Fiocruz alerta que incidência de covid-19 mantém patamar proeminente

0
16
Links Patrocinados

Pesquisadores da Instalação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam que a incidência da covid-19 se mantém em um patamar proeminente no Brasil, o que dá oportunidade para o surgimento de novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 e torna o risco de uma terceira vaga “ainda mais grave”. A estudo consta no boletim divulgado ontem (12) pelo Observatório Covid-19, que aponta também uma ligeira redução nas taxas de mortalidade e na ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). 

“A observada manutenção de um elevado patamar, apesar da ligeira redução nos indicadores de criticidade da pandemia, exige que sejam mantidos todos os cuidados, pois uma terceira vaga agora, com taxas ainda tão elevadas, pode simbolizar uma crise sanitária ainda mais grave”, avalia o boletim.

Desde o termo de abril, há uma tendência de queda de 1,7% nos óbitos por dia, enquanto os casos aumentam 0,3% por dia. O número de mortes, porém, continuava muito proeminente na semana de 2 a 8 de maio, próximo das 2,1 milénio vítimas por dia. 

O percentual de pessoas diagnosticadas que vão a óbito (mortandade) também caiu, de 4,5% em março para tapume de 3,5% na última semana, o que pode indicar um aumento na capacidade de diagnóstico e no tratamento de casos graves. 

“Neste momento da pandemia cabe o reforço das ações de vigilância em saúde para fazer a triagem de casos graves, o encaminhamento para serviços de saúde mais complexos, muito uma vez que a identificação e aconselhamento de contatos. Nesse sentido, a reorganização e ampliação da estratégia de testagem é forçoso para evitar novos casos, muito uma vez que reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, recomendam os pesquisadores. 

Leitos 

O boletim divulgado ontem aponta uma melhora significativa na ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intenso (UTI) na Região Setentrião, onde Roraima (37%), Acre (57%) e Amazonas (55%) estão na zona de alerta grave. Fora esses três estados, a Paraíba é a única que apresenta ocupação na zona de alerta grave, com 59%.

Apesar disso, sete estados de outras regiões têm ao menos 90% dos leitos ocupados: Piauí (90%), Ceará (90%), Rio Grande do Setentrião (95%), Pernambuco (96%), Sergipe (97%), Paraná (93%) e Santa Catarina (91%). Também estão na zona de alerta crítico para a ocupação de UTIs: Roraima (88%), Bahia (80%), Mato Grosso do Sul (85%), Região Federalista (81%), Tocantins (81%), Rio de Janeiro (87%) e Goiás (84%). 

O número de estados na zona de alerta médio é o maior desde 22 de fevereiro. São nove as unidades da federação com as UTIs entre 60% e 80% de ocupação: Amapá (72%), Pará (69%), Maranhão (67%), Mato Grosso (79%), Alagoas (74%), Minas Gerais (79%), Espírito Santo (77%), São Paulo (79%) e Rio Grande do Sul (73%). 

O boletim sugere que a novidade ensejo da pandemia “pode permitir a readequação dos serviços de saúde, com atuação mais intensa dos serviços de Atenção Primária de Saúde, muito uma vez que o justificação da população, empresas e gestores locais sobre a preço de se intensificar as práticas de proteção individuais e coletivas, uma vez que o uso de máscaras, limpeza pessoal e de ambientes domiciliares”.

Os pesquisadores reforçam que locais e atividades de interação social, principalmente em ambientes fechados e com grande números de pessoas devem continuar sendo evitados. “Somente essas medidas, aliadas à intensificação da campanha de vacinação, podem prometer a queda sustentada da transmissão e a recuperação da capacidade do sistema de saúde”.

Links Patrocinados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui