Finanças: Ceará e Fortaleza mostram estabilidade na pandemia e seguem uma vez que case de boa gestão – Alexandre Mota

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A pandemia de Covid-19 teve impacto direto nas finanças dos principais clubes do futebol brasiliano. Sem bilheteria, e com uma secção dos torneios prolongados por 2021, gigantes apresentaram altos índices de endividamento. E o processo também afetou Ceará e Fortaleza, mas os representantes cearenses seguem uma vez que cases de “boa gestão”.

O diagnóstico é fruto da 12ª edição da Estudo Econômico-Financeira dos clubes brasileiros de futebol desenvolvida pelo Banco Itaú. O estudo considerou balanços divulgados na última temporada, com foco no cenário interno das receitas.

“O futebol cearense foi muito feliz na construção dos clubes, de modo lento e sólido. Hoje tem uma situação de receita baixa na média, mas poucas dívidas. Mesmo na pandemia, não se apertaram, fizeram o que era necessário, com investimento ordenado. Ceará e Fortaleza estão dentro do cenário da boa gestão”.

Cesar Grafietti

Consultor de Gestão e Finanças do Esporte

Antes da perspectiva específica, vale ressaltar que todos os clubes tiveram perdas no último ano. O relatório, no entanto, mostrou que o totalidade entre 2019 e 2020 foi de 22% ao indagar o período anual. Quando a perspectiva considera o calendário (ampliado pela CBF), a queda é menor, de 13%.

No cenário vernáculo, por exemplo, sete clubes representaram 62% do totalidade de receitas. E nesse recorte de 21 times, o Fortaleza surgiu em 17º posto, enquanto o Ceará é o 18º.  Por isso o contexto  positivo, uma vez que o reles aporte não impediu o incremento.

  • Fortaleza: R$ 125 milhões (2019) | R$ 85 milhões (2020) | R$ 103 milhões (calendário 2020 ajustado)
  • Ceará: R$ 102 milhões (2019) | R$ 94 milhões (2020) | R$ 100 milhões (calendário 2020 ajustado)

Menores dívidas do Brasil

Em 2020, quando a solução encontrada por muitos foi a redução imediata do dispêndio pessoal, ou seja, o desligamento de funcionários, Vovô e Leão foram na contramão e mantiveram o limite de colaboradores, enquanto o Palmeiras, por exemplo, teve queda no quesito de 68%.

Variação de custos com pessoal (2019-2020)

  • Fortaleza: +4%
  • Ceará: +14%
  • Palmeiras: -68%
  • Corinthians: -57%
  • Athletico-PR: -41%
  • São Paulo: -23%

O arrocho econômico e o trabalho da gestão permitiu que os clubes, mesmo sem cimalha capital ou chance de investimento, seguissem entre os menores endividamentos do futebol brasiliano.

Dívidas dos clubes brasileiros (2020)

  • Atlético-GO: R$ 30 milhões
  • Ceará: R$ 35 milhões
  • Fortaleza: R$ 43 milhões
  • Atlético-MG: R$ 1,2 bilhões
  • Corinthians: R$ 916 milhões
  • Vasco: R$ 725 milhões

Caminho para o porvir

Com espaço de investimento sólido e consistente, a dupla cearense conseguiu se manter na Série A  por temporadas seguidas. Apesar da perda de receita, o estabilidade permite que o incremento siga em curso e há caminhos definidos para o porvir.

“O que falta é o investimento mais robusto na base, a boa formação de nomes. A presença na Série A tornam os clubes vitrines para ampliar as negociações de atletas para investir e reinvestir nessa base. Se tiverem ordem, não precisarão perder o verba para remunerar dívida passada, podem usar esse verba para seguir crescendo”.

Cesar Grafietti

Consultor de Gestão e Finanças do Esporte

Desfecho da estudo do Ceará: “pouco endividado, com controle de custos e despesas, além de investimentos moderados, o clube atravessou a primeira temporada sob pandemia de maneira réplica. Manteve estabilidade, pode se valer de financiamentos sem estrangular a gestão, e ainda conseguiu melhorar seu desempenho esportivo”.

Desfecho da estudo do Fortaleza: tem capacidade de entender suas limitações financeiras, o que ajuda na gestão eficiente do caixa, assim, enfrentou a pandemia de forma segura, sem dívidas relevantes, operando dentro do que as receitas permitem. Fechou 2020 com quesito supra da média dos clubes brasileiros”.




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