Correio de Corumbá – Na lista de abandonados no Meio, Farjalla Anache movimenta-se para ser revitalizado ao dispêndio estimado de R$ 5 milhões

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Encontrar imóveis abandonados no Meio de Corumbá não é uma novidade para ninguém. Mas há especificamente um que labareda a atenção e está em processo de ser transformado. O prédio Farjalla Anache, de 48 apartamentos, está sendo orientado por um grupo formado por proprietários de suas unidades habitacionais para voltar a ser habitado e deixar a Rua Delamare, no Meio, novamente com um glamour que existiu no pretérito, principalmente nas décadas de 1960 a 1980, quando o Cine Anache ainda dava o seu peso de ouro para a região.

Desde 2011 ele estava interditado pelas autoridades locais, depois ação do Ministério Público Estadual e Prefeitura de Corumbá, por permanecer tanto tempo desprezado e apresentar risco para as pessoas. Sem habitantes que zelavam por sua estrutura, sem elevador, com sistemas hidráulico e elétrico sob risco de pane, o prédio afundou em seu deserção. O indumento de herdeiros não tocarem o inventário, alguns proprietários literalmente abandonarem os apartamentos e a falta de manutenção no prédio com os anos são fatores que deixaram o lugar sem estrutura para habitação. Somou-se dívidas de IPTU e invasões para tornar o buraco do prédio ainda maior. A devastação passou a ocorrer a partir de 2005 e prosseguiu até 2011.

O ex-prefeito e deputado estadual Armando Anache contemplando o término da construção no topo do prédio no final da dezena de 1960. (foto: Pilha/AAA)

Durante o período de 8 anos, houve algumas tentativas de o condomínio do lugar ser organizado para permitir que o “elefante branco” ganhasse outra cor. “Sempre tivemos alguns entraves por conta de inventário. A gente sabe que há um inventário muito complicado ali”, comenta o sub-síndico Antônio Mira. O deserção tomou novo rumo a partir de 2019, quando finalmente foi provável se formar o condomínio e, com 2/3 de proprietários participantes, o prédio voltar a viver a esperança de ser renovado.

Cada proprietário paga, atualmente, R$ 500 de condomínio. Esse recurso está sendo usado para custear serviços administrativos e gerar caixa para se remunerar o projeto de renovação da frontispício e superfície generalidade do prédio. Quem não está pagando, há o risco, caso não haja negociação no porvir, de que o apartamento seja tomado uma vez que garantia da dívida. Essa quesito foi provável ser definida a partir da ingressão em vigor do novo Código de Processo Social (CPC), em 2016. Nessa novidade legislação, os condomínios podem cobrar a dívida de proprietários até mesmo fora da Justiça.

“Existe um ditado velho que é ‘a união faz a força’. Em Corumbá, isso nem sempre acontece. Mas estamos trabalhando. Ao longo do tempo, alguns apartamentos passaram a ser regularizados, inventários foram feitos até chegar o momento que hoje temos 2/3 dos proprietários querendo que o prédio volte a funcionar, que seja ressuscitado. E isso aconteceu em 2019. Estamos a passos lentos, mas estamos andando”, explica Antônio Mira.

Quem é o atual síndico do Farjalla Anache é Alfredo Zanutti Júnior, que fez uma grande negociação nos últimos anos e adquiriu secção dos apartamentos em troca do pagamento de dívidas. Atualmente, o prédio de 48 apartamentos e 14 andares tem em cinco pessoas a concentração de quase metade de suas unidades habitacionais. Além de Alfredo, o próprio Antônio Mira é possuidor de mais de duas propriedades no condomínio.

O regimento do condomínio foi refeito em 2019. Em lanço seguinte, foi definida a mensalidade que os proprietários precisavam remunerar. Outro procedimento tomado é no setor jurídico, que passou a ser orientado pelo legista Vitor Paiva. Ele ficou responsável por seguir os procedimentos de inventário que ainda existem em curso e facilitar nas questões jurídicas. Agora em 2021, inclusive, há 11 apartamentos no prédio que o condomínio ainda não tem precisamente quem são os proprietários. As matrículas registradas em cartório não remetem para os verdadeiros donos e há um trabalho jurídico para localização desses herdeiros.

“É uma tarefa muito difícil. Começamos em 2019 e a pandemia atrapalhou muito o curso. A gente queria muito que esse processo andasse mais rápido, mas cá em Corumbá há uma dificuldade grande em fazer isso. Algumas vezes, as pessoas querem muito que a Prefeitura resolva algumas coisas, mas a gente precisa fazer nossa secção e depois caminhar com outras. Nesse período de condomínio montado, contratamos e pagamos o projeto arquitetônico e definimos a empresa de engenharia para fazer o serviço de hidráulica e elétrica. Para esse serviço, 60% do valor já está pago”, revela o sub-síndico.

Hoje existe uma expectativa que até junho de 2021 todos os projetos estejam finalizados. O síndico Alfredo Zamutti Júnior tratou com a Caixa Econômica Federalista uma via de financiamento para prometer a realização da obra da superfície generalidade, mas para ter estudo, aprovação e liberação do recurso é preciso que todos os projetos da obra estejam finalizados e protocolados no banco. Com esse curso concluído, o prédio dos anos 1960 estará pronto para passar pela reforma estimada em R$ 5 milhões e voltar a ser habitado.

O valor de um apartamento na atual quesito do prédio é estimado em R$ 100 milénio e há expectativa que depois da revitalização, será provável que cada unidade tenha valor de mercado de pelo menos R$ 350 milénio, dependendo do caminhar e do retoque interno. Há apartamentos no Farjalla Anache que são três quartos e outros que são dois quartos. A metragem está em muro de 100 m² para cada unidade habitacional. No período de pré-abandono, um apartamento naquele lugar já chegou a ser especulado no valor de R$ 50 milénio. O aluguel lá chegou a custar R$ 1 milénio, mas foi decaindo para R$ 500, R$ 400, R$ 300 e até ser de perdão.

“A gente tem lá um problema de estacionamento, mas isso é provável de resolver. Temos que estudar uma quesito. Eu moro em um prédio cá no Meio que não tinha estacionamento e tem também 45 anos, igual ao Anache. Resolvemos esse problema, compramos uma superfície e fizemos o estacionamento. É alguma coisa a ser pensado mais para frente. Tivemos muitos problemas lá, mas nenhum acidente aconteceu, existe um clima para ele ser reerguido, uma pujança positiva e bons ventos estão nos trazendo até cá”, pontua Antônio Mira, ao prever melhorias que o prédio deverá passar depois que estiver revitalizado.

O prédio ficou mais de uma dezena desprezado

Impulsionamento com novidade destinação do velho cinema
O velho Cine Anache foi leiloado em 2020 e atualmente há uma obra sendo realizada para limpeza da superfície, muito uma vez que da sobreloja que existe na estrutura. O projeto para a estrutura é que o cinema desativado transforme-se em um mini-shopping no porvir.

O responsável por conduzir esse projeto é Sami Lotfe, 79 anos, que adquiriu o lugar em leilão e pagou R$ 600 milénio.

Essa obra em curso foi mais um motivo para animar a maioria dos proprietários do Prédio Farjalla Anache em ver o lugar novamente funcionando. Apesar de estarem em situações separadas, o curso das duas obras devem sobrevir. O mini-shopping dificilmente pode prosperar com um prédio desprezado, e nem os apartamentos podem voltar a ser habitados se boa secção do caminhar térreo estiver às moscas.

Com uma vista privilegiada

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