Grupo Ultra avança em venda de ativos – Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Rede de postos de combustível Ipiranga é do Grupo Ultra (Foto: Wikimedia Commons)

O Grupo Ultra, que está em um processo de redução de ativos considerados não estratégicos, avançou na venda de dois grandes negócios: a indústria química Oxiteno, avaliada em R$ 8 bilhões, e a rede de farmácias Extrafarma. A primeira venda está adiantada, tendo recebido algumas propostas, embora uma manancial de próxima ao negócio tenha descrito o interesse no ativo porquê “restringido”.

O segundo ativo está ainda em discussões iniciais, com a Pague Menos – capitalizada depois de sua lisura de capital, no ano pretérito – surgindo porquê potencial interessada. Com as vendas, o Ultra pretende focar sua atuação em negócios relacionados ao mercado de óleo e gás, porquê os postos Ipiranga, a Ultragaz e a Ultracargo. Apesar do desinvestimento de áreas não prioritárias, a companhia não “conta” com esses recursos para crescer em ativos relacionados ao negócio principal, disse uma manancial. O conglomerado quer, por exemplo, investir em refino e está na luta por refinarias da região Sul colocadas à venda pela Petrobrás.

As propostas das interessadas na Oxiteno foram feitas na semana passada. Entre os interessados estariam a holandesa LyondellBasell (que no pretérito negociou com a petroquímica Braskem, sem sucesso) e fundos de private equity. Outra potencial compradora seria a própria Braskem, mas fontes de mercado questionam a capacidade da empresa, que tem porquê sócias a Novonor (ex-Odebrecht) e a Petrobrás, de fazer a compra. A participação, dizem fontes, seria para “marcar posição”. Já a Unipar, apontada em 2020 porquê potencial compradora, está fora da disputa. A visão, até cá, é de que a venda seja feita a um estrangeiro.Para a Extrafarma – negócio que o Ultra comprou em 2013, quando planejava tornar os postos Ipiranga uma espécie de “hub” de varejo, com várias conveniências -, a aposta do mercado é que uma rede vernáculo de maior porte incorpore as lojas à sua estrutura. Nesse cenário, a Pague Menos apareceria na ponta, embora as negociações ainda não estejam avançadas.

A Extrafarma – originalmente fundada no Pará – tem hoje 400 lojas e fatura R$ 1,5 bilhão por ano. A Pague Menos, criada em Fortaleza (CE), já é muito maior: tem mais de 1,1 milénio pontos de venda pelo País. No processo da Oxiteno, espera-se para as próximas semanas a seleção de dois ou mais interessados que participarão da segunda temporada da venda, a das propostas vinculantes, que embutem o compromisso da compra em caso de aprovação. A expectativa do Ultra, dizem fontes, é que as negociações sejam concluídas dentro de tapume de dois meses.Uma manancial afirmou que o Grupo Ultra ainda baterá o martelo se seguirá com o processo de venda da Extrafarma, que está em um passo anterior ao processo envolvendo a Oxiteno. Isso dependerá, conforme fontes, das ofertas que surgirem.Para a venda da Oxiteno, o Grupo Ultra contratou o Bank of America. No caso da procura de um comprador para a Extrafarma, quem conduz o negócio é o Bradesco BBI.Procurada, a Ultrapar não comentou. No último veste relevante sobre o tema, disse que “avalia continuamente seu portfólio ” e vem direcionando investimentos, de forma prioritária, para fortalecer seu posicionamento na prisão de óleo e gás no Brasil. Braskem, Lyondell e Pague Menos não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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