Indústria e exportadores ganham espaço nas indicações | Finanças

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Depois da possante presença do setor financeiro na Carteira Valor de janeiro, no mês de fevereiro quem ganha espaço são as companhias voltadas para o setor industrial. Além das presenças já praticamente constantes de Vale e Petrobras (que lideram a seleção com 12 e sete indicações, respectivamente), apareceram a produtora de aço Gerdau, a companhia de logística Rumo e a empresa de vontade Eneva, todas com três indicações.

Outra novidade no mês é a varejista Renner, também apontada por três casas. Do setor financeiro, quem continuou na seleção foi a B3, empatada com Petrobras com sete indicações, e Bradesco, indicado seis vezes. A varejista Via Varejo e a frigorífica JBS também seguem na lista, apontadas por três casas.

Segundo os analistas das corretoras participantes, secção das indicações foram baseadas na perspectiva de balanços positivos para o quarto trimestre. Com a retomada, ainda que lenta, da atividade econômica e industrial, mormente em outros países, muitas empresas se beneficiaram nos últimos meses do ano, com destaque para as exportadoras. Essa recuperação se reflete nos resultados financeiros das companhias e consequentemente em seus papéis, que tendem a se valorizar.

Da seleção do mês pretérito, deixaram de fazer secção da Carteira Valor os papéis de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, WEG e Magazine Luiza. A Carteira Valor reúne as dez ações mais indicadas pelas corretoras participantes. Ao todo, são 21 casas que escolhem, mensalmente, cinco papéis com potencial de valorização no mês. Em fevereiro, passaram a fazer secção da lista de corretoras a Órama e o Banco Inter.

A Carteira Valor registrou perdas de 3,47% em janeiro, enquanto acumulava subida de 2% em 12 meses. Já o Ibovespa recuou perdeu 3,32% em dezembro e fechou os últimos 12 meses com lucro de 1,15%.

Para os analistas da Ágora Investimentos, a Vale está muito posicionada no mercado e suas ações continuam baratas, o que a mantém com uma janela para subida. Segundo os especialistas, há ainda espaço para um aumento no preço do minério de ferro e também na produção da Vale, o que favorece as receitas da companhia.

Os analistas destacaram que a China deve continuar demandando por aço à medida que segue sua retomada econômica. O mesmo deve sobrevir com os países da Ásia e Europa.

Para André Ferreira, Weslley Mesquita e Julia Monteiro, analistas da MyCap, deve ter um aumento de demanda pelos produtos da Petrobras. Os especialistas ponderam que pode ter pressão no preço do diesel por conta de pressão dos caminhoneiros e da perenidade da pandemia. Porém, eles destacam que a companhia vem trabalhando para manter sua saúde financeira, com a venda de subsidiárias e a subtracção de sua dívida.

A B3 continua entre as mais indicadas em seguida liderar a lista no mês pretérito. A principal motivação é a perspectiva de que os investidores continuem buscando o mercado de renda variável em meio a um cenário de juros baixos.

Alexandre Marques Fruto, exegeta da Escol Investimentos, destaca a recente mudança na regra de BDRs, também negociados na bolsa. Para o exegeta, os BDRs são mais uma opção de emprego atrativa, mormente em um momento em que as pessoas buscam diversificação, inclusive no mercado internacional. “É mais uma interessante opção para o investidor continuar aportando seus recursos no mercado acionário”, afirma. O exegeta ainda destacou o aumento no número de investidores na bolsa, que em seguida alguns anos estacionado em 500 milénio chegou a 3,2 milhões no final de 2020.

Para Nicolas Takeo, exegeta da Singulare, o Bradesco está muito prestes para se beneficiar da retomada econômica sítio. Segundo o técnico, o banco tem um capital saudável, além de inadimplência e cobertura de juros em níveis adequados.

Segundo Mario Roberto Mariante, exegeta da Planner, as ações da Via Varejo sofreram uma desvalorização em janeiro com investidores realizando lucros, mas uma vez que a companhia deve registrar um bom balanço no quarto trimestre de 2020, elas devem voltar a subir. O exegeta ainda afirmou que o segmento de e-commerce continua crescendo, mesmo com a economia ainda “sem força de recuperação”, além de evidenciar a conhecimento da gestão atual.

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