Gloria Groove lança “Bonekinha”, single que marca o início de uma novidade Era

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Celebrando o mês do Orgulho LGBTQIA+, Gloria Groove lança o single “Bonekinha” nesta quinta-feira (17), às 21h, em todas plataformas digitais. Carruagem-chefe do próximo álbum, Lady Leste, a música marca o início de uma novidade Era e é o primeiro material inédito da artista desde o sucesso com o EP Affair, de 2020.



Música chega a todas as plataformas digitais nesta quinta (17), às 21h.


© Fornecido por Famosos e Celebridades
Música chega a todas as plataformas digitais nesta quinta (17), às 21h.

Retornando ao pop, o som mistura mandelão e rock’n roll para relatar uma história. “Meu último trabalho foi super focado no gênero R&B, toda sonoridade era voltada para isso, sabe? Vai permanecer para sempre marcado pelo paixão! Mas eu estava com saudade de fazer o pop. Bonekinha traz a sensação de introdução, tem rostro de primeiro single e é uma música com muita identidade”, explicou em entrevista coletiva nesta quinta. 

O clipe que chega na sexta-feira (18) é completo de referências da mocidade da cantora e conta com quarto pintado de rosa, objetos comuns nos anos 90 e 00’s, fitas K-7, disquetes, CDs antigos e um rádio. Sobre o processo criativo, Gloria explica que tudo aconteceu de forma muito procedente, já que a junta todas as referências há tempos. 

“Além de ser a porta de ingresso para Lady Leste, Bonekiquinha ainda consegue ser a reafirmação da identidade feminina. É um grito de irreverência, de mostrar que existe muito poder no universo feminino. Não é a toa que a arte drag vem mudando a minha vida. É uma boneca maloqueira e sagaz”, pontua. 

O single ainda conta com a participação do rap de Mirella, uma moça de 12 anos que canta “a bonequinha não sabe distrair”, verso marcante na produção. “A gente sabia que queria ter uma voz infantil e pensando em quem seria essa moçoilo, meu sócio cantou a globo da Mirella. Tinha que ser ela! Tirou de letra e pegou muito rápido”, explicou.

Lady Leste 

Fruto da imaginação da artista, o álbum Lady Leste – ainda sem confirmação de data de lançamento – é a chance de Gloria relatar um pouco mais sobre a própria história. “Era necessário que eu criasse um mundo de fantasias, sim. Hoje sinto a urgência de fazer o caminho contrário. Eu tenho muitas coisas sobre mim a serem contadas em primeira pessoa. Mais do que pop, do jocoso. É um jeito que estou encontrando de trazer as pessoas para perto. Eu falo do meu coração, da minha família, das minhas raízes. O que sou eu! É um tanto cinematográfico e grandioso”, confessa.



Música chega a todas as plataformas digitais nesta quinta (17), às 21h.


© Fornecido por Famosos e Celebridades
Música chega a todas as plataformas digitais nesta quinta (17), às 21h.

Nascida e criada na vila Formosa, Zona Leste de São Paulo, a novidade produção está completamente relacionada aquilo que diz reverência à regionalidade. O funk, o rap, o pop. “Tudo se converge no Lady Leste. Tudo o que eu gostava de ouvir na escola. Traz esse clima nostálgico da mocidade de quem viveu os anos 2000. Sensação retrô”, comenta. 

“É uma forma de fazer uma homenagem a todas as mulheres do lado leste, sabe? Minha mãe, as mulheres da minha família, as da minha equipe, aquelas que trabalham comigo e são minhas inspirações diretas. É uma missiva de paixão para todas da ‘Radial pra lá'”, comenta e reafirma crer em um porvir onde as pessoas tenham ainda mais clarão nesses lugares.

Gloria também pontua que apesar da regionalidade não fator determinante, se faz muito  importante. “Busco fazer um tanto muito São Paulo. Fazer música é distrair de fazer styling. Se não for na sonoridade, eu trago no jogo de palavras, na verso. Eu inventei Lady Leste para me salvar. Eu quero me visualizar de uma forma maior. A Lady Leste é o resultado de uma esperança”, contou.



Single traz diversas referências da adolescência de Gloria. Crédito: Rodolfo Magalhães/Divulgação


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Single traz diversas referências da mocidade de Gloria. Crédito: Rodolfo Magalhães/Divulgação

Orgulho LGBTQIA+

Gloria também aproveitou o momento para comentar a valimento da visibilidade não exclusivamente no mês de junho. “Sobre o fenômeno das drags com visibilidade, não há problema. O problema é ser representado exclusivamente no setor do marketing. Não pode ser um resultado. Precisa estar presente em todos os setores. Eu sei muito muito sobre as dificuldades em contratação de pessoas LGBTQIA+. Precisamos de pessoas que nos coloquem em todos espaços”, afirmou.

“Eu acho que o meu eu, de 14, 15 anos, que vivia em lan house, rolezeira (risos), e na porta do shopping ouvindo Born This Way, teria muito orgulho de mim hoje”, finaliza. 

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