Farfetch prepara passo na China com finanças bastante saudáveis – Tecnologias

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O responsável global pelas Operações (COO) da Farfetch e diretor universal em Portugal, Luís Teixeira, considera que a situação financeira da empresa está de momento “bastante saudável” e assinala que o mercado chinês traz boas perspetivas.

“A situação financeira da empresa está bastante saudável”, comenta Luís Teixeira, no rescaldo dos resultados, que foram divulgados esta quinta-feira. A retalhista online de voga de luxo liderada pelo português José Neves reportou perdas anuais de 3,3 milénio milhões de dólares contra um prejuízo de 373,6 milhões um ano antes.

A empresa justificou com o impacto não monetário das obrigações convertíveis (convertible notes), que está ligado à valorização das ações, que dispararam 516% em 2020. “A valorização tem de estar refletida nas nossas contas daquele período, ainda que esse quantia não tenha saído das nossas contas”, explica o COO.

A sustentar a visão de que o desempenho financeiro da Farfetch segue saudável, Luís Teixeira destaca o resultado operacional positivo de muro de 10 milhões de dólares no último trimestre do ano. A empresa pretende inferir um EBITDA ajustado positivo no conjunto de 2021, embora no primeiro trimestre isto não deva sobrevir.

Paralelamente, a aceleração do incremento é dada uma vez que argumento, com o número de clientes a aumentar em muro de 2 milhões em 2020. Adicionámos muitos parceiros à plataforma e não perdemos nenhum dos parceiros do top 100″ de vendas, assinala Luís Teixeira. No que toca ao dia-a-dia da empresa, afirma que a Farfetch conseguiu manter uma boa experiência para o cliente que se traduziu num dispêndio de obtenção mais inferior, melhorando as margens da empresa, “tudo isto feito apresentando eficiências operacionais muito grandes”, já que os custos cresceram a um ritmo subalterno ao das receitas.

À porta da China

Outra das metas avançadas pela empresa é a de que a plataforma cresça pelo menos 50% no primeiro trimestre em confrontação com o período homólogo, atingido entre Do dedo Platform 740 milhões e os770 milhões de dólares.

Um marco será a chegada à china pela mão da Alibaba que, em conjunto com a Richmont, investiu 600 milhões de dólares na Farfetch no ano pretérito. “Estamos agora a encetar a parceria, no início de fevereiro já fizemos lançamento suave. A 1 de março vamos lançar em força”, afirma Luís Teixeira, realçando as 2400 marcas que disponíveis e expostas a 779 milhões de clientes.

Acerca do eventual desvanecimento do efeito positivo que a pandemia teve nos negócios online, Teixeira defende que “aquilo a que estamos a testemunhar, embora se calhar acelerada pela pandemia, é mesmo uma mudança de paradigma dos consumidores” e portanto, caso exista uma retração no pós-pandemia, “essa retraçao não vai ser para níveis de pré-pandemia”.

Atualmente, apesar de várias indústrias assinalarem que a covid-19 veio complicar as trocas comerciais com a China ao ponto de sublevar os preços dadas as dificuldades no transporte, o COO da Farfetch afirma que os mais de 2000 pontos de stock em todo o mundo permitiram à plataforma “ultrapassar esses desafios” e que não têm sentido dificuldade nos circuitos com o gigante asiático, nem com outros territórios.  

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