Governo dos EUA vê moeda do dedo da China uma vez que provável ameaço ao dólar | Finanças

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Diante dos avanços da China na implementação de sua moeda do dedo do banco mediano (CBDC), o governo dos Estados Unidos se demonstra preocupado que a criptomoeda chinesa possa ameaçar a soberania monetária do dólar. De consonância com a Bloomberg, fontes familiarizadas com o objecto revelaram que múltiplos departamentos do governo de Joe Biden estão se mobilizando para estudar as potenciais implicações futuras.

Criptomoeda do banco mediano chinês pode ameaçar soberania do dólar americano (Imagem: pushypenguin/Flickr)

Funcionários do Pentágono, Juízo de Segurança Vernáculo, Departamento de Estado e Tesouro americano estão preocupados com a ameaço que o iuan do dedo pode simbolizar para a estrutura financeira global de hoje, de consonância com fontes que falaram com a Bloomberg sob a quesito de anonimato. A principal preocupação está na possibilidade da CBDC chinesa destronar o dólar uma vez que moeda de suplente dominante no mundo.

Iuan do dedo pode driblar sanções dos EUA sobre a China

Outra possibilidade que alerta o governo dos Estados Unidos é que a criptomoeda estatal chinesa seja usada para driblar sanções americanas. Por isso, as autoridades estão se mobilizando para entender melhor o funcionamento dessa CBDC, uma vez que ela irá operar e ser distribuída.

O governo americano está convicto de que a China não tem a intenção de usar diretamente o iuan do dedo contra as sanções. Justamente pela atual dominância mundial do dólar, os EUA possuem o poder de trinchar o chegada de empresas e até mesmo de países inteiros ao sistema financeiro global. Todavia, o cenário pode mudar se essa soberania monetária for ameaçada.

Objetivo da CBDC chinesa é substituir verba físico

As autoridades chinesas já revelaram que o principal objetivo por trás de sua CBDC é a substituição de notas e moedas por verba do dedo, enquanto se reduz o uso de criptomoedas uma vez que o bitcoin (BTC) e se complementa o atual sistema de pagamentos eletrônicos.

Ou por outra, o banco mediano da China também quer explorar o potencial que o iuan do dedo tem para pagamentos internacionais. O governo chinês já lançou um projeto para estudar essa possibilidade com o Banco de Compensações Internacionais (BIS) e outros países. Porém, para que isso seja provável, acordos e regulamentações globais teriam que ser firmados.

Discussões sobre dólar do dedo se intensificam

Mesmo diante de todas essas preocupações, o governo de Biden não planeja tomar nenhuma ação para moderar as possíveis ameaças que a CBDC chinesa representa. Na veras, essa situação fez com que as autoridades americanas renovassem seus esforços para estudar e discutir a possibilidade do lançamento de um dólar do dedo.

O objecto já permeia discussões no Congresso americano desde o início do ano. Cientes dos movimentos da China, congressistas estão cada vez mais interessados por uma provável CBDC. O presidente do Federalista Reserve, Jerome Powell, e a secretária do Tesouro, Janet Yellen, já foram questionados sobre isso em audiências ao longo de 2021.

Para Powell, os Estados Unidos não precisam ser o primeiro país a lançar uma moeda do dedo do banco mediano, “precisamos assestar”, afirmou o presidente do Fed no início de fevereiro. Por isso, ele disse estar analisando “com muito zelo” a possibilidade.

Já Yellen sinalizou seu interesse em estudar a viabilidade de uma criptomoeda estatal. Também em fevereiro, ela afirmou que uma versão do dedo do dólar pode ajudar a resolver os obstáculos à inclusão financeira nos EUA entre as famílias de baixa renda.

Com informações: Bloomberg

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