Fatec e prefeitura de Jacareí promovem construção sustentável para reduzir poluição

0
12


Estudantes ajudaram a erigir uma moradia adotando a técnica de bioconstrução, que reduz custos e evita a degradação do meio envolvente



A construção social está passando por constantes transformações, com novas tecnologias relacionadas a produtividade e sustentabilidade da obra. Conscientes das tendências do setor e da crescente urgência de reduzir o déficit habitacional, otimizar custos e reaproveitar resíduos, estudantes da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Jacareí mergulharam em técnicas milenares de construção e desenvolveram o projeto Bioconstrução: uma opção ecológica e sustentável.

Tema do Trabalho de Desfecho de Curso (TCC) dos alunos Amanda Alves e Charles Cordeiro, do curso superior de tecnologia de Meio Envolvente e Recursos Hídricos, o projeto foi realizado com a Secretaria de Meio Envolvente do município. A segmento prática do estudo incluiu a construção de uma moradia de espeque, no Viveiro Municipal Seo Moura.

Construído com tijolos de adobe, material milenar e 100% originário, o lugar será um espaço devotado a atividades de ensino ambiental, minhocário, armazenagem de ferramentas e plantio de mudas. Na construção, os estudantes utilizaram unicamente matérias-primas disponíveis na região, uma vez que areia, barro, palha e chuva, além de embalagens pet, de vidro e longa vida.

Um dos benefícios do uso do adobe é a sua subida capacidade de sucção da umidade, que ajuda a combater o mofo e a melhorar o conforto térmico. Além da economia nos custos de construção em tapume de 30%, esta técnica garante também redução de gastos futuros nas contas de pujança e chuva.

Conforto e economia

O professor e orientador do projeto, Mário Sóleo, destaca a eficiência energética do telhado confeccionado com embalagens pet – tecnologia conhecida uma vez que “teto virente”. “Uma vez que 80% do calor de uma moradia vem pelo telhado, o uso desse material na sua estrutura regula a temperatura e cumpre a função de isolante térmico”, explica. Ainda segundo o educador, quando a temperatura externa está elevada, o envolvente interno fica mais fresco e quando esfria, a moradia permanece aquecida.

Outra vantagem do uso do adobe em relação aos materiais convencionais é que ele é à base de barro – material artesanal que substitui insumos uma vez que o cimento de origem química. Além da subida resistência do material já testada pelo professor: “Fizemos testes de compressão com o tijolo de adobe e comprovamos que ele é tapume de quatro vezes mais resistente se comparado com outros aglutinantes, uma vez que o cimento, por exemplo”, explica.

A emprego de adobe nas construções ainda sofre um evidente preconceito porque o emergência de rachaduras atrai insetos uma vez que o fígaro. A pesquisa dos estudantes para o TCC identificou algumas práticas de construção aplicadas com o intuito de evitar esse tipo de problema. A colocação de beirais maiores e baldrames de pedra, por exemplo, são alternativas que podem aumentar a proteção das casas contra a chuva e a umidade do solo, garantindo mais duração e segurança da instituição.

A bioconstrução é muito difundida em outros países, uma vez que na instituição de escolas na Áustria e Indonésia, onde são usados taipa de pilão e bambu. Na Colômbia, é generalidade a emprego desse sistema na construção de pontes. Pelo plebeu dispêndio, essa é uma técnica aplicada em um terço das edificações no mundo, seguindo o princípio de adequação ao clima, geografia e cultura locais.

Técnicas de bioconstrução: 

Pau a pique – montagem com barro e bambu
Pet a pique – uso de embalagens pet e longa vida para dar estrutura ao adobe
Telhado virente – teto confeccionado com embalagens pet e longa vida que garantem conforto térmico
Tijolos adobe – tijolo feito com areia, barro, palha e chuva
Geotinta – tinta preparada à base de barro com opções de pigmentação para emprego em paredes

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui