranjas espalhados em cinco estados do país, além do Rio Grande do Sul.

Segundo a polícia, havia desde 2017 uma atuação em conjunto entre uma partido de amplitude vernáculo de origem paulista e outra que tem base no Vale dos Sinos.

Durante as investigações, a polícia comprovou a relação entre um suspeito gaúcho com operadores que atuavam no país. O esquema envolvia 45 operadores responsáveis pela secção financeira e logística. O grupo teria movimentado murado de R$ 12 milhões de reais por mês a partir do Rio Grande do Sul, além de distribuição de entorpecentes e lavagem de moeda.

O esquema não se limitava entre São Paulo e Rio Grande do sul, mas contava com atuação pelo setentrião e nordeste do país. Um dos envolvidos havia sido recluso pela Polícia Federalista no Estado do Pará em flagrante era responsável por operar com aviões e mais de 500kg de cocaína no setentrião do País.

O líder gaúcho, segundo informações da polícia social do Rio GRande do Sul, foi recluso em São Paulo, em decorrência de investigação no Estado de Minas Gerais por tráfico de entorpecentes em 2020 e, aliás, um irmão dele, nos últimos meses, foi retido durante negociação de uma metralhadora .Cinquenta no Rio de Janeiro com o Comando Vermelho. Outros dois investigados foram presos em 2017 no Estado do Rio de Janeiro com mais de 17 milénio munições de vários calibres.

Os alvos gaúchos presos na operação estariam atuando em colaboração a organização criminosa na lavagem de moeda vindo do tráfico de drogas. A maior secção dos laranjas era do Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia e São Paulo.

A Operação Irmandade, tem exposto também com o pedestal logístico do Ministério da Justiça/SEOPI. Segundo a Polícia Social do Rio Grande do Sul, a União tem disponibilizado passagens e diárias para policiais dos estados federados em ações de combate às grandes facções criminosas.

Manadeira: Livecoins

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