Dicas para conseguir vigiar quantia e se planejar

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Estudar ou viver fora do Brasil por qualquer tempo faz segmento dos sonhos de muitas pessoas. Mas o quantia investido em um intercâmbio pode ser um empecilho, ainda mais em tempos em que o dólar e o euro são cotados supra dos R$ 5.

No segundo incidente do programa Duelo Aceito, Thelma Assis, a vencedora do BBB20, ajuda uma psicóloga recém-formada que sonha em fazer um intercâmbio, mas não consegue vigiar quantia para isso. Laryssa Lira, 25, pediu ajuda ao programa para conseguir se livrar da compulsão por compras para logo passar a poupar e realizar seus planos.

O UOL consultou planejadores financeiros e reúne inferior dicas para conseguir remunerar a viagem. Veja.

Planejamento é tudo

Para Gustavo Dias, planejador financeiro e cofundador da consultoria Duoo Finanças Pessoais, é fundamental ter organização e saber que a viagem começa muito antes do momento em que se entra no avião.

“Fazer intercâmbio envolve vários detalhes porquê passagem, hospedagem, certificado do linguagem, seguro e outros. Por isso tenha todas essas informações anotadas e com os possíveis gastos que terá com cada item.”

Fernanda Prado, planejadora financeira, vai na mesma risco. “O primeiro passo é definir qual o objetivo do intercâmbio e, a partir disso, selecionar as melhores opções de sorte. O próximo passo é pesquisar. Entender qual o tempo de duração e o dispêndio do programa de intercâmbio. Ou por outra, mapear todos os demais custos envolvidos neste projeto: passagens, sustento, hospedagem, passeios etc”, disse.

Quanto custa fazer um intercâmbio?

Não há regra cá. Isso porque a resposta depende de vários fatores, porquê o país para o qual a pessoa vai, qual a data da viagem e o tempo de permanência, qual o dispêndio de vida no lugar, se existe a possibilidade de trabalhar durante o intercâmbio, entre outros fatores.

“Mapeados todos os custos, é provável fazer o planejamento financeiro, considerando o prazo disponível. Por exemplo, vamos supor que oriente objetivo dispêndio R$ 20 milénio e a pessoa disponha de um ano e meio para planejar a concretização desse projeto. Porquê, neste caso, temos 18 meses para planejamento, isso implicará em ter que poupar muro de R$ 1.100 por mês”, disse Fernanda Prado.

Quando comprar moeda estrangeira?

Segmento da organização financeira para o intercâmbio passa pelo inevitável momento de comprar moeda estrangeira. Com o dólar e o euro valorizados frente ao real, surge a pergunta: qual é o momento ideal de comprar a moeda? Para os especialistas consultados pelo UOL, a resposta é: sempre.

“O melhor dia para comprar é o dia em que você tem reais. Hoje está muito mais fácil fazer isso do que há alguns anos. Antes você tinha de ir em uma morada de câmbio, fazer cotação, fazer suplente, remunerar TED, ir pessoalmente lá retirar”, falou Ricardo Gomes, planejador financeiro da Planejar.

“Se você tem o quantia, o interessante é ir comprando aos poucos a moeda e fazer o que chamamos de preço médio. Uma opção secundária é utilizar um investimento que investe em câmbio, ou seja, dólar ou euro — fundos que investem em dólar ou euro”, falou Nayara Boer, planejadora financeira e sócia da Renova Invest.

Nayara, inclusive, viveu isso na pele. Hoje com 28 anos, a perito em finanças passou um mês estudando inglês em Los Angeles, nos Estados Unidos, quando tinha 21. O planejamento começou aos 19.

“Para uma viagem daqui a dois anos, por exemplo, faz sentido fazer uma ramificação: uma segmento você vai comprando dólar; outra segmento pode ser investida em um tanto seguro. Essa foi a estratégia que eu usei. Peguei dólar a R$ 3,80 e a R$ 4,20 durante um ano”, contou.

Renda extra pode ser uma boa para vigiar quantia

Nayara dá uma dica que foi testada e aprovada por ela: buscar uma renda extra. Durante os dois anos que antecederam o intercâmbio, a logo universitária trabalhava em uma corretora de câmbio e atacou de empresária.

“Montei uma loja online de acessórios e vendia coisas. Ali consegui muro de R$ 8.000 durante uns 14 meses, foi um quantia extra”, disse ela, que economizou quase R$ 20 milénio para a viagem aos Estados Unidos. Caso fosse viajar hoje, ela diz que abriria um negócio de sustento.

Preciso forrar até no cafezinho?

A valorização das moedas estrangeiras frente ao real pode assustar. Ou por outra, há os outros custos atrelados ao intercâmbio. Portanto, trinchar toda e qualquer despesa é o caminho a ser percorrido, notório? Nem sempre.

“Isso de trinchar o cafezinho serve para quem já não tem de onde trinchar. Mudar o projecto de internet para outro mais barato, por exemplo, é um tanto que vai ajudar a forrar no hoje e também no porvir. Uma decisão hoje que vai impactar no porvir é a melhor saída”, falou Lai Santiago, educadora financeira da Open.

“Simples que quanto mais conseguir investir mensalmente, mais rápido acumulará. Mas isso não precisa ser um sacrifício. É provável lastrar os investimentos com os lazeres do dia a dia”, pontuou Gustavo Dias, da Duoo.

Mas, em casos em que o jeito é trinchar até o cafezinho, é preciso olhar para o porvir. “A questão toda é o que nós chamamos de escolhas temporais. Tudo é uma questão de escolha. Ou eu vou tomar o cafezinho agora ou vou tomar o cafezinho em outro país mais tarde. A questão é: quando que você vai fazer? Pensando em longo prazo, é difícil, tudo está muito longe. É preciso se lembrar dos objetivos a todo momento”, falou Gomes, da Planejar. Ele sugere usar qualquer lembrete ou artifício para manter o foco.

É melhor levar quantia ou cartão de viagem?

Outro questionamento geral quando o tema é intercâmbio ou viagens em universal é se é melhor levar o quantia do país de sorte em espécie ou nos chamados cartões de viagem.

O motivo é a diferença do IOF. Para o quantia em espécie, a taxa é de 1,1%. Nos cartões pré-pagos ou até em cartões de crédito internacionais, a alíquota salta para 6,38%.

“Mas é preciso ver o dispêndio efetivo totalidade. Em papel-moeda, o IOF é menor, só que, para a corretora ter esse quantia em espécie lá o dispêndio é mais cima e às vezes a cotação tem um valor marchetado que você não vê”, afirmou Ricardo Gomes, da Planejar.

“O país escolhido precisa ser considerado. No Canadá, por exemplo, se usa dólar canadense, que não é uma moeda muito fácil de ser encontrada. Nesse caso, você compra dólar ou euro e, lá, fará a troca. Ou seja, vai perder duas vezes. Nesse caso é mais negócio ter um cartão em moeda estrangeira e já sacar o quantia lá.”

Para Nayara, as chamadas contas globais, já disponíveis em alguns bancos no Brasil, podem ser uma boa solução. “Há alguns bancos que é provável furar uma conta no Brasil para colocar dólar. Você vai remunerar o mesmo IOF de papel-moeda”, disse. Alguns exemplos são C6 Bank, BS2 e Nomad.

Duelo aceito

Thelma Assis comanda o Duelo Aceito e ajuda oito personagens a transformarem suas vidas através de mudanças de hábitos, da compulsão por compras ao vício em cigarro, entre outros. O programa vai ao ar toda segunda-feira, às 19h no Via de Universa.

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