Dublagem reposiciona indústria de games uma vez que líder no entretenimento

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Seja no cinema, na TV ou nos games, personagens ficcionais podem marcar a memória dos fãs de muitas maneiras. Uma delas é a voz. O tom, a ritmo e os maneirismos da fala podem vir repletos de personalidade – mas só se um bom dublador estiver no comando. E, se ele estiver falando português, tanto melhor.

Aos poucos, as publicadoras de jogo estão se dando conta da relevância desse trabalho. Tomemos uma vez que exemplo dois games concorrente no cenário competitivo atual: Rainbow Six Siege e VALORANT. O ator e dublador Thiago Zambrano está presente em ambos. Ele dá voz a Sam Fisher, personagem de Tom Clancy’s Splinter Cell e também do R6, mas aparece no FPS da Riot Games uma vez que Cypher.

Zambrano também atua uma vez que diretor de “localização” – o jargão na indústria do entretenimento que significa mais do que unicamente “dublar” (ou legendar) uma obra no linguagem sítio. Significa adequar as referências e o tom do exposição para o palato e a cultura daquela região. E, no caso do Brasil, essa região é cada vez mais influente (e o público, cada vez mais exigente).

“Somos o terceiro país do mundo com mais consumidores de jogos”, afirma Zambrano. “Portanto, cada vez mais as indústrias estão confiando seus produtos às empresas responsáveis por localizar. É um grande mercado em expansão”.

Segundo Zambrano, esse desenvolvimento intensificou demanda por mão-de-obra especializada. Somente experiência com outras mídias não basta. “Quem localiza jogos eletrônicos precisa ter mais prontidão em diferentes formas de gravação”, explica. Ele ressalta que “quem joga vive uma mergulho dissemelhante de quem assiste a uma série ou filme”.

Por outro lado, dubladores com extensas carreiras na TV e no cinema têm um bônus suplementar. Suas vozes acabam criando, para o público, uma conexão nostálgica entre diferentes personagens. Em League of Legends, por exemplo, Fábio Lucindo dubla Ezreal – mas, ao mesmo tempo, fãs têm na memória afetiva seu trabalho uma vez que Ash (Pokémon) e Kuririn (Dragon Ball). Outro caso clássico é o de Wendel Bezerra, que faz Goku (Dragon Ball), Bob Esponja, Jackie Chan… E, no LoLzinho, é o Lee Sin.

Você, fã de games. Feche os olhos e mentalize seus personagens favoritos. Certamente, você lembrará do jeito que ele ou ela fala. Talvez até lembre de certas frases clássicas. É sobre essa capacidade catártica que falamos. A relevância que os jogos eletrônicos têm nas nossas vidas não é novidade para ninguém – muito menos para você que acompanha esse espaço. Porém, é necessário, todos os dias, entender o quanto cada profissional envolvido na produção de um jogo é fundamental para que ele venha a público e faça sucesso uma vez que tal.

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