Gossip Girl: Porque a pluralidade de elenco no reboot é interessante? – Notícias de séries

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A HBO Max finalmente lançou o reboot de Gossip Girl esse mês e reacendeu a discussão sobre a prestígio da pluralidade na televisão.

Atualmente, o público tem mais opções de séries com elencos diversos para ver, produções com muito protagonismo preto, LGBTQI+ e feminino. Mas quando a primeira versão de Gossip Girl estreou em 2007, quatorze anos detrás, a discussão sobre pluralidade na televisão ainda era bastante invisibilizada. Quem demandava por mais representatividade na TV tinha pouco espaço para ser ouvido e os executivos não demonstravam o menor interesse em trazer minorias para as suas obras.

Assim, a maioria esmagadora das séries com grande audiência eram protagonizadas por pessoas brancas, heterossexuais e cisgênero, principalmente as produções teen. Séries populares entre o público juvenil uma vez que One Tree Hill, The O.C e Skins representam muito esse dilema, onde os personagens minoritários tinham pouco ou nenhum protagonismo.

Gossip Girl na HBO Max: Confira as principais diferenças entre o reboot e a série original

E ainda há um longo caminho até que exista pluralidade real na televisão, mas nos últimos anos o número de seriados adolescentes com protagonistas menos brancos e heterossexuais têm aumentado consideravelmente, uma vez que nas séries Sex Education e Eu Nunca.. da Netflix. Inclusive, a novidade versão de Gossip Girl decidiu investir em pluralidade racial e LGBT, representando muito essas pequenas mudanças.

UM UPPER EAST SIDE MENOS BRANCO

Na versão original, os seis personagens principais eram todos adolescentes brancos completamente dentro dos padrões de venustidade. A única personagem racializada era Vanessa (Jessica Szohr), porém, em conferência aos outros, ela teve muito menos espaço durante os seis anos da série. E considerando que a produção se passava em Novidade Iorque, uma das cidades mais diversas do mundo, foi muito incoerente a escolha ter um elenco unicamente branco e os criadores de Gossip Girl se arrependeram dessa decisão.

Já a novidade versão faz uma representação mais precisa da metrópole, com bastante pluralidade racial entre seus atores. O reboot centra sua história em duas protagonistas negras, Zoya (Whitney Peak) e Julien (Jordan Alexander), irmãs que foram criadas separadas e que se reencontram quando passam a estudar na mesma escola. As duas personagens têm personalidades e comportamentos muito distintos, assim fugindo de estereótipos comuns atribuídos a mulheres negras e as representando uma vez que pessoas plurais.

Outrossim, a série apresenta também uma terceira personagem negra, Monet (Savannah Lee Smith), que também se afasta de qualquer estereótipo racista. E um personagem amarelo, Aki, interpretado pelo ator Evan Mock de filiação filipina. Dissemelhante da versão original, todos esses personagens racializados têm relevância para trama e espaço em tela também aos protagonistas brancos.

A prestígio de ver a um elenco diverso é enorme para o público juvenil. Poder ver personagens com quem se identificar e que sejam parecidos com eles é principal. Mormente para meninas negras poderem se enxergar em personagens com cabelos crespos naturais ou penteados negros que fogem do padrão loiro e liso tão comuns nessas produções.

Por que identidade da Gossip Girl foi revelada no primeiro incidente do reboot da HBO Max?

UM UPPER EAST SIDE MENOS HÉTERO E CISGÊNERO

Além da pluralidade racial, o reboot de Gossip Girl também investiu em protagonismo LGBTQI+, com personagens gays, bissexuais e trans. Enquanto na versão original, o único personagem gay era Eric (Connor Paolo), o irmão mais novo de Serena (Blake Lively), na novidade versão já foram apresentados para o público pelo menos quatro personagens LGBTs.

Logo no primeiro incidente já fica evidente que boa segmento da narrativa será focada na relação entre Aki e Max (Thomas Doherty), cuja tensão sexual ficou explícita em algumas cenas. A série parece querer explorar um relacionamento a três com a namorada de Aki, Audrey (Emily Alyn Lind). Outra personagem que foge da heteronormatividade é Monet. Embora a série ainda não tenha explorado sua sexualidade, já foi confirmado que a protagonista é lésbica e possíveis relacionamentos devem desabrochar em próximo episódios.

A novidade Gossip Girl também trouxe um pouco de visibilidade trans através da atriz Zión Trigueiro que interpreta Luna. Embora ainda não esteja evidente se sua personagem também é trans, o veste da atriz ser já é bastante relevante, considerando que existem pouquíssimos profissionais transgêneros na televisão e produções com protagonismo trans ainda são raridade.

Essa novidade leva de séries e reboots vem reafirmando uma vez que pluralidade é um tópico importante e precisa ainda ser muito discutido. Além de Gossip Girl, também foram lançados outros reboots que, dissemelhante de suas versões originais, apresentaram preocupação em simbolizar positivamente minorias, uma vez que Party of Five com um elenco meão latino, e Saved by the Bell com protagonistas trans e negros. Isso prova uma vez que o público atual está exigindo mais representatividade nas séries e, assim, causando mudanças positivas nas produções para TV.

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