Ibovespa fecha em queda com movimento extrínseco e risco fiscal | Finanças

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Apesar de desacelerar a queda na reta final do pregão, o Ibovespa fechou em firme baixa nesta sexta-feira pressionado pela combinação de correção nas bolsas globais, preocupações sobre os efeitos da pandemia e incertezas a reverência da agenda econômica e fiscal. Com isso, o índice registrou a segunda semana de baixa e, agora, acumula queda em 2021.

Depois ajustes, o Ibovespa terminou em baixa de 0,80%, aos 117.380 pontos, depois de tocar 116.109 pontos nas mínimas do dia. O giro financeiro ficou em R$ 22,644 bilhões. Assim, o índice teve perda de 2,47% na semana e marca uma desvalorização de 1,38% no ano.

Por cá, a preocupação com novas medidas de distanciamento social pesou sobre ações mais ligadas ao ciclo econômico e sustentou um desempenho relativamente positivo das varejistas de transacção eletrônico. De forma universal, ações de bancos e do varejo mais tradicional tiveram firme queda, mas o movimento de perdas hoje foi bastante generalizado.

Itaú Unibanco PN caiu 2,14%, Bradesco ON perdeu 1,66% e Bradesco PN recuou 1,84%. Por outro lado, Magazine Luiza ON subiu 1,96% e B2W ON cedeu 0,53% depois de subir durante boa secção do pregão. Já Via Varejo ON teve queda de 0,49% e Lojas Americanas PN caiu 2,06%.

Ou por outra, o mercado também sofreu com indefinições sobre o rumo das políticas econômica e fiscal. Um evidente sinal desse envolvente de dúvidas, as ações da Eletrobras ficaram entre as maiores baixas do dia – a ON caiu 3,39% e a PN perdeu 2,70%.

O Bradesco BBI colocou a ação em recomendação neutra até a desenlace das eleições no Congresso. “O candidato governamental a presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), disse que em universal é em prol de privatização, mas mencionou que Eletrobras não é uma prioridade. Embora consideremos isso com cautela, oferecido o envolvente eleitoral, não está evidente se Pacheco mudará sua posição atual – notadamente, a privatização da Eletrobras poderia trazer bem-vindos R$ 30 bilhões ao Tesouro Federalista”, dizem os analistas. Para eles, sem um patrocinador potente no Senado, a votação do projeto de privatização pode escorregar para o segundo semestre de 2021, o que seria negativo. “À medida que nos aproximamos de 2022, os políticos estarão focados nas eleições presidenciais/governamentais, abandonando temas polêmicos uma vez que privatização”, alertam.

O dia negativo na bolsa também conta com sinais de piora da pandemia em outras economias importantes, uma vez que a China, o que pesa sobre contratos de petróleo e minério de ferro. Com isso, Vale ON caiu 0,20%, enquanto Petrobras ON caiu 1,28% e Petrobras PN cedeu 1,67%.

Em relação à Vale, os investidores também analisam as negociações com o governo de Minas Gerais sobre a tragédia em Brumadinho. Ontem, a audiência terminou sem conciliação e a Vale recebeu uma semana para fazer uma contraproposta. “Não excluiríamos um conciliação de última hora, mas aumenta a verosimilhança de que essa disputa possa ser levada aos tribunais. Assim, parece ter uma verosimilhança crescente de que esta pendência para a Vale permaneça em vigor por um horizonte previsível – vamos esperar para ver. Permanecemos firmes com nossa classificação de compra e recomendamos aos investidores que adicionem qualquer fraqueza”, afirmam os profissionais do BTG em relatório.

— Foto: Pixabay

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