Economista prevê queda do desemprego com aumento da vacinação – Estação Negócios

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 (Foto: Rovena Rosa/Dependência Brasil)

O economista do Instituto Brasílio de Economia da Instauração Getulio Vargas (Ibre/FGV) Rodolpho Tobler avalia que, com o aumento da vacinação contra a covid-19, a economia do país deve melhorar nos próximos meses. E, consequentemente, as taxas de desemprego devem ter alguma recuperação já no segundo semestre do ano. “Mas a recuperação mais robusta, mais completa, só para 2022 e, principalmente, com a ampliação da vacinação”, disse.

Tobler analisou que a Pesquisa Pátrio por Modelo de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) para o trimestre traste de dezembro a fevereiro, divulgada pelo Instituto Brasílio de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30), ficou próxima do resultado do período de novembro a janeiro, que apontou taxa de desocupação no país de 14,2%, 3 pontos percentuais supra do verificado em igual trimestre traste anterior (11,2%). No trimestre traste dezembro/janeiro/fevereiro, a taxa média de desemprego no Brasil foi de 14,4%, o que significa que 14,4 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Esse é o maior transitivo desde o início da série histórica, em 2012.

Em entrevista à Dependência Brasil, Tobler explicou que, naturalmente, o mercado de trabalho sempre reage de maneira mais lenta que a economia. No ano pretérito, havia a expectativa de que o trabalho voltasse a ter qualquer resultado positivo já no primeiro semestre. “Mas, com o início deste ano muito mais complicado, com dificuldade, essa taxa de desemprego tende a aumentar entre o segundo e o terceiro trimestre e só vai apresentar alguma melhora, de indumentária, a partir do quarto trimestre de 2021”, expôs o pesquisador do Ibre.

Tobler observou que o impacto inicial da pandemia de covid-19 foi abrangente e ocorreu em todos os setores, afetando trabalhadores formais, informais e empresas.

Segundo o economista, os setores de serviços prestados às famílias, porquê alimento fora de lar, hotelaria e transportes, foram prejudicados. “Já há uma cautela proveniente das pessoas pela questão do vírus e, também, porque há medidas restritivas que afetam o funcionamento dos estabelecimentos, do turismo que foi muito impactado. As pessoas deixam de consumir qualquer tipo de serviço e trocam para consumo de bens, porque não podem transpor de lar.”

Programa

Para o professor emérito do Instituto de Economia da Universidade Federalista do Rio de Janeiro (UFRJ), João Luiz Maurity Sabóia, o mercado de trabalho brasílico segue com dificuldades. No entanto, os problemas aumentaram com a pandemia. “O desemprego está muito elevado para o padrão do Brasil”, comentou o professor. Maurity Sabóia disse que o Programa Emergencial de Manutenção do Trabalho e da Renda (BEm), do governo federalista, lançado no ano pretérito, foi importante para  manter as pessoas empregadas no setor formal.

“Segundo o governo, são 10 milhões de empregos preservados, que não foram perdidos, porque houve esse programa de incentivar as empresas a manterem seus empregados com redução de fardo ou suspensão de contrato. Mas o indumentária concreto é que o mercado de trabalho está com muita dificuldade”, avaliou.

Sabóia lembrou ainda que existem pessoas que gostariam de trabalhar mas nem procuram trabalho porque acham que não vão encontrar, além daquelas subocupadas por diversas razões. “Se você somar os desempregados com as pessoas desalentadas e subocupadas, você tem mais de 30 milhões de pessoas nessa situação. Você mais que prega a taxa de desemprego quando considera essas outras situações, que não são tecnicamente consideradas desemprego.”

Ações do governo

Nos últimos dias, o governo federalista anunciou uma série de medidas voltadas ao mercado de trabalho, com o objetivo de reduzir os impactos da pandemia de covid-19. No dia 27, o presidente Jair Bolsonaro assinou a medida provisória (MP) que viabiliza a retomada do Programa Emergencial de Manutenção do Trabalho (BEm), que permite a empresas a realização de acordos para redução de jornada e salário de funcionários ou a suspensão dos contratos de trabalho. O programa entrou em vigor de forma imediata e terá duração inicial de 120 dias.

A redução de salários ou a suspensão dos contratos serão feitas nos mesmos moldes de 2020, segundo o governo. Em todos os casos, fica reconhecida a garantia provisória no trabalho durante o período acordado e depois o restabelecimento da jornada ou fecho da suspensão, por igual período. O pagamento do mercê ao trabalhador se dará independentemente do cumprimento de período aquisitivo exigido para o seguro-desemprego, do tempo de vínculo empregatício ou do número de salários recebidos.

No mesmo dia, foi publicada a Medida Provisória nº 1.046/2021 que estabelece flexibilizações temporárias na legislação trabalhista, que poderão ser adotadas pelos empregadores por até 120 dias. O objetivo do governo é promover a preservação do trabalho, a sustentabilidade do mercado de trabalho e o enfrentamento das consequências econômicas decorrentes da pandemia.

A medida permite que o empregador altere o regime de trabalho presencial para o teletrabalho, o trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a intervalo. Ele ainda pode ordenar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos. A diferença do regime deve ser comunicada com antecedência de 48 horas.

No mês de abril, o governo também começou a remunerar o auxílio emergencial, que retornou com quatro parcelas de R$ 150 a R$ 375. 

Novas medidas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou na última semana que o governo vai lançar o programa Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) para atender aos trabalhadores informais afetados pela pandemia de covid-19. O programa deve ajudar os 40 milhões de brasileiros que foram atendidas pelo auxílio emergencial do governo federalista.

Guedes informou ainda que o governo deve ainda relançar o Programa Pátrio de Escora às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), uma risco de crédito criada para facilitar financeiramente os pequenos negócios.

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