Filme proibido de Xuxa vai passar pela primeira vez na TV

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Foto: Divulgação/Cinearte / Pipoca Moderna

O filme “proibido” de Xuxa vai passar pela primeira vez na televisão. O Ducto Brasil programou para a próxima quinta-feira (11/2), à 0h30, a exibição de “Paixão, Estranho Paixão”, de 1982, em que Xuxa Meneghel, logo com 18 anos, aparece nua.

Na trama com toques de erotismo – porquê praticamente toda a produção do cinema vernáculo da era – , a futura apresentadora do “Xou da Xuxa” – logo padrão, aspirante a atriz e namorada do jogador Pelé – interpreta uma pequena de programa menor de idade, que seria dada de presente para um político poderoso da região de Santa Catarina, 30 anos mais velho que ela. O pormenor é que, além de chegar em cenas de nudez, a história também mostrava Xuxa simulando sexo com um garoto de 12 anos.

Ela acabou se arrependendo de ter participado da produção depois passar a apresentar programas infantis, dando início a uma disputa legítimo com os produtores para impedir que o filme voltasse a rodear. Por muito tempo, ela conseguiu barrar a exibição do longa. Sua última vitória para impedir o relançamento foi em 2013, mas, segundo sua assessoria, ela desistiu do bloqueio em 2018.

Desde logo, Xuxa tem falado francamente sobre o filme em entrevistas. Ao chegar no “Fantástico”, em novembro pretérito, até incentivou seus fãs a assistirem. “Quem não viu, por obséquio, veja. Fala de uma coisa atual, exploração infantil, veras de muita gente. Essa é uma ficção, mas a veras existe com o nome de exploração infantil”.

Xuxa não é a única famosa do filme. O elenco conta com nomes de peso, porquê Tarcísio Meira, Vera Fischer e Mauro Mendonça.

Vera Fischer, inclusive, era produtora de “Paixão, Estranho Paixão” e disse ter tomado prejuízo por Xuxa embarreirar projetos de relançamento, distribuição em vídeo e até mesmo exibição na TV, o que só está acontecendo agora, 39 anos depois a estreia original da obra de Walter Hugo Khouri (1929-2003).

O vestuário de ser “proibido” acabou transformando a obra numa sombra eterna para Xuxa. Vira e mexe, fotos da produção surgem na internet porquê forma de lutar a apresentadora, repercutindo insinuações de que ela filmou uma produção pornográfica, o que não é verdade.

Quem se empolgar com a perspectiva da exibição, deve considerar que o diretor Walter Hugo Khouri era sequaz do “cinema de arte”, inspirando-se nos filmes mais lentos de Bergman e Antonioni, apesar das doses generosas de nudez tropical para atrair o público. Muitos podem considerar a experiência mais entediante que excitante.

De todo modo, não deixa de ser muito curioso que a produção estreie na TV paga num conduto que pertence ao grupo Mundo, onde Xuxa foi coroada Rainha dos Baixinhos.

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