Empresas usam drones e robôs para monitorar turbinas eólicas – 17/07/2021 – Mpme

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O progresso da produção de pujança eólica no país trouxe oportunidades para pequenos e médios negócios que utilizam soluções tecnológicas para atender empresas geradoras.

Criado em 2017, o software da Delfos Intelligent Maintenance, de Fortaleza, usa lucidez sintético para prever falhas nas turbinas eólicas, evitando paradas e perdas de produção.

A plataforma funciona uma vez que um engenheiro virtual, mostrando onde fica o ponto que demanda manutenção. Logo, uma equipe de suporte técnico informa aos clientes quais as ações recomendadas.

Com a pandemia, os 25 funcionários da empresa passaram a trabalhar em home office, incluindo a equipe da base mercantil, no Rio de Janeiro. Mesmo assim, a startup tem conquistado novos clientes, segundo Guilherme Studart, presidente da Delfos.

Hoje, estão conectados à plataforma mais de 1.500 aerogeradores em sete estados do Nordeste, além de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O padrão é de assinatura, e o preço varia conforme a quantidade de itens monitorados —a empresa não informou os valores cobrados.

“Existe espaço para evitar desperdícios e gerar mais pujança limpa. Essa foi nossa grande motivação para empregar tecnologia de ponta em um segmento em que acreditamos muito”, diz o empresário.

Já a Arthwind, de Sorocaba (interno de São Paulo), faz inspecções preventivas com a ajuda de drones e minirrobôs. Os drones captam imagens do lado extrínseco das pás dos aerogeradores para detectar falhas, e os minirrobôs fazem uma estudo interna.

Fundada há quatro anos, a empresa apostou em desenvolvimento robótico próprio e firmou parcerias internacionais. O investimento inicial foi de R$ 180 milénio.

Segundo o diretor-executivo, Armando Costa, 37, o faturamento cresceu 200% a cada ano. A startup já vistoriou 6.500 aerogeradores, principalmente nas regiões Sul e Nordeste do país.

Até o término de 2021, a companhia quer lançar um robô que, por meio de cabos, graduação as pás das turbinas eólicas para mensuração e limpeza do sistema de para-raios, trabalho que ainda é feito manualmente.

“O Brasil tem oferecido muitas oportunidades às empresas que buscam inovar e trazer competitividade a quem gera pujança. Não estamos falando de apoucar parafusos, mas de negócios que queiram trazer tecnologia e aumentar a eficiência energética”, diz Costa.

Cesar Rissete, gerente vernáculo de competitividade do Sebrae, concorda que as condições são favoráveis para a atuação de pequenos negócios no ramo de pujança eólica.

“É um setor em expansão. A questão é ter requisito técnica, com certificação e demais requisitos exigidos pelo setor, porque há um grande mercado a se explorar”, afirma.

Desde 2002 atuando na fabricação de micro e minigeradores de pujança eólica, o engenheiro mecânico Luiz Cezar Sampaio Pereira, 80, acredita que esse mercado deverá permanecer aquecido nos próximos meses, por pretexto do risco iminente de racionamento decorrente da crise hídrica.

A sua empresa, a Enersud, localizada em Maricá (RJ), vende kits com aerogeradores que não dependem de instalação especializada.

Os itens podem atender às necessidades de condomínios, embarcações e torres de telecomunicação.

O conjunto mais simples, com uma turbina de 1,38 m de diâmetro, custa R$ 4.000. O preço do maior padrão, com 5,55 m de diâmetro, chega a R$ 80 milénio —o equipamento requer intervalo de pelo menos 50 m de outras construções.

Antes da compra dos produtos, a empresa precisa fazer uma estudo do sítio da instalação, porque é preciso verificar se há condições técnicas para o funcionamento —por exemplo, lugares com ventos de velocidade média subordinado a 4 m/s são inviáveis para a produção de pujança.

Há dois anos, a Enersud precisou enxugar o portfólio e reduzir a equipe de 14 funcionários pela metade para se manter em atividade, em razão do aumento do preço de insumos importados e da baixa procura do mercado interno.

“Mas levante ano está muito melhor. O reajuste que fizemos foi na ração certa e reduziu bastante os custos. Embora as vendas oscilem muito de um mês para o outro, no primeiro semestre de 2021 vendemos 50% a mais do que em todo ano anterior”, afirma.

“Na última crise energética, não conseguimos atuar muito, porque a pujança eólica era um recurso ainda pouco publicado. Hoje, é amplamente divulgada, e as pessoas sabem onde encontrar essa opção”, completa.

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