Exposição às telas de aparelhos eletrônicos aumenta quantidade de crianças com miopia – Quotidiano de Uberlândia

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Oftalmologistas registraram aumento nos consultórios | Foto: Filial Brasil

Se as telas eletrônicas já faziam secção da nossa verdade, com mais de um ano de pandemia elas deixaram de ser secção para ser praticamente o todo. Da obrigação a diversão, os celulares, tablets, TVs e computadores passaram a suprir muito do que o isolamento social nos privou em estação de coronavírus.
 

Com unicamente 13 anos de idade, Isabela Geneiro da Silva tem vivido isso na pele. E nos olhos também. O notebook é a sala de lição desde quando começou a pandemia, a diversão passou a ser no celular e na TV, o contato com os amigos é só por chamada de vídeo e até a comemoração do natalício teve ser virtual. E os reflexos disso estão aparecendo. Luciana Geneiro da Silva, mãe da Isabela, percebeu que a filha vinha reclamando de dores de cabeça e irritação nos olhos. Consequência do uso frequente de celular e outras telas de aparelhos eletrônicos.
 

“Quando ela fez dez anos, nós demos um celular de presente pra ela. Até portanto ela nunca teve problema de visão. Quando a gente foi lá no ano seguinte, já tinha desenvolvido um pouquinho a miopia. O doutor Adael explicou essa questão das tecnologias, de permanecer muito tempo, que pode ocorrer. Vinha inabalável, e agora, com 13 [anos], a gente percebeu que ela começou a reclamar de dores de cabeça. Na última consulta, que é anual, vimos que o proporção de miopia dobrou”, comentou Luciana.
 

O médico da moça, Adael Soares, conversou com o Quotidiano de Uberlândia e contou que essa resposta do corpo à exposição de telas eletrônicas já é de conhecimento universal da comunidade médica uma vez que um dos fatores principais do desenvolvimento da miopia. O incitamento luminoso recorrente e estável faz com que uma secção do olho mude de forma, induzindo a miopia. “Aumentou muito o número de queixas de crianças com embaçamento visual e dor de cabeça. Isso aumentou, pelo menos, uns 30% no meu consultório. Logo a gaiato chega, nunca teve, ou que já usava óculos, com a visão embaçada, dores de cabeça e a gente vê que o proporção aumentou”, comentou o oftalmologista.
 

E esse é um comportamento observado em outros locais pelo mundo. “Com a pandemia, o uso de telas tem aumentado demais, tá havendo um aumento da miopia nesses pacientes. Para se ter uma teoria, um estudo feito durante o lockdown chinês, que durou cinco meses, com mais de 120 milénio crianças, percebeu um aumento de 0,4 graus de miopia. Esse aumento é considerado muito basta quando acontece em poucos meses” disse Adael.
 

O estudo citado pelo médico foi publicado em uma renomada revista científica norte-americana. O levantamento analisou dados de um grupo de crianças chinesas entre 6 e 13 anos que já era escoltado desde 2015 quanto aos problemas oftalmológicos. Com a pandemia, foi provável averiguar os impactos do isolamento social na saúde dessas crianças. O estudo apontou que nos cinco meses de lockdown, comparado com os anos anteriores, teve um aumento de 400% na prevalência de miopia nas crianças de 6 anos. Nas mais velhas o número foi menor, mas ainda preocupante. Nos participantes com 7 anos o aumento foi de 200% e aos 8 anos de 40%. Ou seja, mais crianças desenvolveram a doença estando em isolamento social.
 

“O que acontece é o tempo de duração do incitamento. O recomendado, antes da pandemia, era uma hora de TV e mais uma hora de eletrônicos. Agora, com as aulas online, isso é praticamente impossível. Logo não é chegar mais perto, permanecer mais longe da tela, isso tudo não interfere, o que se pode tentar fazer é diminuir o sumo provável. Tentar fazer intervalos, sem telas, entre uma atividade e outra”, disse o médico.
 

A mãe da Isabela comentou sobre a dificuldade de encontrar uma selecção para utilização mais estável das telas de computadores e celulares. “Das 13h30 às 18h10 ela tem lição online, não tem uma vez que evitar [de ficar no computador]. Depois tem o celular, tem trabalho pra fazer. Logo não tem uma vez que eu falar pra ela transpor do computador, ou transpor do celular. É uma coisa que vem refletindo em todo mundo, não foi só com ela. Eu também tive um aumento de proporção, meu marido que trabalha o dia todo no computador foi a mesma coisa. E por ter que permanecer dentro de morada, a gente tenta nos distrair com séries, filmes”, finalizou Luciana.
 

OUTROS PROBLEMAS

Mas não é só a miopia que aparece com mais frequência quando se trata do uso frequente de telas de aparelhos eletrônicos. É muito generalidade que as pessoas sintam irritação nos olhos, incômodo, calor nos olhos. E a explicação é simples, concentrados na frente da TV ou com o celular, piscamos menos do que deveria. “Essa prurido, ou irritação que dá, é porque, normalmente, a gente pisca de 20 a 25 vezes por minuto. Quando a gente tá no computador ou em uma tela, em universal, a gente fica tão concentrado que diminui o número de piscadas. Estudos mostram que, de 25, cai para 5 vezes por minuto. E é piscar que lubrifica o olho, que dispara a lágrima. O piscar que estimula a produção de lágrima. Com isso o olho resseca muito.

O olho sequioso costuma gerar uma descamação na superfície da córnea. Isso arranha, dá a sensação de que tem areia nos olhos, arde, tunda, fica vermelho. Logo o que a gente pode fazer? O ideal é que a cada hora [de aula online], cinco minutos de sota. A cada duas horas, dez minutos. Qual é a melhor forma de repousar o olho? É você olhar pro horizonte, olhar para o firmamento, porque a gente não foca em zero. É quando o olho está 100% relaxado. E quando tiver com sintoma de irritação, lubrificar o olho com lágrima sintético”, finalizou Adael.

 

 

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