Estado de SP arquiva projecto de conceder Expressos Turísticos na malha da CPTM para a iniciativa privada

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Foto: Divulgação CPTM

Também foi descartada a implantação de Teleférico porquê escolha de transporte urbano sobre os rios Tietê e Pinheiros

ALEXANDRE PELEGI

Em Reunião Ordinária do Parecer Diretor do Programa Estadual de Desestatização, realizada no dia 30 de abril de 2021, e publicada na edição do Quotidiano Solene do Estado de SP deste sábado, 08 de maio de 2021, decidiu-se pelo arquivamento de 14 projetos de licença para a iniciativa privada que estavam em estudo.

Dentre estes, e além do projeto de licença das marginais Pinheiros e Tietê porquê noticiado mais cedo pelo Quotidiano do Transporte, está o arquivamento de licença dos serviços ferroviários dos Expressos Turísticos na malha da CPTM e a implantação de Teleférico porquê escolha de transporte urbano sobre os Rios Tietê e Rio Pinheiros.

A decisão pelo arquivamento foi aprovada por unanimidade do Parecer Diretor em consequência de “aspectos técnicos, jurídicos e/ou econômicos”, porquê justificou em sua apresentação a Secretária Executiva de Parcerias, Gabriela Miniussi Engler Pinto Portugal Ribeiro.

A Secretária citou os motivos para a decisão: a incompatibilidade com políticas públicas e planejamento do Estado.

O teleférico foi apresentado em um dos estudos de viabilidade para a licença das marginais dos rios Pinheiros e Tietê. O objetivo era desapoquentar o trânsito no trecho inicial da rodovia Raposo Tavares.

Atualmente há três opções de trajeto dos expressos turísticos da CPTM: Luz-Jundiaí, Luz-Mogi das Cruzes e Luz-Paranapiacaba. O trem sai da Estação da Luz, da CPTM, um dos mais importantes marcos arquitetônicos do país e um dos poucos monumentos da cidade tombados pelos órgãos de preservação do município, do Estado e da União.

No caso do trajeto Luz-Paranapiacaba, o passageiro pode optar por realizar o embarque e desembarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Risco 10-Turquesa, da CPTM), com tarifa diferenciada.

Já para Jundiaí, o trajeto é realizado semanalmente aos sábados, com partida às 8h30 na Estação da Luz e retorno às 16h30 na Estação Jundiaí. A viagem é feita a bordo de uma charmosa locomotiva da dez de 50, totalmente reformada. O trem segue pela estrada de ferro implantada em 1867 pela antiga SPR (São Paulo Railway Co.), empresa de capital inglês. Atualmente chamada Risco 7-Rubi, ela ainda conta com estações construídas pela SPR, facilmente identificadas pela arquitetura em estilo inglês, porquê Perus, Caieiras e Jaraguá.

Para Mogi das Cruzes, a 48 km da capital paulista, o trajeto está sendo realizado no segundo sábado de cada mês, com partida às 8h30 da Estação da Luz e retorno às 16h30 na Estação Mogi das Cruzes. Ao deixar a capital paulista, o Expresso Turístico toma a direção dos trilhos da antiga Estrada de Ferro Mediano do Brasil, ferrovia construída ainda no Predomínio, em 1877, para vincular o Rio de Janeiro a São Paulo. Atualmente esse trecho integra a Risco 12-Safira da CPTM, que conecta o Brás à Estação Calmon Viana. O trecho é divulgado porquê “versão” à atual Risco 11-Coral/Expresso Leste, que foi oportunidade ao tráfico em 1934. Nesse caminho restaram duas estações com prédios da dez de 1920, Calmon Viana e Aracaré.

Leia o trecho da Ata em que constam a relação dos projetos arquivados:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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