Diretor do CVG-SP decifra o profissional de seguros em evento da FECAP | SEGS

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No programa Conexões Empresariais, o corretor de seguros Maurício Leite revelou o perfil dos profissionais de seguros e os seus desafios para a evolução.

O corretor de seguros Maurício de Oliveira Leite, que é diretor do CVG-SP e também diretor e sócio da ML3 Consultoria e Corretagem de Seguros, sócia-parceira do CVG-SP, participou do programa Conexões Empresariais, promovido pela FECAP, no dia 28 de abril, apresentando o tema “O Profissional do Mercado Segurador”. Transmitido ao vivo pelo YouTube, o evento contou com a mediação do professor e consultor de seguros e previdência Olívio Luccas e a participação de alunos da FECAP e de profissionais da extensão de seguros por meio do chat. Na abordagem do tema, Maurício Leite expôs um perfil detalhado do profissional de seguros, suas principais atribuições, demandas e desafios.

Na definição do palestrante, o profissional do mercado de seguros é aquele que identifica o risco e o enquadra em uma cobertura segurável. Para tanto, esse profissional precisa saber a fundo os riscos e as formas de mitigação por meio de coberturas securitária. O profissional que analisa riscos não atua somente em seguradoras, mas também em corretoras de seguros, departamento de gestão de riscos das empresas, prestadoras de serviços etc. Esse profissional também se enquadra em várias categorias profissionais, porquê atuários, engenheiros, advogados, contadores, economistas, administradores, médicos e outros. “O mercado de seguros é um caldeirão de diversas profissões”, disse.

O mercado

O diretor do CVG-SP mostrou, por meio de dados, a dimensão do mercado de seguros. Em sua apuração, atualmente, estão em atividade 122 seguradoras, 133 resseguradoras e 93 milénio corretores de seguros. No ano pretérito, o seguro arrecadou R$ 275 bilhões e o seguro de vida R$ 45 bilhões. Um oferecido mais recente, apresentado pelo palestrante, revela que a sinistralidade está subida neste ano. Entre janeiro e fevereiro o mercado indenizou R$ 2,3 bilhões em sinistros. Durante todo o ano de 2020, os sinistros pagos atingiram R$ 11 bilhões.

Para Maurício Leite, a pandemia pode ter influência nesses números. Se por um lado, o aumento de óbitos e internações por motivo da covid-19 despertou na população o interesse pela proteção do seguro, por outro também resultou no aumento de sinistralidade, já que o risco pandemia, até portanto excluído das apólices, passou a ser enroupado por iniciativa das seguradoras. “O mercado soube dar uma resposta à profundidade para a sociedade, quando as companhias de seguros se juntaram para mudar uma cláusula que excluía a cobertura de pandemia. O mercado tem intensa presença social e mandou uma mensagem ao consumidor: o seguro está cá para te proteger”, disse.

O mediador Olívio Luccas aproveitou o ensejo e expôs o questionamento de uma espectadora do evento sobre a possibilidade de cancelamentos do seguro de vida em seguida a pandemia. “Se o seguro for muito vendido e contratado de forma consciente isso não acontecerá. Sempre digo que o seguro obrigação ser DA vida e não DE vida, pois precisa ter o seu capital e coberturas ajustados ao longo da vida”, disse.

Desafios

O idealizador do Conexões Empresariais, Prof. Dr. Edson Barbero, enviou, por meio do chat, um invitação aos internautas para acompanharem o projeto. “Nosso ansiedade é ser uma ampla plataforma de conteúdos que a FECAP e seus parceiros levam às empresas”, escreveu. Ele também fez perguntas ao palestrante, uma delas sobre porquê inovar em seguros. Maurício Leite respondeu que o envolvente começou a ser desregulado e que, em breve, haverá grandes inovações. “Além da desregulação, temos o sandbox e o open insurance, novidades que irão possibilitar o aumento no consumo de seguros”, disse.

Outros desafios para os profissionais da extensão são a incorporação de novos serviços ao seguro, porquê a telemedicina. “Esse é o mercado de seguros atual, mais moderno e inovador, que exigirá cada vez mais do profissional de seguros”, disse. Em seguida, ele observou que para seguir tais mudanças os profissionais devem se atualizar e capacitar. “Porquê? Por meio de cursos, inclusive à intervalo, porquê os oferecidos pela FECAP e pelo CVG-SP, que têm exercido um papel fundamental no setor”, disse.

Olívio Luccas contribuiu com o debate expondo o seu ponto de vista sobre a prestígio do seguro de vida e do trabalho consultivo do corretor de seguros na venda. “Falo para as pessoas que ao comprarem um seguro de vida dediquem qualquer tempo, porque é um seguro para a vida, para proteger alguém, é um ato de paixão”, disse. O presidente do CVG-SP, Marcos Kobayashi, que assistiu ao evento pela internet, pediu a Maurício Leite para comentar a sua experiência nas situações em que a indenização do seguro de vida fez a diferença.

Maurício Leite relatou dois casos em que a indenização do seguro foi precípuo para amparar famílias, custeando os estudos dos filhos do segurado e garantindo o horizonte da família. “O seguro de vida é importante também para os casos de invalidez. Por mais paixão que se tenha, é preciso ter recursos para cuidar, e o seguro serve para isso”, disse. Olívio Luccas lembrou, em seguida, que Kobayashi será o próximo palestrante do evento Conexões Empresariais, no dia 10 de junho, quando apresentará o tema “A cultura do seguro em um mundo de incertezas”. No fecho, o palestrante agradeceu a oportunidade e deixou um recado para os profissionais que desejam ingressar na extensão de seguros e seguir curso: “Estudem”.

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