Em curso, três importantes obras ambientais no Prosa devem ser concluídas ainda nesse ano – Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

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Três importantes obras ambientais em curso no Parque Estadual do Prosa prometem trazer solução a problema velho que reflete no lago principal do Parque das Nações Indígenas, melhorar a qualidade e eficiência do atendimento prestado pelo CRAS (Núcleo de Restauração de Animais Silvestres) e oferecer estrutura adequada para os turistas que visitam o lugar. O secretário de Meio Envolvente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Lavradio Familiar (Semagro), Jaime Verruck, e o diretor presidente do Imasul (Instituto de Meio Envolvente de Mato Grosso do Sul), vistoriaram as obras na sexta-feira (16) e constataram o antecipado do cronograma.

“São três grandes obras que, efetivamente, criam uma situação de melhor atendimento com ações de preservação e conservação do meio envolvente, e que permite que se estenda os benefícios ao Estado inteiro, isso no caso do CRAS”, observou o secretário Jaime Verruck. As obras são custeadas com recursos do Imasul, órgão vinculado à Semagro, e representam investimentos aproximados de R$ 10 milhões.

Hospital do CRAS

A mais importante obra do ponto de vista de prestação de serviços é o Hospital Veterinário de Animais Silvestres do CRAS, orçada em R$ 3,8 milhões e que está sendo construída na espaço contígua ao atual Núcleo. “A teoria é que a gente tenha uma estrutura adequada para fazer o tratamento completo dos animais, lembrando que o foco do CRAS, sempre, é fazer a reinserção dos animais recuperados na natureza”, disse Verruck.

O hospital terá amplos espaços administrativos, salas de cirurgia, ambientes para quarentena e laboratórios para exames. Atualmente, o atendimento aos animais que chegam feridos ou doentes é distribuído em vários prédios e também em instituições parceiras, no caso de exames mais complexos. “Com o novo hospital, tudo será concentrado no CRAS, o que dará mais desembaraço e efetividade ao tratamento”, disse o diretor presidente do Imasul, André Borges.

O multíplice terá 1.153,33 m² de espaço construída contendo: núcleo de triagem com cinco ambientes para animais recém chegados; três ambientes de quarentena para aves, uma para répteis e uma para mamíferos, todas com solário; uma sala cirúrgica, sala para pós-operatório, sala de raios X, sala de ultrassom, Laboratório de Patologia Clínica e um Laboratório de Anatomia Patológica; duas salas para ambulatório ou clínica, sala de necropsia com câmara fria; vestiários feminino e masculino para os funcionários, sala de repouso para plantonista, Almoxarifado, Salas Administrativas e recepção, além de uma construção aos fundos com cozinha, refeitório e um repositório.

Receptivo

Dentro do Parque, no encontro das nascentes que formam o ribeiro Prosa, está sendo construído o novo receptivo para visitantes. A obra com tapume de 300 metros quadrados inclui uma ampla sala de reuniões com paredes de vidro que fazem a perfeita integração do envolvente interno com a mata e o lago externos. Inclui ainda dependências administrativas, escritório, sanitários, novos decks e reformas na via de entrada e estacionamentos. O valor orçado da obra é de R$ 1.361.708,46 e o prazo para epílogo é de 5 meses. O contrato com a construtora foi assinado em 31 de março.

Erosão

Obras no Regato Joaquim Português (Foto: Edemir Rodrigues)

A obra mais emblemática é a recuperação da erosão na nascente do ribeiro Joaquim Português, tributário do Prosa, que ocorre dentro do Parque Estadual do Prosa. A erosão é resultado da enxurrada da secção subida da cidade que há muitos anos é direcionada ao lugar e se agravou com o aumento do asfaltamento da região. A consequência direta foi o assoreamento do lago principal do Parque das Nações Indígenas; em 2019, foram retirados 140 milénio metros cúbicos de sedimentos do lago, com investimento de R$ 1,5 milhão.

“Estamos fazendo uma grande mediação na nascente do ribeiro e também fora do parque, com reposicionamento da drenagem e a construção de uma grande lagoa de contenção supra da Rua do Poeta para fazer a retenção do volume de chuva que chega ao lugar e que provocou a erosão e o assoreamento do lago”, explicou Verruck.

“O Parque do Prosa é um dos últimos fragmentos de mata dentro da cidade de Campo Grande. O ribeiro Joaquim Português é importante para manutenção do volume de chuva do Prosa, que é formado pela junção dessa nascente com o Desbarrancado”, completou Borges.

A empresa tem prazo de 240 dias para concluir os trabalhos e o investimento será de R$ 4.765.214,44, recursos oriundos de indemnização ambiental. Já foi refeita a tubulação para jogar a chuva da chuva na bacia de contenção, que está sendo ampliada tanto em espaço quanto na profundidade. A próxima providência será refazer a tubulação, aterrar e reconstituir a vegetação dentro do parque. Calcula-se que serão necessárias 2,5 milénio mudas de árvores para restabelecer a mata da espaço erodida.

João Prestes, Semagro

Fotos: Divulgação

 

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