Gestora lança criptoativo para pessoas físicas investirem em startups | Criptomoedas

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A gestora Fuse Capital, especializada em capital de risco (“venture capital”) para negócios de tecnologia, vai lançar até o término de julho um criptoativo para permitir investimentos de pessoas físicas em aceleração de startups.

Batizado com o nome da gestora, o token vai simbolizar cotas de um fundo da mansão que aporta recursos em novatas com potencial de propagação. A teoria, segundo a empresa, é facilitar a ingresso de investidores no mercado de capital de risco e fomentar o ecossistema brasílio de inovação.

O portfólio da gestora inclui mais negócios incipientes no Brasil, uma vez que a healthtech W.Dental, a plataforma PinkApp, de informação para pequenas e médias empresas, e as startups de lucidez sintético AIO e Fligoo.

A Fuse também investe na fintech Vexi, na Cidade do México, que atua no setor de crédito.

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A emissão privada dos tokens será feita na blockchain Algorand e terá a estrutura jurídica instalada nas Ilhas Cayman. A custódia será feita pela empresa Securitize, sediada nos Estados Unidos e regulada pela SEC, a CVM americana.

A oferta será de R$ 20 milhões, restrita a qualificados e, por ora, estrangeiros, principalmente na Europa e na Ásia – a teoria é que o criptoativo seja negociado em mercados secundários em bolsas nessas regiões, uma vez que Fusang (China) e Archax (Reino Unificado).

A teoria é casar muro de 20 investidores no token em um primeiro momento, tentando seduzir o mesmo público de family offices e institucionais que já são objectivo recorrente das emissões da Fuse. Para os investidores atuais do fundo, será dada a opção de metamorfosear ou não as cotas em tokens.

Atualmente, são sete empresas investidas, mas o projecto da gestora é usar esses recursos para infligir em mais novas empresas, “em torno de 20”, detalha João Zecchin, sócio da Fuse.

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Token pode resolver gargalo de liquidez do venture capital

A limitação regional e a impossibilidade de ampliar a oferta para o varejo, ao menos por ora, são frutos das limitações regulatórias, explica Zecchin. A CVM (Percentagem de Valores Mobiliários) restringe a tokenização – uma vez que é conhecida a emissão de frações digitais de ativos reais – de cotas de fundos de capital de risco.

“No Brasil, tem um entrave regulatório a esse tipo de security token. Queremos conformidade; quando for regulamentado, adoraríamos listar cá e dar aproximação a brasileiros”, afirma o sócio da Fuse.

Apesar disso, o negócio aponta para uma possibilidade de usar a tecnologia dos criptoativos para transformar a indústria de venture capital, resolvendo um dos grandes gargalos do segmento: a liquidez.

O token permite que o investidor negocie a prestação do fundo previamente, vendo se refletir no ativo do dedo a valorização das startups investidas, conforme os aportes vão dando frutos. Também pode encurtar os prazos de pagamentos de rendimentos das cotas, hoje trimestral.

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“Um limitador que sempre identificamos nos fundos de venture capital é o indumento de serem fechados, com prazo determinado e longo. O investidor tem uma liquidez muito distante, fica recluso por dez anos. Isso incomoda muitas pessoas e é um limitador de capital. A solução que encontramos foi enunciar tokens lastreados às cotas do fundo, que poderão ser negociados em mercados globais”, diz Zecchin.

Ele acredita que a tokenização poderá ser usada, no longo prazo, para solucionar também no private equity o que vê uma vez que um desalinhamento de interesses.

“O resultado tem um tempo determinado para captar, investir, maturar e, portanto, liquidar posições. E não necessariamente esse ‘relógio’ do fundo é sincronizado com o do mercado. Esse é um problema que pode vir a ser resolvido por meio da liquidez secundária”, diz Zecchin.

— Foto: Getty Images

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