Fusões e aquisições no varejo aceleram para dar graduação à digitalização – 01/05/2021 – Mercado

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Compras que podem ser feitas sem filas, na hora do almoço ou de madrugada. Cupons de desconto válidos para aquisições por aplicativo, ferramentas de conferência de preço online e cashback com condições especiais no site. Tudo pago em minutos com alguns cliques.

Com essas e outras opções de vendas, o varejo brasílico já havia entrado em um ciclo de transformações digitais. A pandemia, logo nos primeiros meses, mostrou que dar graduação ao negócio eletrônico representa não somente a diferença entre ter lucro ou prejuízo, mas define a sobrevivência ou morte de um negócio.

O processo de consolidação por meio de M&As ({sigla} em inglês para fusões e aquisições) foi deflagrado ainda em 2020. Mas comprovada a mudança de comportamento do usuário em relação ao online, estimulada pelo distanciamento social, as empresas passaram a adotar a reorganização no estilo Juscelino Kubitschek —ex-presidente do Brasil tal qual projecto de metas era fazer 50 anos de progresso em 5 anos de realização.

O Magazine Luiza era um expoente na tendência. Exclusivamente nos últimos dois meses a empresa anunciou cinco aquisições de diferentes empresas (Steal The Look, Tonolucro, GrandChef, SmartHint e Jovem Nerd), além de ter recebido aval do Cade (Recomendação Administrativo de Resguardo Econômica) para concluir uma outra compra anunciada em dezembro, da Hub Prepaid.

No entanto, na semana passada, anúncios consecutivos de negócios de peso deixaram evidente que o processo de consolidação no varejo vai ser mais rápido e profundo do que se previa.

Na segunda-feira (26), o Grupo Soma, possessor das marcas Farm e Animale, fechou congraçamento para comprar a Cia Hering, avaliada em murado de R$ 5,3 bilhões com a operação. Na quarta-feira (28) veio a fusão entre B2W e Lojas Americanas.

Além de abrirem espaço para ampliarem linhas de produtos, diversificarem o leque de consumidores, muito porquê agilizarem os canais de distribuição nos segmentos em que já atuam, os dois negócios criam as condições para as empresas que vão surdir da associação possam entrar em outras áreas.

“Uma vez que você tem os dois grandes alicerces, com uma rede de lojas físicas relevante e uma operação do dedo de bom tamanho, é verosímil vir com novas ofertas e apostas em até outros setores, porquê o financeiro”, afirma Fernando Fernandes, sócio da L.E.K. Consulting, especializada em estratégia de varejo.

“É um movimento que não tem volta e que deve continuar acontecendo em todos os segmentos do varejo.”

Segundo o sócio da consultoria e auditoria PwC Brasil Leonardo Dell’Oso, não é por zero que esse movimento envolva justamente empresas de varejo e negócios digitais.

“Empresas que se beneficiaram durante a pandemia viram oportunidade de expandir suas estratégias para continuar a trazer um incremento veloz”, afirma.

Dell’Oso estima que o movimento de consolidação vai envolver não somente companhias com mais robustez tecnológica, mas também as que começaram a jornada online há pouco. Fusão e compra fazem secção do caminho mais destro e menos custoso para dar graduação às operações.

“A grande maioria das empresas foi buscar capital para expandir ou viabilizar seus negócios online”, afirmou Dell’Oso. “O problema é que os instrumentos de dívida estavam difíceis e o crédito bancário estava dispendioso e escasso —fusões e aquisições são alternativas.”

São também a opção para somar qualidades —validar sinergias, porquê se diz no jargão do mercado— em um espaço mais limitado de tempo.

O presidente da Soma, Roberto Jatahy, deu a dimensão da estratégia. Afirmou que a operação com a Hering multiplica em 3,8 vezes o mercado endereçável da companhia —que passaria a depreender uma fatia de R$ 110 bilhões do consumo de vestuário.

Já a Hering ganharia a expertise da Soma na integração dos canais digitais e da tecnologia em gestão de estoques.

Na outra operação, a B2W, que opera os comércios eletrônicos Americanas.com, Submarino e Shoptime

—além de ter uma relevante operação do dedo de pagamentos, a Ame—, passará a comandar a empresa resultante da fusão, que irá se invocar americanas s.a. (com o a minúsculo), aproveitando que é a marca mais conhecida.

Hoje, a B2W é controlada pela Lojas Americanas, que detém 62,48% das ações da empresa de ecommerce, sendo maior acionista.

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