Empresas e Negócios – Tuper investe em tecnologia própria para desenvolver aço

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O investimento em profissionalização e tecnologia é a marca da Tuper em seus 50 anos, comemorados no dia 1º de fevereiro. Fundada em 1971 na cidade de São Bento do Sul, no Setentrião de Santa Catarina, a empresa começou com a produção de escapamentos de automóveis para mercado de reposição. Hoje, o portfólio da empresa tem, dentre outros, tubos de aço carbono pretos e galvanizados, tubos API, eletrodutos galvanizados, estacas tubulares, perfis estruturais metálicos, lajes nervuradas, escoras metálicas, andaimes, chapas de aço e peças e componentes automotivos.

Na empresa desde os 22 anos de idade, quando se formou em engenharia mecânica, o diretor-presidente do grupo, Frank Bollmann, destaca que, por ser a maior empregadora do município, é importante que a empresa valorize os seus funcionários. “Uma das nossas principais características é a procura por tecnologia própria”, diz.

Atualmente, a Tuper possui três vegetais industriais, com espaço totalidade de 120 milénio m² e capacidade produtiva de 826 milénio toneladas de aço por ano. A empresa também tem 21 Centros de Distribuição em 17 estados. Além da construção social e do setor automotivo, a Tuper atua em outras áreas da indústria, assim uma vez que máquinas agrícolas e o setor energético, uma vez que óleo e gás. A Tuper conta com mais de 1,8 milénio funcionários, e teve faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2020. Atualmente, 40% do capital social da empresa pertencem ao grupo ArcellorMittal.

Otimista com a recuperação em 2021, Bollmann diz que uma das principais metas da empresa para o ano é a retomada dos negócios com os Estados Unidos, o maior parceiro internacional da empresa. “Os Estados Unidos mantém a compra por quotas, ao atingir a quota não pode mais comprar. Porquê nosso resultado é premium, pelo menos nos dão preferência, e isso já é bastante coisa”, diz.

Empresas & Negócios – Qual é a avaliação que o senhor faz da trajetória da empresa no ano de seu cinquentenário?

Frank Bollmann – É uma trajetória muito interessante de 50 anos. Nunca tivemos problema de ordem financeira até ano pretérito, quando deu uma ‘travada’ universal por desculpa da pandemia, mas estamos muito e voltando com força totalidade. Fazemos todos nossos equipamentos, somos uma empresa de tecnologia e isso que nos diferencia hoje no mercado. Eu digo sem pânico de errar que, considerando todo nosso portfólio, somos a maior empresa do Brasil em transformação de aço. Também fomos, em uma idade enquanto o mercado permitia, fortes exploradores de tubos para exportação petrolífera. Fomos, em 2019, o maior exportador de tubos do Brasil. Nosso maior mercado é os Estados Unidos, e agora os norte-americanos querem retomar, já estamos negociando novamente novas entregas.

E&N – Por que o senhor considera a Tuper uma empresa de tecnologia?

Bollmann – Nossa particularidade principal é a procura incessante por novas tecnologias, e isso persiste até hoje. Eu entendo que seja um diferencial muito significativo que existe no mercado. Uma outra coisa muito importante que a gente sempre gosta de lembrar é o tá intensidade de formação dos nossos colaboradores – minguado um pouco mais agora com a pandemia, mas sempre tínhamos de 300 a 400 alunos, de ensino profissionalizante até pós-graduação. Hoje está um pouco mais desacelerado, mas ainda continuamos investindo fortemente em ensino. E nós somos, além de um dos maiores transformadores de aço, líderes de praticamente todos negócios que estamos presentes. Portanto há essa procura incessante por qualidade em todos os sentidos.

E&N – De que forma a relação com a tecnologia é fomentada dentro da empresa?

Bollmann – Temos muito desvelo com tudo que diz reverência à proteção de produtos. Hoje, contamos com uma relação de patentes de invenção com 41 itens Muitos deles são meus, mas registramos patentes no nome de nossos funcionários também. Outro ponto positivo é penetrar o horizonte dessa turma. Levamos funcionários aplicados em feiras da espaço fora do país, para penetrar a cabeça dessa piazada (risos). Isso faz uma diferença muito grande. Temos também um clube de veteranos, onde a gente celebra a ingressão de quem tem 10 anos da empresa. Nós damos muito valor aos nossos funcionários, e isso não fica só na retórica. Também temos um programa que se labareda Grupo de Alavancagem de Soluções, onde todos dão ideias e surgem muitas coisas interessantes.

E&N – De que maneira a falta de matéria-prima que prejudicou os setores industriais e de construção social a partir do segundo semestre de 2020 afetou a Tuper?

Bollmann – Com o início da pandemia, todo mundo puxou valendo o freio de mão, e as grandes siderúrgicas puxaram esse freio de mão fechando seus altos-fornos, e pra voltar atividade dos altos-fornos são até 60 dias. A oferta caiu, e, com essa retomada, até que elas voltaram a produzir normalmente, e ainda estão voltando, estamos sofrendo por falta de aço. Tem gente com pânico de uma “bolha”, eu não concordo. Se for uma bolha, vai ser pequena. Nós temos dentro do nosso portfólio de clientes temos serviço até julho. O que fez a diferença grande foi a derrubada dos juros da Selic, ninguém mais investe em áreas especulativas, quem tem quantia investe em espaço produtiva. Essa que foi a grande sacada desses últimos tempos. E, quando falta matéria-prima são os melhores momentos para a indústria de transformação. O aço subiu mais que 80% ano pretérito, e o mercado engoliu em sedento porque faltou material prima. E os nossos clientes estão fazendo projeções lá pra frente, temos carteira para quatro ou cinco meses, por aí dá pra ter uma teoria do que se espera.

E&N – Muitas vezes as empresas contam com os governos estaduais para prospecção de investidores internacionais. Porquê é a relação da Tuper – e das empresas e indústrias – com o governo de Santa Catarina, que recém está saindo de uma crise política (com o retiro temporário do governador Carlos Moisés durante investigação para um processo fracassado de impeachment)?

Bollmann – Me parece que o Carlos Moisés é gente séria, ele veio da Polícia Militar, mas até hoje ele era um sujeito totalmente arredio, ele tinha pânico de se envolver na Federação das Indústrias, exatamente pela ignorância dele na espaço. É simples que todos os governos procuram empresas para melhorar seu desempenho, mas não temos sentido isso cá não, uma procura planejada a gente não tem visto. Posso estar traído, mas não tenho visto isso, pela origem desse governador ele não tem esse traquejo.

E&N – Porquê é a relação da empresa com o município de São Bento do Sul e sua comunidade?

Bollmann – O nosso relacionamento com a comunidade em modo universal é muito bom. Tem muitos que dizem que gostariam que os filhos trabalhassem na Tuper. Nós temos um caso onde trabalham avô, pai e neto. É a melhor relação verosímil. E no período em que a empresa começou as atividades meu pai foi prefeito. Posteriormente meu cunhado foi prefeito, depois eu fui prefeito, e depois meu irmão foi. Nós temos um relacionamento muito bom na comunidade politicamente também, principalmente pela nossa seriedade de propósitos.

E&N – A Tuper pretende fazer novos investimentos em 2021?

Bollmann – Grandes investimentos no momento não, só estamos preparados para duplicar o que temos com recursos já existentes, uma vez que melhorias técnicas se aprimora o parque fabril. É uma vez que se diz, amarrar a fardo e deixar passar a tempestade. O que a gente tem muita esperança é que a gente volte a exportar. Queremos novamente ser o maior exportador de tubos desse país, e nós temos capacidade plena pra atender o mercado mais exigente.

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