Cozinha ‘secreta’ vira tendência na pandemia – Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Adelia Nunes e Gizely Rocha são sócias da Mais Vida Provisões (Foto: Ricardo Matsukawa / Ricardo Yoithi Matsukawa – ME)

Entre os serviços que cresceram durante a pandemia, o delivery de comida é um dos que lideraram o aumento. Uma pesquisa da Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, constatou que os gastos com os principais aplicativos de entregas de comida cresceram 103% no primeiro semestre de 2020. No entanto, além dos restaurantes já estabelecidos, o mercado viu a ingressão na disputa por clientes as chamadas dark kitchens – uma empresa de serviço de alimento que oferece unicamente comida por delivery.

Em inglês, dark kitchen significa um pouco uma vez que “cozinha obscura” ou “cozinha secreta”. O noção é simples: o empreendedor que resolve entrar nesse ramo compra ou aluga um espaço que será usado uma vez que cozinha. Lá, ele tem todo o sumptuosidade necessário para produzir as refeições, mas não atende o público no sítio.

Em vez disso, ele realiza as suas vendas por sites e aplicativos e entrega direto para o cliente. A empreendedora Adelia Nunes, dona do Mais Vida Provisões, iniciou suas atividades em abril de 2019 junto com a sócia Gizely Rocha. A empresa trabalha com a fabricação de marmitas congeladas e quentes – as congeladas podem ser compradas via aplicativos de delivery e também por contato direto pelos canais da empresa.

Já as marmitas quentes são vendidas unicamente sob contrato de fornecimento, com quantidades para consumo já especificadas. Adelia começou com poucos clientes e aproveitou o início da operação para aprimorar as estratégias para gestão e divulgação do seu negócio – investiu em aprimoramento de cardápio e um site para vendas. No início de 2020, ela conseguiu colocar o site de sua empresa no ar. A teoria do Mais Vida Provisões é fornecer comida saudável, de qualidade e com um preço conseguível para o consumidor. Para atingir esse objetivo, ela aposta na entrega de comidas congeladas sem limites para pedidos. A teoria é conseguir fornecer uma alimento de qualidade – que inclui a opção de pratos veganos, sopas e caldos – por valores aquém da média de um restaurante. Com essa teoria na cabeça, ela montou uma cozinha em um espaço alugado no Capão Rotundo, na zona sul da Capital, e entrega suas marmitas em diversos bairros de São Paulo, inclusive na região mediano. Mesmo com todo o planejamento realizado, a empreendedora confessa que a mudança de rota trazida pela pandemia foi um susto.

“Eu não imaginava quantos novos concorrentes teríamos logo quando aumentamos nosso leque de atendimento. Nossa atuação para delivery é comida congelada, mas com tantos restaurantes a mais oferecendo comida quente para pronta entrega foi um choque”, relembra.

Com o escora do Sebrae-SP, Adelia precisou traçar novas estratégias para se readequar. Foi portanto que ela recebeu a inforção do Sebrae sobre a rombo de edital para fornecimento de marmitas para a prefeitura de São Paulo. Uma vez que sua teoria sempre foi atuar com marmitas quentes unicamente sob demanda, viu nesse protótipo a requisito ideal para alavancar as suas vendas.

“Nosso faturamento aumentou em mais de 600%. Oferecemos comida de qualidade para os vulneráveis. E também começamos a trabalhar com marmitas quentes para produtoras. Atualmente, meu faturamento com empresas é maior, mas quero também investir em novos pratos para esse consumidor que passa mais tempo em moradia e está precisando desse serviço”, conta.

Atuação nos anos 90

Antes mesmo de surgir o termo dark kitchen, Terezinha Maria Dotto, proprietária do Buffet Paris, em Guarulhos, já trabalhava de maneira próxima a esse noção. Em 1992, a empreendedora iniciou sua jornada atendendo a festas unicamente na moradia dos clientes: ela produzia a comida e levava para a sarau. Já em 1995, a empresária conseguiu montar a sua primeira cozinha profissional. Depois de um tempo, adquiriu também um espaço para realizar as festas, mas o seu negócio não parou por aí. Terezinha tornou-se cliente do Sebrae-SP em 2004 e, no ano seguinte, já comprou uma cozinha industrial em um espaço maior. Ela também fez faculdade de gastronomia, cursos na extensão de alimento fora do lar e participou de muitas iniciativas do Sebrae, sempre com o objetivo de expandir seu negócio.

Em 2015 veio a grande viradela: depois de participar com o Sebrae- -SP da Summer Fancy Food – considerada a mais importante feira de mantimentos e bebidas do mundo e a principal vitrine de inovação do setor – com o Sebrae-SP, Terezinha resolveu ampliar seu escopo de atuação e usar o espaço ocioso de sua cozinha para a produção de marmitas. “Vi que lá se falava muito de alimento saudável, vegana e vegetariana. Consegui identificar isso uma vez que uma tendência.

Quando voltei, fiz pós em gastronomia funcional e comecei a fazer marmita focando sempre na alimento saudável”, relembra. Atualmente a produção de marmitas correspondente a 70% de tudo que é feito em sua cozinha. “Logo quando comecei com a venda das marmitas, eu tive um aumento de 20% no meu faturamento. Com a pandemia, minha demanda por marmitas ajudou muito o meu negócio e eu consigo atender uma vez que os restaurantes: a comida sai quentinha da cozinha direto para a moradia do cliente, por apps de delivery”, explica. Ela aproveitou essa período também para estudar e fazer um planejamento para o horizonte de seu negócio.

“Em 2020, fiz curso de marketing do dedo e participei do Programa ALI Brasil Mais, voltado para inovação. Para o horizonte quero atuar também com o atendimento de eventos empresariais e também penso na possibilidade de alugar a minha cozinha em momentos em que ela estiver ociosa”, enumera.

Na prática

A consultora de negócios do Sebrae-SP Helena Costa de Andrade afirma que, no atual momento, investir em uma dark kitchen é uma boa escolha para principiar um negócio na extensão de alimento, pois exige um investimento muito subordinado ao de transfixar um salão para atendimento e não há urgência de contratar garçons, por exemplo.

Outrossim, uma vez que o cliente não precisa saber a localização da empresa, o protótipo traz a possibilidade de montar a cozinha em regiões com aluguéis mais baixos, o que pode tornar o negócio mais lucrativo.

Por outro lado, há a preocupação de oferecer embalagens seguras e higiênicas para prometer que a repasto chegue perfeita à moradia do cliente. Para aqueles que têm interesse em atuar no ramo, o Sebrae-SP oferece consultorias e também programas estruturados de capacitação voltados para empresas de alimento. A consultora reforça que o empreendedor precisa estar com o planejamento em dia antes de principiar sua jornada. “Isso inclui elaborar o projecto de negócios, fazer o cômputo de formação de preço de venda dos produtos a serem comercializados já considerando as taxas dos aplicativos de entrega, definir com quais aplicativos de entrega irá trabalhar e definir as estratégias de marketing nas mídias sociais para que não fique dependente unicamente da divulgação realizada pelos aplicativos de entrega”, ressalta.

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