Ibovespa tem volatilidade; exportadoras e estatais são destaque | Finanças

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A bolsa brasileira opera com volatilidade nesta sexta-feira, ainda pressionada pela rotação entre os ativos de risco, com os investidores trocando a tese do incremento pela proteção contra a inflação, depois a postura mais dura do Federalista Reserve (Fed, banco médio americano). Aliás, o dia de vencimento na B3 e em Novidade York ajuda na volatilidade, sendo que o noticiário do dia anterior também agita as ações de Eletrobras, Petrobras e BR Distribuidora.

Às 11h45, o Inbovespa ganhava unicamente 0,03%, aos 128.099 pontos, depois máxima em 128.334 pontos e mínima em 127.598 pontos. Eletrobras PNB ganhava 7,53% e Eletrobras ON subia quase 7%. Petrobras ON cedia 0,03% enquanto Petrobras PN avançava 0,75%.

“Desde a decisão e da novidade sinalização do Fed, os ativos de risco estão passando por uma novidade e importante rotação de temas de investimentos”, afirma o sócio-diretor da TAG Investimentos, Dan Kawa. Para ele, trata-se de uma “evolução importante” o veste de o Fed ter-se mostrado “não tão confortável” com o cenário de inflação”.

Com isso, o gestor da TAG avalia que fica para trás o tema da reflação e entra em cena uma tempo de queda nos preços das commodities, que tende a ajudar a acomodar secção das pressões inflacionárias. “Aliás, o mercado deve conviver com alguma maturação oriundo do ciclo econômico nos próximos meses, o que pode ajudar a evitar uma retirada antecipada da liquidez global”, avalia Kawa.

Ontem, as ações de exportadoras brasileiras de matérias-primas pesaram no Ibovespa, que passou a testar a tira dos 128 milénio pontos. Segundo estudo gráfica do Itaú BBA, depois perder suporte inicial em 128,6 milénio pontos, o índice acionário à vista tem suporte em 127,8 milénio e 125,5 milénio pontos, sendo que leste último é o nível que mantém a recente tendência de subida do Ibovespa.

Além das ações de commodities, também merecem atenção hoje as ações da Eletrobras, Petrobras e da BR Distribuidora. Para a Ativa Investimentos, os papéis devem reagir positivamente ao noticiário da noite de ontem. Segundo o comentador Ilan Arbetman, apesar das novas concessões (“jabutis”) feitas na proposta, a aprovação da Medida Provisória (MP) no Senado não possui caráter negativo à Eletrobras.

“A proposta formulada pelo Senado adiciona temas perpendiculares à material e aumenta a dificuldade da operação. Mas a subtracção de participação estatal na companhia, uma vez que resultado da proposta, continua sendo um evento positivo para EletrobrAs”, afirma o comentador da Ativa Investimentos, em glosa.

Já o pregão da oferta de fatia de 37,5% das ações da BR Distribuidora tem um efeito subitâneo positivo para a Petrobras e negativo para a distribuidora, ao menos até a realização da operação, com o mercado buscando obter os melhores preços de ingresso no papel. “O progressão do processo traz consequências positivas para ambas as empresas, uma vez que avanços na redução da dívida para Petrobras e maior liquidez e pulverização da base acionária para BR Distribuidora”, afirma, em glosa matutino, o gerente de pesquisa da Ativa Investimentos, Pedro Serra.

É válido lembrar que hoje é dia do treino automático de opções sobre ações, o que eleva o vaivém dos papéis da Vale e da Petrobras. Em Wall Street, é dia de vencimento triplo, com a liquidação de contratos futuros de índices e de opções sobre índices e ações.

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