Fernanda Machado avalia trajetória na maternidade: ‘Você tem que deslindar uma novidade identidade’ | Famosos

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O público do Brasil conhece Fernanda Machado das personagens em novelas, filmes e peças de teatro. Mas às mães fica o invitação para ver mais do que a atriz, para enxergar nela uma parceira de marcha. É o que Fernanda propõe: “A gente tem que tentar fazer a maternidade ser um pouquinho menos solitária”. Mãe de dois meninos, Lucca (5 anos) e Leo (11 meses), e morando nos Estados Unidos, longe de sua rede de base principal (formada pela própria família), ela acredita que dar as mãos a outras mulheres que criam crianças é fundamental, por fim, estão em meninos e meninas o porvir – tão urgente de ser muito construído.

A maternidade para a artista que vai passar leste Dia das Mães, aos 40 anos, longe da sua mãe Nice desde fevereiro de 2020, não aconteceu por possibilidade, ou porque seria o passo procedente na sequência de acontecimentos da vida. Dissemelhante da maioria das mulheres, ela pôde se preparar, inclusive financeiramente, para o momento que sabia que seria muito importante em sua história. Realizado entre 2011 e 2012, o estudo Nascer no Brasil, da Instauração Oswaldo Cruz, apontam que 55,4% das mulheres não planejam a prenhez no país. Novidade pesquisa está sendo feita e deve ser concluída leste ano, acompanhando mais de 24 milénio mulheres em todo o território pátrio.

“Sempre sonhei em ser mãe, meu lado materno sempre foi muito potente. Desde os meus 18, 20 anos, eu já planejava na minha cabeça: ‘eu quero trabalhar bastante, erigir uma curso e ter condições de dar uma pausa quando eu tiver meus filhos’. Foi mais ou menos o que fiz”, diz.

“Trabalhei bastante, corri detrás, conquistei várias coisas e fui meio que investindo. Tudo que eu ganhava, eu investia. Até hoje, vivo desses investimentos. Eu realmente planejei durante muitos anos para poder estar próximo dos meus filhos, principalmente nesses primeiros anos de vida deles”, revela Fernanda.

Fernanda Machado com Lucca e Leo — Foto: Reprodução Instagram

Mas ser mãe é tão intenso que nem as mulheres mais preparadas para isso escapam de passar por uma revolução.

A maternidade e a paternidade são coisas que não tem uma vez que saber antes de você ter um fruto. Eu brinco que o mundo é dividido entre as pessoas que têm fruto e as que não têm. Por mais que você estude, que você leia, que se prepare, por mais que eu tenha feito mães em novelas, em cinema, no teatro, por mais que eu tenha feito algumas cenas de parto na minha vida, zero se iguala à veras, tudo foi novidade. Você tem que deslindar uma novidade identidade. Quem é a Fernanda mãe? É um novo papel superimportante, e eu tive que deslindar“.

Apesar de a maternidade provocar uma revisão tão grande da própria personalidade e da forma de encarar a vida, a atriz, que também é professora de Yoga, acredita que seja a informação sobre a – hoje em dia famosa – maternidade real o principal contraponto para aquela imagem de ser mãe romantizada (em que os obstáculos – quais? – parecem nem subsistir).

“Eu tento sempre dividir a veras. Quando a gente se torna mãe, a gente começa a fazer secção de uma irmandade de mães que se ajudam, que dão suporte umas pras outras“.

Fernanda Machado e a avó Maria, que teve 16 filhos e viveu até os 100 anos — Foto: Reprodução Instagram

Fernanda olha para a história de sua família, mais especificamente para a trajetória da avó Maria, que viveu até os 100 anos e faleceu recentemente.

“As mães antigamente tinham muito mais suporte do que a gente hoje em dia. Minha avó teve 16 filhos, mas morava em uma rancho com a família inteira. As mães tinham uma vila junto delas. Minha avó tinha a mãe dela, a avó dela, as tias, a madrinha. Existia um suporte muito maior, de ajuda física com as crianças, e de ajuda emocional, de você poder sentar no pescoço com sua mãe em um momento que está frágil e vulnerável e poder chorar. Hoje em dia, eu acho que as mulheres não têm isso, até quem tem ajuda, quem tem babá, essa pessoa dificilmente vai sentar no pescoço da babá e chorar. É preciso uma vila pra educar uma moçoilo, e acho que essa vila já não existe mais. Isso deixou a maternidade muito mais difícil”.

Com a evolução do papel da mulher dentro de mansão e no mercado de trabalho, ser mãe, que nunca foi pouco, teria ganhado, segundo Fernanda, ainda mais fardo. “Ser mãe tem um peso muito grande na vida da mulher. Pode ser solitário, pode ser extenuante. Eu tive o Leozinho agora na pandemia totalmente sozinha. A família do meu marido é pequena, mora em São Francisco (outra cidade americana, ela mora em Santa Bárbara). Infelizmente, os pais do meu marido já faleceram. Ele só tem tia e avó. A minha família está no Brasil, com a pandemia eles não puderam vir. Eu cuidei desse bebê absolutamente sozinha, até agora. E é muito difícil”.

Nesse cenário entre o previsto (tempo para dedicação exclusiva aos filhos) e o imprevisível (exiguidade das famílias, amigos e de outra rede de base paga por conta da pandemia), Fernanda explica que a fardo horária do marido norte-americano Robert Riskin, que é corretor de imóveis de celebridades nos Estados Unidos, chegando a 16 horas diárias de trabalho, potencializa sua entrega às crianças, embora não falte parceria. “Ele é um pai superpresente, não só presente, uma vez que pensa muito no meu bem-estar. Quando chega em mansão, não chega em mansão cansado, ele chega referto de força“.

Fernanda Machado com o marido Robert Riskin e os filhos Lucca e Leo — Foto: Divulgação

Dois filhos, duas histórias

Fernanda estreou na televisão em 2004, na romance Encetar de Novo. Sua última romance foi em 2013, quando fez Paixão à Vida. Com uma trajetória consolidada uma vez que atriz, pode ser vista no Globoplay também na série Impuros e no filme de grande sucesso Tropa de Escol, por exemplo. Por sua vez, a marcha na maternidade também tem marcos importantes. A atriz foi mãe pela primeira vez aos 35 anos. Tem histórico de endometriose, passou por uma perda gestacional e, em seguida, teve uma gravidez de risco que, na reta final, cruzou com a pandemia do novo coronavírus. Ela ainda precisou retirar o útero para salvar a própria vida ao dar à luz Leo.

“Quando a pandemia começou, tinha exatamente um mês que eu tinha sido diagnosticada com placenta prévia. Eu estava de repouso, com uma moçoilo de cinco anos em mansão, sem escola, e com uma mansão que tem oito quartos e sete banheiros pra limpar. E mais o terror de tudo. Eu estava numa gravidez que tinha complicações, tinha tido uma perda gestacional na gravidez anterior. Eu tinha que fazer as coisas, não tinha uma vez que não fazer, mas também tinha que estar de repouso. Tentava fazer só o que era absolutamente necessário, não pirar com a sublimidade. Alguns momentos eram superdifíceis porque meu sogro também estava doente. Acabei perdendo meu sogro duas semanas antes de o Leo nascer, foi um momento muito difícil”, relembra.

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E não era unicamente o que estava acontecendo no mundo real que trazia preocupações. Para uma mãe, principalmente prenhe ou no pós-parto, os sentimentos e pensamentos são um repto grande.

“Não foi uma gravidez fácil, porque ainda tinha um pouco da culpa, porque uma vez que tinha toda essa montanha-russa emocional, eu ficava pensando: ‘Será que esse neném tá sentindo tudo isso?’ Às vezes, ficava muito triste, chorava muito. ‘Uma vez que que, prenhe, eu posso estar tão triste?’, pensava. Gravidez pra mim é um negócio divino, maravilhoso, uma gratidão absurda de estar gerando outra vida. Mas às vezes ficava muito triste de pensar que meus pais não estariam cá comigo no parto. Tudo isso mexeu muito comigo e com qualquer prenhe. O que dava luz e força pra continuar era o Lucca, a força de uma moçoilo que realmente acho que tratamento qualquer problema, e a força do Leozinho dentro da minha bojo.”

Lucca e Leo, aliás, dividem a mesma mãe, mas em momentos completamente diferentes. “A maior diferença (ao ter o segundo fruto) que eu senti foi que eu não precisei me deslindar uma vez que mãe, eu já me conhecia uma vez que mãe. Realmente, quando você tem o primeiro fruto, a sensação é que você perdeu um pouco a sua identidade pra poder se reencontrar com essa novidade identidade. Existe um pouco desse renascimento. Quando você tem o segundo, não precisa passar por todo esse processo. E esse processo às vezes é dolorido. Com o segundo, a sua vida já está transformada, você já vive uma vez que mãe, já tem uma rotina de mãe. Aí chega aquele bebezinho maravilhoso, é bom demais”.

“Com o segundo, você já sabe que vai passar rápido. Eu senhor bebê, pra mim foi um pouco difícil no primeiro, e eu pensava: ‘Eu sempre amei bebê, quero curtir’, mas tinha aquela coisa toda de ser o primeiro, muita preocupação, querendo me deslindar, dar o melhor de mim, e parece que você não estava curtindo tanto. Agora, foi só curtição. Não senti nem o cansaço”.

Fernanda Machado com o marido Robert Riskin e os filhos Lucca e Leo — Foto: Divulgação

Vivendo outro momento da pandemia, já que nos Estados Unidos tudo começa a voltar à “normalidade” com o progressão da vacinação, Fernanda está vacinada. Não só imunizada, uma vez que faz secção de uma pesquisa para determinar a transmissão de anticorpos via leite humano. Acreditando no melhor para os filhos, além de amamentar seu neném de 11 meses, passou a extrair leite para voltar a dar o líquido ao mais velho de 5 anos (que mamou no peito até os três anos e meio), para que os dois recebam os anticorpos que ela produzir.

A vontade de colaborar para a boa saúde e o bom desenvolvimento dos meninos fez com que ela estudasse bastante o tópico e, inclusive, que amamentação seja uma bandeira.

Fiquei maravilhada com a amamentação porque realmente é mais um poder da natureza. Acho que é um superpoder muito valioso. Não teve uma vez que eu não me enamorar pela amamentação. O bebê tá mamando seu leite, que foi feito exclusivamente pra ele, tem tudo que ele precisa, referto de anticorpos, é realmente um tanto logo que, até hoje, eu acho muito incrível”.

Fernanda Machado amamentando Lucca (à esquerda) e Leo (à recta) — Foto: Reprodução Instagram

Fernanda compara sua própria saúde, de quem pouco teve entrada ao seio materno, com a do fruto mais velho, que amamentou até depois dos três anos (quando já há um rótulo de amamentação prolongada, embora não haja prazo de validade para amamentar uma moçoilo).

“A minha mãe não conseguiu me amamentar, nem o meu irmão, no sumo durante um mês. Ela conta que não conseguiu por falta de informação mesmo. Hoje em dia, é realmente muito difícil seguir amamentando por muito tempo se não tiver a informação certa. A mãe tem que voltar pro trabalho quando a moçoilo tem quatro meses. Uma vez que é que faz pra continuar amamentando? A gente tem que ter a informação certa pra gente conseguir amamentar”.

Quando eu percebi que existem problemas na amamentação, mas que existem soluções pra esses problemas, realmente virou uma culpa, uma vez que não lutar por isso? Senti que tinha que dividir essas informações com outras mães e passar adiante, porque são muito valiosas”, diz ela.

Vacinada contra a Covid-19, Fernanda Machado participa de pesquisa sobre anticorpos no leite materno e armazena o líquido — Foto: Reprodução Instagram

Ao levantar essa bandeira, Fernanda se orgulha dos resultados que tem com o fruto mais velho. “Minha mãe não conseguiu me amamentar e eu estava sempre doentinha. Até hoje, sinto que meu sistema imunológico não é dos melhores. Eu decidi que eu faria de tudo pra amamentar o Lucca durante muito tempo, porque eu recebi todas as informações que eu precisava pra seguir amamentando ele, e eu queria que ele fosse uma moçoilo que não ficasse doente nunca. Foram 3 anos e 6 meses, e o Lucca nunca precisou de um remédio prescrito na vida dele, ele nunca tomou um antibiótico. Quero fazer a mesma coisa pelo Leo, pretendo amamentar durante muito tempo“.

Amamentar, no entanto, não é tarefa fácil. Mesmo para as mães experientes e apaixonadas pela possibilidade. Com o fruto mais novo, Fernanda precisou pedir ajuda. “Tive mais problemas com o Leo, porque ele tinha questões orais, língua recluso, freio labial, existem problemas na amamentação, não é um tanto totalmente procedente e perfeito, mas existem soluções. Eu batalhei muito pra amamentar o Leo, não importa quantas mastites, eu tive várias. Eu mesmo tendo bastante experiência, eu apanhei, mas a gente conseguiu. Se você tiver a informação correta, o suporte, você consegue“.

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Jornada solitária e tempo para si

Escora e suporte são tão importantes (e muitas vezes raros) que acabam sendo privilegiadas as mulheres que os têm, mas algumas questões ainda afetam a todas. Sobre os posts que não fez em suas redes, em toda a marcha de maternidade até agora, Fernanda Machado cita as fotos que não publicou amamentando seu fruto quando já estava maior. “Entre os dois anos e os três anos e meio que eu amamentei, não dividia muito com ninguém que eu continuava amamentando porque não queria originar polêmica, sabia que ia originar“. Essa revelação recente de Fernanda fez com que outras mulheres se identificassem, o que passou a fazer com que ela repensasse a decisão.

“Embora eu não goste de polêmica, a única maneira de a gente fazer não ser mais polêmica (amamentar) é dividindo”.

Fazendo secção de alguns grupos de base, não só para receber ajuda, uma vez que para dar, a Yoga tem sido uma companhia importante para manter o meio. Adepta da filosofia desde a mocidade, ela conta que nunca teve tempo para se destinar uma vez que gostaria de roupa, até passar por um momento difícil: a perda da sogra, em seguida um sinistro de deslizamento de terreno nos Estados Unidos. Foi quando partiu para aprender mais, uma submersão de estudos e prática a ponto de se enamorar pela teoria de dar aulas a ajudar as pessoas. Aliás, é o momento em que se encontra consigo mesma no dia a dia.

“É muito importante pra mim, pra eu reorganizar minha mente, meu corpo, não tenho dor no corpo quando faço Yoga. Minha mente está muito mais equilibrada. Eu sou muito melhor mãe pros meus filhos quando eu tenho esse tempo comigo mesma. Quando o dia tá corrido, eu tiro 10 minutinhos. Superimportante nos conectarmos com nós mesmos”.

Fernanda Machado em momento de reflexão — Foto: Reprodução Instagram

Para o Dia das Mães de 2021, enquanto o mundo ainda vive em pandemia, esse tempo para si mesma, esta reconexão, ganha um papel ainda mais poderoso.

“Num universal, mães se doam muito. É muito generalidade que a gente se doe e acabe não fazendo um tanto por nós mesmas. Eu senti muito com Lucca, meu primeiro fruto, eu me doava muito e me esquecia muito de mim mesma. E eu percebi que isso estava desiquilibrado. Chegou um momento que ajustei e tudo ficou muito melhor. Com a chegada do Leo, eu já sabia. A gente dá muito por eles, isso é maravilhoso, mas, ao mesmo tempo, pra que a gente possa ser melhor mãe, é importante que a gente faça um tanto, pelo menos uma coisinha mínima por nós mesmas. Neste tempo sozinha com Leo, foi difícil encontrar um tempinho pra mim. Mas eu pensei: ‘Eu tenho que fazer minha Yoga todos os dias, nem que sejam 10 minutinhos’. Eu faço na soneca dele, tiro esse tempinho”.

Uma vez que incentivo para mães tirarem leste tempo para si mesmas e se reconectarem, Fernanda ensinou, lá no perfil do @espaco_mundomae um tirocínio de respiração. Veja:

Uma mensagem final? Aplausos para elas. “Neste Dia das Mães, eu acho que o que mais libido pra todas é que elas saibam o valor da relevância do que elas tão fazendo. O valor que tem essa dedicação. É insólito o papel de uma mãe no mundo, não só na vida de uma moçoilo. A gente uma vez que mãe tem o poder de estar educando o porvir do mundo. Espero que todas as mães se deem o devido valor. E que a sociedade também valorize esse trabalho. Muitas vezes, a gente percebe que essa missão da mãe fica um pouco subestimada, tem muita gente que fala: ‘É só mãe, é só isso, só faz isso?’. ‘Caramba, estou fazendo a coisa mais importante da minha vida!‘”

“Libido que as mães sejam valorizadas por isso, aplaudidas. Espero que todas as mães recebam todo o carinho e todo o saudação que elas merecem”.

A todas, um Dia das Mães de saudação e reconhecimento. De afeto.

❤️ Já conhece o perfil de maternidade do Gshow? Siga o @espaco_mundomae no Instagram e entre para a nossa rede de base.

Por falar em mãe, Dona Lurdes é uma grande mãezona das novelas! Vamos lembrar os conselhos inesquecíveis dela:

Que tal reunir as crianças para uma atividade divertida? No podcast do Espaço Mundo Mãe, André Curvello conta e canta histórias de sua autoria. Escute! 🎙

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