Correio Talks debate nesta quinta o porvir da indústria química

0
17
Links Patrocinados

postado em 06/05/2021 06:00

(crédito: Science in HD/Unsplash)

A indústria química brasileira corre o risco de permanecer ainda mais para trás no quesito competitividade quando comparada às de países porquê Estados Unidos, Índia, China e Coreia do Sul, que têm programas de incentivos muito robustos. O motivo está na Medida Provisória nº 1.034, que elimina, a partir de junho, o Regime Próprio da Indústria Química (Reiq) e pode ser ratificada pela Congresso.

Para debater esse tema, o Correio realiza, nesta quinta-feira (6/5), a partir das 15h, um debate com parlamentares, especialistas e representantes da indústria química. O Correio Talks será transmitido pelo site e por meio de todas as redes sociais do jornal. Os painelistas responderão perguntas dos internautas, que poderão encaminhar seus questionamentos pelo endereço.

Segundo especialistas, o dispêndio de produção da indústria química brasileira é um dos mais altos do mundo. Cá, a fardo tributária do setor está entre 40% e 50% sobre o faturamento. Na maior economia do planeta, os Estados Unidos, os impostos giram em torno de 20%. Para complicar, o dispêndio da matéria-prima no Brasil é, em média, 30% mais cume do que em países com indústria química mais potente.

A indústria química é estratégica para o país, está na base de todo o setor produtivo, pois fabrica de embalagens a medicamentos. Se perder os benefícios fiscais, terá potente retração nos negócios e poderá fechar até 80 milénio postos de trabalho. Pelos cálculos do setor, com o termo do Regime Próprio, haverá redução de pelo menos R$ 2,2 bilhões no volume de compras da indústria química. Uma vez que consequência, a produção pátrio deverá ter retração de R$ 7,5 bilhões por ano, além de perda anual de R$ 2,5 bilhões no valor adicionado às matérias-primas sobre as quais incidiam os benefícios do Reiq.

Regime privativo

O Regime Próprio da Indústria Química foi criado pelo governo em 2013. Por meio dele, a alíquota de 9,25% de PIS/Cofins incidente sobre a compra de matérias-primas petroquímicas básicas de primeira e segunda gerações foi reduzida a 1%. A justificativa, à quadra, foi a de que era preciso aumentar a competitividade do setor até que fosse feita uma reforma tributária.

A primeira mudança no Reiq ocorreu em 2018, com o aumento da alíquota de PIS/Cofins para 3,65%. Em março deste ano, com o objetivo de atender a um pleito dos caminhoneiros, o governo editou a MP que estabeleceu o termo dos benefícios à indústria química para bancar a redução de impostos sobre o óleo diesel. O governo prevê recepcionar R$ 1,53 bilhão por ano com a revogação do Reiq. Mas, pelas contas das empresas, na verdade, tapume de R$ 500 milhões deixarão de entrar nos cofres da União por razão da subtracção do consumo e do trabalho.

Fique ligado

Veja a lista de participantes do Correio Talks

* Paulo Gala, economista
* Ciro Marino, presidente da Abiquim
* Arnaldo Jardim, deputado federalista
* Jean-Paul Prates, senador
* Laércio Oliveira, deputado federalista
* Ricardo Alban, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia

Links Patrocinados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui