Enfermeira que atendeu primeiro caso de Covid-19 em Londrina é a primeira pessoa a ser vacinada na cidade: ‘É um dia peculiar, traz esperança’, diz | Setentrião e Noroeste

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A enfermeira Fátima Ruiz, de 52 anos, que atendeu o primeiro caso confirmado de Covid-19 em Londrina em março de 2020, foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a doença no município do setentrião do Paraná, na manhã desta terça-feira (19).

Fátima é enfermeira há 27 anos, cinco deles dedicados ao Hospital Universitário e sete ao Serviço de Atendimento Traste de Urgência (Samu) . Ela também atua no setor de moléstias e doenças infecciosas no hospital que é referência para o tratamento contra o novo coronavírus.

“Esse dia é peculiar, traz esperança. Estou trabalhando no combate ao novo coronavírus desde o primeiro paciente com suspeita da doença, desde que os primeiros casos foram diagnosticados na cidade. Com a vacina essa pandemia será controlada “, afirmou Fátima Ruiz.

A emprego da ração foi feita por volta das 12h10, em uma cerimônia simbólica realizada pelo governo estadual e prefeitura.

Fátima Ruiz recebeu a primeira ração contra a Covid-19 em Londrina — Foto: Kathulin Tanan/RPC

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As doses chegaram na cidade por volta das 11h20, foram descarregadas em um hangar da Polícia Militar e de lá serão distribuídas pela Regional de Saúde ao municípios da região.

Doses foram trazidas de avião para Londrina — Foto: Prefeitura de Londrina/Divulgação

Na primeira período da vacinação, segundo a 17ª Regional de Saúde, 9.606 pessoas devem ser vacinadas em Londrina. São 8.425 profissionais de saúde e 740 idosos em lares de longa permanência.

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O secretário municipal de Saúde de Londrina, Felipe Machado, disse que o município espera concluir essa primeira lanço de imunização até o término de semana.

O município afirma que a imunização massiva dos profissionais de saúde que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento, Unidades Básicas de Saúde e do Hospital Universitário, vai estrear logo que as doses forem separadas.

A expectativa é de que elas comecem a ser aplicadas a partir das 15h30 na Unidade de Pronto Atendimento do Sabará.

“A vacina significa uma melhor quesito de segurança para prestação de serviço por segmento dos colaboradores da saúde. Esses profissionais que vestiram a camisa ao longo destes 11 meses, que não diminuíram ou dispensaram os cuidados”, disse a superintendente do Hospital Universitário de Londrina, Vivian Feijó.

Doses foram descarregadas em um hangar do aeroporto de Londrina — Foto: Camila Simili/RPC

A Escritório Vernáculo de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou no domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 no Paraná começou na segunda-feira (19), em Curitiba, quando a enfermeira da risca de frente do combate à pandemia Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, recebeu a primeira ração do estado no Hospital do Trabalhador.

A primeira remessa com 265 milénio doses de vacina chegou ao Paraná na noite de segunda-feira (18), e as caixas com os imunizantes foram distribuídas para as cidades do interno na manhã desta terça-feira.

Nesta primeira período, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) prevê que 126 milénio pessoas sejam imunizadas. Cada uma delas receberá duas doses da vacina. O operação também leva em conta um índice de 5% de perda técnica.

O início da campanha estava previsto para sobrevir simultaneamente em todo o Brasil na quarta-feira (20), mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, autorizou que os estados adiantassem a imunização para segunda-feira.

O governo estadual informou que os seguintes grupos serão vacinados até o término do 1º semestre de 2021:

  • Profissionais da saúde;
  • Idosos a partir dos 75 anos de idade;
  • Pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, porquê asilos e instituições psiquiátricas;
  • População indígena.
  • Pessoas com comorbidades, que possuem doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras.

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