Criptografia e assinaturas digitais garantem segurança de urnas eletrônicas

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Órgão realiza testes públicos abertos à população e aos partidos em que colocam à prova a segurança dos códigos e softwares

A despeito da sátira reiterada, sem apresentação de provas, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a segurança das urnas, a Justiça Eleitoral aponta que auditorias, criptografia e assinaturas digitais garantem segurança do equipamento usado nas eleições brasileiras. O órgão ainda realiza testes públicos abertos à população e aos partidos em que colocam à prova a segurança dos códigos e softwares.

Esses testes abertos, o Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza os códigos dos programas para realização de testes, procura de falhas, e tentativas de invasões para os participantes incritos. Em seguida a realização desses testes, os códigos ainda ficam disponíveis para análises.

Segundo aponta o secretário de Tecnologia de Informação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Goiás, Frank Wendell Ribeiro, além dos testes, tudo o que está dentro da urna é criptografado e assinado digitalmente. Zero entra ou sai do equipamento sem a chave de criptografia.

Ou por outra, todos os dados que alimentam a urna eletrônica, assim porquê todos os resultados produzidos, são protegidos por assinatura do dedo. Caso haja qualquer tipo de modificação seria registrado a modificação na assinatura do dedo.

No dia da votação

Ou por outra, a urna eletrônica no dia da votação não fica ligado em rede, via cabo, wifi, ou bluetooth, não havendo possibilidade, portanto, de um ataque hacker durante o processo de eleição.

O secretário aponta que o boletim da urna é outro mecanismo de verificação que garante a credibilidade do sistema. Ao final da votação, o boletim com a apuração dos votos de uma seção transforma-se em documento público. Com isso, o resultado pode ser confrontado com aquele publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Internet, seja pela conferência do resultado de cada seção eleitoral, seja pela conferência do resultado da totalização final.

“A vantagem do voto eletrônico é que tira a ação humana do processo. Quando há ação humana, há maior possibilidade de fraude, porquê troca de números, ou voto anulado repassado para qualquer candidato, confusão, perda. O voto impresso também compromete o sigilo, pois pode possuir combinação e depois conferência por alguém interessado. Com o voto do dedo não há possibilidade deste tipo de conferência”, aponta Frank Wendell .

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