Estudo: Retorno do auxílio emergencial é questão de tempo; resta saber o formato – Victor Ximenes

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A esta profundeza, não sobram dúvidas quanto ao retorno do auxílio emergencial. Depois das últimas declarações de integrantes do supino escalão do Governo Federalista, uma vez que Ricardo Barros, Paulo Guedes e, por último, do próprio presidente Jair Bolsonaro, todos admitindo a possibilidade de prorrogação do favor, o que antes era mera expectativa agora está à extremidade da concretude. As falas, aliás, indicam que internamente as negociações devem estar avançadas.

No Congresso, o clima também é favorável. Os novos comandantes da Câmara (Arthur Lira) e do Senado (Rodrigo Pacheco) já deram sinal virente para as discussões.

Apesar do temor de que as novas rodadas de pagamento deteriorem as já oxidadas contas públicas, é fumegante a pressão política e popular para que a União volte a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade, sobretudo com a piora da pandemia.

Proveito político

Para o Governo Federalista, embora haja o impacto financeiro, o lucro político serial considerável. Diante da queda de popularidade do presidente da República, apontada em recentes pesquisas, a ressurreição do auxílio poderia ajudar a restaurar a imagem do mandatário. Portanto, observa-se uma miríade de fatores que convergem para a retomada dos pagamentos.

Formatação ainda em debate

Resta saber o formato.

Esqueça a riqueza de depósitos de 2020. O provável é que as novas rodadas sejam muito mais enxutas, atingindo um público muito menor – Guedes chegou a expressar que seria viável remunerar para a metade de beneficiários, o que daria em torno de 30 milhões de pessoas. Parcelas de R$ 600 também devem estar fora deste novo escopo.

De convenção com material da Folha de São Paulo, veiculada nesta semana, a teoria do Governo Federalista é limitar as parcelas a R$ 200 e atrelar o pagamento aos trabalhadores autônomos à realização de cursos de qualificação. O favor seria, inclusive, rebatizado de Bônus de Inclusão Produtiva (BIP).

Mas zero é notório até agora. Tal proposta, caso se torne solene, ainda precisaria passar pelo Congresso, onde há mais de uma dezena de outros projetos para trazer de volta o auxílio emergencial.

De todo modo, a discussão agora não é se o auxílio vai voltar, e sim uma vez que.

 



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