Guy Philoche investe em arte — mas de um jeito que ninguém esperava – Quadra Negócios

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OS QUE VÊM DEPOIS “Ninguém me deixou entrar, logo entrei pela janela. Agora que estou na sala, quero perfurar as portas para outros” (Foto: Bebeto Matthews/GlowImages)

Setentrião-americano de origem haitiana, Guy Philoche trabalhou anos uma vez que atendente de bar até ser reconhecido uma vez que um pintor moderno de estilo original no ultracompetitivo mercado das artes visuais de Novidade York. Suas obras, impregnadas de cultura pop, usam colagens e texturas que convidam as pessoas a tocar nas telas — uma atitude normalmente proibida em museus, mas encorajada por Philoche, que reveste as pinturas com uma estrato protetora de verniz. “Quero que as pessoas sintam o meu trabalho com todos os sentidos. Quero que olhem, toquem, cheirem”, costuma proferir.

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Philoche tinha 3 anos de idade quando seus pais emigraram para os Estados Unidos com os três filhos pequenos e se estabeleceram no estado de Connecticut, no setentrião do país. Ele é o fruto do meio. Assim uma vez que os irmãos, era fã de jogos de tabuleiro, paixão que anos mais tarde serviria de inspiração para muitas de suas obras iniciais. “Suas pinturas de jogos de tabuleiro têm essa franqueza — é a franqueza que você vê na pop art e no grafite — que se comunica com todos no mundo sem explicação”, escreveu o crítico de arte Noah Becker na Whitehot Magazine, publicação dedicada a arte contemporânea.

Alguns desses quadros de Philoche hoje decoram a moradia de várias celebridades — os atores George Clooney e Uma Thurman e o pintor Julian Schnabel, entre outros nomes famosos — e fazem secção de coleções de corporações uma vez que Deutsche Bank, Merrill Lynch e Barclays Investment. A Cavalier Galleries, de Novidade York, já vendeu telas de Philoche por mais de
US$ 120 milénio.

Permanecer restrito ao círculo de quem pode remunerar por suas obras incomoda esse pintor, volta e meia comparado a Andy Warhol. Por isso, às vezes ele abandona uma pintura em alguma esquina ou beco de Novidade York para alguém levar para moradia. Ele deu o nome de Art for the People (“Arte para o Povo”) a essa iniciativa.

Philoche desenvolveu sua técnica de pintura no Paier College of Art e na Universidade Yale, ambos em Connecticut, antes de seguir para Novidade York. Trabalhava o dia todo em bares para remunerar as contas e pintava nas horas de folga. Levou anos para subir, degrau a degrau, no noção dos críticos e das galerias de arte.

A memória desses tempos difíceis move Philoche para ajudar pintores iniciantes a se firmar. Porquê considera que a arte salvou a sua vida, prometeu a si mesmo que, logo que pudesse, compraria obras de artistas que não tiveram sua grande chance. Há anos adotou o uso de comprar uma obra de artista iniciante sempre que um quadro seu é vendido — atitude que inspirou outros artistas plásticos renomados dos Estados Unidos a fazer o mesmo. Há anos também Philoche destina secção de seus rendimentos a instituições de humanitarismo com propósitos diversos, uma vez que American Cancer Society, Kids With Cameras, My Language Project, The Leukemia Needs Foundation, ARTrageous e Tibet House.

Guy Stanley Philoche driblou o destino para se tornar um pintor de sucesso em Nova York (Foto: Bebeto Matthews/GlowImages)

INTEGRADO O artista poderia ter se mudado para um lugar maior, mas continua em seu apartamento no East Harlem (Foto: Bebeto Matthews/GlowImages)

Secção por teimosia, secção por fidelidade às origens, Philoche continua morando em seu pequeno apartamento no East Harlem, na companhia do buldogue Picasso. Aos 43 anos, poderia usufruir o sucesso numa residência maior e mais confortável, mesmo porque as paredes — e até o soalho — do lugar onde vive estão abarrotadas de quadros, seus e dos outros. Mas ele se sente à vontade ali, muito integrado ao envolvente artístico e à comunidade lugar.

Quando a disseminação do coronavírus se tornou global, Philoche sentiu que precisava continuar com seu projeto de filantropia — e postou um vídeo no Instagram declarando a intenção de comprar telas de pintores em dificuldades por razão da pandemia, pagando até US$ 500 por unidade. As ofertas começaram a chegar de todas as partes do mundo, e Philoche já havia adquirido 150 obras de pintores desconhecidos até o início de dezembro, investindo murado de US$ 65 milénio.

A teoria de comprar essas obras anônimas lhe ocorreu quando encontrou na rua, por possibilidade, um pintor em início de curso que acabara de ter um fruto e de perder o tarefa. “Ele estava com muito temor do horizonte. Comprei um quadro dele para ajudar e percebi que outros artistas também deviam estar passando pelas mesmas dificuldades”, contou Philoche à rede CNN. A pandemia, enfim de contas, estava fechando galerias de arte em todo o país, além de cancelar sinais de pinturas e protrair investimentos dos colecionadores.

Murado de metade dos artistas que tiveram obras compradas por Philoche são pessoas que ele conhece ou de quem já ouviu falar, boa secção delas morando em Novidade York, algumas até vizinhas dele. As demais, das procedências mais diversas, foram selecionadas conforme o histórico de urgência e a qualidade do trabalho, nesta ordem.

“As pessoas não abriram as portas para mim. Tive de entrar pelos fundos ou pela janela”, contou ele, em recente entrevista ao The Miami Times, jornal voltado à comunidade negra na Flórida. “Mas agora que estou na sala, com um assento à mesa, sinto que preciso perfurar as portas para esses artistas”, explicou.

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