Governo Bolsonaro despeja R$ 7,33 bi na economia enquanto não chega o…

0
62

O governo decidiu antecipar em 1 mês e 5 dias o pagamento do abono salarial, uma espécie de 14º salário a trabalhadores que ganham até 2 mínimos. Os recursos, que estariam disponíveis unicamente em 17 de março, serão transferidos em 11 de fevereiro, junto com o pagamento daqueles nascidos em março e abril.

A decisão injeta um caminhão de verba na economia (R$ 7,33 bilhões), o que ajuda a mitigar o problema causado pelo término do auxílio emergencial. Ao menos 8,6 milhões de trabalhadores serão beneficiados.

A iniciativa é tida uma vez que viável pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Os recursos já estavam previstos no Orçamento e serão unicamente desembolsados com antecedência.

O documento com o novo calendário foi publicado nesta 6ª feira (5.fev.2021) no Quotidiano Solene da União. A solução é do Codefat (Parecer Deliberativo do Fundo de Apoio ao Trabalhador), responsável por operar políticas de apoio ao trabalhador. Eis a íntegra (124 KB).

“Se a pandemia persiste, vamos agir com a mesma precisão que antes”, disse Guedes na noite de 5ª feira, ao declarar que medidas anticíclicas poderiam ser anuncias em caso de 2ª vaga de covid-19. Em março de 2020, quando o coronavírus começava a se propagar pelo país, a equipe econômica apresentou um cardápio de ações para suavizar a crise, o que incluía antecipação do calendário do abono salarial.

O presidente do Codefat, Francisco Canindé, que assinou a novidade solução, diz que medida é muito importante e veio em uma boa hora para o trabalhador. “O Codefat tem a regalia de, sempre que verosímil –dentro das condições orçamentárias–, colaborar e antecipar benefícios”, afirmou ao Poder360.

QUEM TEM DIREITO A SACAR O ABONO?
  • – quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2019;

  • – quem ganhou, no sumo, 2 salários mínimos por mês, em média durante o ano-base;

  • – quem está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos;

  • (é preciso que a empresa onde trabalhava tenha informado os dados corretamente ao governo).

O abono salarial é pago pela Caixa Econômica Federalista para os funcionários do setor privado. E pelo Banco do Brasil para os servidores públicos. Caso os trabalhadores sejam correntistas nesses bancos, eles receberão o crédito em conta a partir de 9 de fevereiro.

O valor do mercê varia de R$ 92 a R$ 1.100, dependendo do período trabalhado formalmente em 2019.

CALENDÁRIO DO BENEFÍCIO

Leia ficou o calendário de pagamento depois da solução:

Ao longo do ano, o governo deve gastar R$ 18 bilhões com o abono, o que deve beneficiar 21,6 milhões de pessoas, segundo a proposta orçamentária enviada ao Congresso. O número pode mudar, pois o texto ainda não foi reconhecido pelos congressistas.

Em 2020, foram destinados R$ 19 bilhões ao programa, impactando diretamente 25 milhões de pessoas. Até 31 de dezembro, as regiões com mais saques foram:

  • Sudeste: 11,7 milhões (R$ 4,2 bilhões)
  • Nordeste: 5,4 milhões (R$ 2,8 bilhões)
  • Sul: 4,3 milhões (R$ 1,5 bilhão)
  • Núcleo-Oeste: 2,8 milhões (R$ 742,4 milhões)
  • Setentrião: 1,5 milhão (R$ 537,6 milhões); 

Guedes topa a volta do auxílio emergencial, mas quer reformas fiscais

Com ajuste, reagiremos rapidamente à crise, diz o ministro Paulo Guedes

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, conversaram sobre ajuda a pessoas que ficaram sem renda com o término do auxílio emergencial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na noite de 5ª feira (4.fev.2021) que pode possuir uma novidade rodada de ajuda financeira para pelo menos metade do grupo beneficiado pelo auxílio emergencial, que totaliza tapume de 68 milhões de pessoas. Para isso, entretanto, disse precisar de um quadro fiscal robusto com reformas e visando a recuperação econômica.

“Se o Congresso aciona o estado de emergência ou de calamidade pública, com toda a experiência que nós tivemos, nós temos toda capacidade de reagir rapidamente à crise. É muito importante que seja dentro de um quadro de recuperação das finanças.”

A enunciação foi feita depois de o ministro se reunir com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que foi ao seu encontro levar a preocupação do Congresso com as pessoas que ficaram desamparadas por pretexto do término do auxílio emergencial em dezembro.

“Eu sei exatamente o que é o sentimento de todos, que é uma preocupação em relação à assistência social, a um socorro que seja urgente, emergencial, para poder realmente ajudar essa estrato mais vulnerável”, afirmou Pacheco. Disse também que sentiu boa vontade de Guedes, mas que tudo deve ser feito com responsabilidade fiscal.

Guedes calcula que a atuação dessa vez deve ser mais focalizada, já que tapume de metade dos beneficiários do auxílio emergencial continuarão assistidos pelo Bolsa Família.

“Em vez de 64 milhões, pode ser a metade disso, porque a outra metade já retorna para os programas sociais já existentes. E isso nós vamos entender rapidamente, porque a situação do Brasil exige essa rapidez”, disse o ministro.

Sobre o quadro robusto citado por Guedes, Pacheco afirmou que em suas prioridades no Congresso estão reformas uma vez que a tributária e a administrativa, além de PECs (propostas de emendas à Constituição) do Pacto Federativo, dos gatilhos emergenciais e dos fundos públicos.

“São propostas que constituem nesse momento um protocolo fiscal no Brasil para que tenhamos exigência de estabilizar política e economicamente o país dentro de um estabilidade fiscal que é um pouco almejado pelo ministério da economia, um pouco almejado pelo congresso vernáculo e nós vamos buscar priorizar essas pautas.”

A 1ª lanço do auxílio custou R$ 294 bilhões aos cofres públicos e foi destinada a 68 milhões de pessoas, de abril de 2020 a janeiro de 2021. “Se a pandemia persiste, vamos agir com a mesma precisão que antes –dentro de um marco mais robusto”, afirmou Guedes.

No início da noite de 5ª feira, o ministro da Economia recebeu primeiramente o presidente da Câmara. O presidente do Senado atrasou por pretexto de uma votação na Morada e chegou depois que Lira já tinha ido embora.

Tanto Lira uma vez que Pacheco disseram estar em sintonia com a equipe ministerial. “O governo está com tudo programado, já tem a receita de uma vez que combater os efeitos da pandemia […] Estamos absolutamente sintonizados com a tarifa das reformas”, disse o novo presidente da Câmara.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui