Forbes50+: José Luiz Tejon – Forbes Brasil

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Divulgação

José Luiz Tejon se reconciliou com o próprio pretérito reptante e se tornou uma referência uma vez que noticiarista e palestrante motivacional

Talvez você já conheça a história de José Luiz Tejon. O noticiarista, palestrante e professor participou de programas de televisão – já foi até entrevistado por Jô Soares – e é comentarista de rádio há mais de uma dez. Mas se você ainda não cruzou com sua trajetória inspiradora, permita-nos descrever um pouco dela.

Tejon define a própria história uma vez que improvável e afirma que tinha tudo para não sobrevir. Sua mãe biológica veio para o Brasil fugindo da Espanha franquista, carregando-o no ventre. Chegou a Santos, litoral de São Paulo, onde tinha alguns conhecidos, e passou a trabalhar uma vez que doméstica e viver de forma muito precária. Exercia a função com Tejon no pescoço, por não ter com quem deixá-lo. Fez amizade com um par, que passou a cuidar da muchacho quando ela foi para a Argentina à procura de uma vida melhor. O que era temporário se tornou permanente, já que a mulher morreu antes de conseguir retornar para buscar o rebento.

A estrada da vida de Tejon encontrou outro grande tropeço quando ele tinha entre três e quatro anos: um terrível acidente doméstico. Uma mistura de cera e gasolina que sua mãe adotiva preparava pegou queima e queimou severamente o rosto da muchacho. Boa segmento da puerícia foi passada em hospitais, em internações pós-cirurgias. Tejon se sentia um patinho mal-parecido e se escondia por culpa das cicatrizes, até que a música o salvou. Sua auto-estima surgiu a partir do momento em que percebeu o poder da geração.

“Apaguei completamente esse ponto da minha cabeça. Nós somos resultado da visão de mundo que temos dentro de nós. Quando eu deixei de me ver uma vez que o juvenil queimado, parecia que mais ninguém me via assim”, relembra. Mudou-se para São Paulo, entrou na faculdade e iniciou uma curso de sucesso na publicidade e no agronegócio, recebendo prêmios por seu trabalho.

“A minha curso não aconteceu da noite para o dia. Sempre fiz muitas coisas ao mesmo tempo. Enquanto executivo, sempre dei lição também. E nunca neguei ajuda, sempre participei de associações da minha categoria profissional”, pontua.

Quando completou 50 anos, ganhou da filha um livro de autoajuda. Apesar da aversão que tinha ao gênero na idade, a ouvido da obra chamou atenção: Roberto Shinyashiki era o responsável, um companheiro da idade da mocidade. Ele entrou em contato para retomar a amizade, adormecida pelos 30 anos sem encontros. Foi de Shinyashiki a teoria para que Tejon se reconciliasse com a própria história e colocasse tudo no papel. Até logo, ele só escrevia obras com texto profissional sobre marketing, vendas e agronegócio. A proposta virou “O Voo do Cisne”, de 2002, e deu início a uma novidade tempo na vida do executivo.

Ele passou a ser mais procurado para palestras, agora sobre sua história e não sobre sua expertise profissional, e cinco anos depois decidiu deixar o missão corporativo por não conseguir mais se destinar da forma que considera ideal. “É genial o tanto que aprendi e realizei uma vez que executivo, mas, a partir daquele momento, eu precisei me doar mais no campo de educador e encorajador do ser humano, no fortalecimento da resiliência para combater os sofrimentos”, conta.

Para ele, o ideal é nunca parar de aprender e estabelecer laços que geram uma força criativa muito potente. “Uma coisa fundamental que tenho hoje e aprendi é não duvidar do fado, além de não ter terror. Minha reinvenção teve a mão do fado, que fez com que eu reencontrasse o Roberto, mas eu só consegui seguir esse novo caminho porque já tinha me prestes com intensidade, com coragem e paixão à vida. Cheguei aos 50 com muita sabedoria e com vontade de não morrer. Não temos só um papel na vida e eles são estimulantes, revigorantes.”

Para quem tinha tudo para negar a muchacho interno em função do pretérito difícil, Tejon acredita que é forçoso mantê-la viva e ativa para não perder o fulgor no olhar depois da maturidade. “A vontade de fabricar é próprio. É nela que você encontra a muchacho do ser humano e é ela que nos impulsiona ao sonho e a visualizar o que os adultos acham impossível.”

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