Ibovespa altera leves altas e baixas com atenção à cena externa | Finanças

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A bolsa brasileira chega ao início da tarde sem uma direção definida, tendo revezado leves altas e baixas ao longo de toda a manhã, porém, sem forças para definir um rumo para o dia. O comportamento errático das bolsas de Novidade York contribui para essa irresolução da renda variável sítio, que apresenta fôlego encurtado para esticar a sequência de três altas seguidas e se aproximar do topo histórico.

Às 12h30, o Ibovespa estava inabalável, aos 122.930 pontos, tendo oscilado entre os 123.235 pontos, na máxima até logo, e os 122.550 pontos, na mínima. No mesmo horário, em Novidade York, os índices Dow Jones e S&P 500 tinham ligeiras variações de -0,18% e +0,03%, nesta ordem. “O dia está um pouco mais parado hoje. O mercado está arrastando correntes, tanto cá quanto lá fora”, resume o director da mesa de renda variável de uma corretora sítio, referindo-se à oscilação estreita das bolsas brasileira e norte-americanas.

O economista-chefe do modalmais, Álvaro Bandeira, lembra que o Ibovespa enfrenta obstáculos gráficos primeiro para seguir na tendência de subida, uma vez que está se aproximando do topo histórico, registrado no início deste ano. “É preciso vazar a ligeiro resistência nos 123.300 pontos e buscar o objetivo do recorde conquistado em janeiro, de 125.300 pontos”, diz.

Para Bandeira, a bolsa brasileira tende tirar proveito do gosto por risco, com os investidores em procura de ‘barganhas’, diante da percepção de que o Brasil está “barato” em relação a outros mercados emergentes e da América Latina, com um “desconto” de mais de 50% em relação a Wall Street. A previsão do modalmais é de que o Ibovespa encerre 2021 aos 140 milénio pontos, indo aos 165 milénio pontos em 2022.

O banco do dedo está muito mais otimista que o Bradesco BBI, que elevou previsão para o Ibovespa em 2021 e 2022, de 130 milénio para 135 milénio pontos ao final de 2021 e de 140 milénio para 150 milénio pontos ao final de 2022, o que representa uma valorização de 10% e de 11%, respectivamente. “O prêmio de risco diminuirá gradualmente e de uma forma um tanto quanto tortuosa devido às incertezas relacionadas principalmente à política brasileira e às contas fiscais”, afirmam, em relatório, os estrategistas André Roble e Fernando Cardoso.

Nesse sentido, o crítico da Toro Investimentos, João Vitor Freitas, observa que os investidores seguem monitorando o cenário político, atentos aos desdobramentos em torno da CPI da Covid-19 e também à espera de avanços da agenda de reformas. “Brasília sempre pode mudar o humor do mercado”, ressalta. Para ele, tais eventos podem servir de “termômetro” para testar relação do Executivo com o Congresso e do suporte do governo com sua base aliada.

Em meio à falta de novidades e com o termo da temporada de balanços, alguns setores e empresas reagem de forma pontual ao noticiário corporativo. Do lado negativo, os frigoríficos lideram as perdas, em seguida o governo prateado bloquear as exportações de mesocarpo bovina por 30 dias: Minerva ON caía 3,35% e Marfrig ON perdia 3,14%, com ambos afetados devido à produção que têm no país vizinho, enquanto JBS ON (-2,89%) e BRF ON (-1,92%) eram contaminados pelo desempenho das rivais.

Na outra ponta, Cielo ON crescia 4,62% por volta do mesmo horário, em meio às especulações sobre uma verosímil parceria com o Facebook para processamento de serviços financeiros. Entre as empresas exportadoras de commodities, CSN ON exibia a maior valorização, com +1,94%, em meio à recuperação nos preços do minério de ferro e em reação ao pedido de registro de oferta pública inicial (IPO) da CSN Cimentos na B3. Vale ON, por sua vez, tinha +0,87%. Já a Petrobras exibia perdas de -0,69% nas ON e -0,64% nas PN.

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