Fraudes para ramal de benefícios emergenciais custaram R$ 142 milhões à Caixa

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RIO E BRASÍLIA – Quadrilhas especializadas em fraudes bancárias já desviaram R$ 142,5 milhões destinados a beneficiários de programas do governo federalista em função da pandemia.

O montante representa um prejuízo para a Caixa Econômica Federalista, responsável pelos pagamentos, pois foi restituído para as 229.542 vítimas que, por meio de procedimento administrativo no banco, comprovaram não ter sido responsáveis pelos saques.

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As informações integram a Base Pátrio de Fraudes ao Auxílio Emergencial (BNFAE), coordenada pela Polícia Federalista (PF), e foram obtidas pelo GLOBO via Lei de Aproximação à Informação. Além de valores do auxílio, também integram o banco de dados desvios relacionados ao complemento pago a quem teve redução de salário e jornada e aos saques emergenciais do FGTS.

Desde o ano pretérito, a União gastou tapume de R$ 293,45 bilhões com o pagamento de benefícios emergenciais a pessoas de baixa renda, desempregadas em meio à crise financeira e sanitária. As investigações sobre a retirada indevida da verba direcionada a esses cidadãos representam um dos eixos da atuação da PF e do Ministério Público Federalista (MPF), que atuam em conjunto com Ministério da Cidadania, Caixa, Controladoria-Universal da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

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A outra vertente trata de repasses feitos indevidamente a quem não se enquadra nos parâmetros para receber o auxílio emergencial — apurações são abertas quando identificados, por exemplo, pagamentos a servidores públicos e militares. Sobre oriente recorte, não há dados consolidados, mas, em novembro, uma auditoria do TCU identificou 439 milénio cadastros com indícios de irregularidades, que receberam R$ 813 milhões entre abril e julho.

Trinta operações

As fraudes bancárias já deram origem a 516 inquéritos da PF e 30 operações. Uma delas, batizada de Terceira Parcela, ocorreu no último dia 18 e é considerada a maior já feita para combater fraudes nos benefícios emergenciais. Em Minas Gerais, Bahia, Paraíba e Tocantins, foram cumpridos 66 mandados de procura e consumição contra pessoas que teriam se inscrito no auxílio usando dados de cidadãos que não o solicitaram. A suspeita é que o moeda tenha sido usado para quitar boletos.

Foi por um golpe desses que a dona de morada Angela Rosário, de 43 anos, buscou ressarcimento junto à Caixa, em junho do ano pretérito. Uma parcela de R$ 1,2 milénio do auxílio emergencial dela foi gasta em Santa Catarina, a mais de dois milénio quilômetros de Vitória da Conquista (BA), onde ela vive com a filha. Foram quatro operações financeiras, nenhuma delas feita por Angela.

— Busquei duas agências da Caixa para resolver o problema e fui ressarcida um mês em seguida a queixa. Fiquei com dó de muitas pessoas que vi na porta das agências e ajudei quem eu pude. Havia pessoas com pouca instrução, que não sabiam ler e que não conseguiam proceder com a reclamação — conta Angela, cuja ocorrência foi registrada junto à PF pela própria Caixa.

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Relatos uma vez que esse são frequentes nas redes sociais, sobretudo em páginas oficiais da Caixa. A orientação da PF é buscar uma escritório do banco para relatar movimentações e saques atípicos. Uma vez ingénuo o pedido de queixa, um processo de investigação interna procura identificar a existência de fraude.

De tratado com Cleo Mazzotti, coordenador-geral de Polícia Fazendária da PF, as informações descobertas nessas apurações e registradas no BNFAE estão ajudando a embasar as operações realizadas pela corporação. Os materiais apreendidos também ajudam a enriquecer a base de dados sobre fraudes, explicou.

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Procurada, a Caixa destacou que os R$ 142,5 milhões usados para ressarcir as fraudes bancárias representam 0,0485% do totalidade do auxílio emergencial, e que as mais de 229 milénio contestações atendidas equivalem a 0,0428% dos 535 milhões de pagamentos.

O banco disse ainda que “tem investido fortemente no combate às fraudes ”, em parceria com a PF e demais órgãos.

 

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