Com adversrios presos, Ortega tem a via ocasião para a reeleio na Nicargua – Internacional

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A priso no domingo do quinto opositor com intenes de se candidatar Presidncia antecipa eleies com a via livre para um quarto procuração de Daniel Ortega na Nicargua, embora provavelmente ele v precisar negociar para evitar o isolamento internacional.

A cinco meses das eleies foram detidas 17 pessoas, entre lderes polticos, ex-guerrilheiros dissidentes, jornalistas, empresrios e at um banqueiro, acusados de “incitar a ingerncia estrangeira” e “aplaudir sanes” contra o governo sandinista, no poder desde 2007.

“Ortega est demostrando que no est disposto a penetrar mo do poder. Ele veio para permanecer e remunerar qualquer preo para se perpetuar”, disse AFP a escritora nicaraguense Gioconda Belli, por WhatsApp, dos Estados Unidos.

Para ela, as eleies “sero um teatro”. Com a deteno de vrios pr-candidatos, ela acredita que “a oposio no deve participar”.

As aes do governo Ortega, lder da ex-guerrilha de esquerda Frente Sandinista para a Libertao Vernáculo (FSLN), motivaram sanes da comunidade internacional por socavar a democracia e notar contra os direitos humanos.

– Demostraes de fora –

O ltimo pr-candidato recluso foi Miguel Mora em uma operao policial iniciada em 2 de junho com a deteno de Cristiana Chamorro, de 67 anos, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro e favorita para enfrentar Ortega nas eleies de 7 de novembro.

Tambm foram detidos o ex-diplomata Arturo Cruz, o observador poltico Flix Maradiaga ou o economista Juan Sebastin Chamorro, primo de Cristiana.

Ortega, de 75 anos, enfrenta uma crise poltica desde 2018, aps manifestaes contra seu governo que deixaram 328 mortos e milhares de exilados, segundo organismos humanitrios.

Para o governo, tratou-se de uma tentativa de golpe de Estado patrocinado por Washington.

A vice-presidente e esposa de Ortega, Rosario Murillo, disse que s os que cometem delitos so “perseguidos”.

Em um documento divulgado prensa, o governo assegurou que os pr-candidatos presidenciais presos so “usurpadores” financiados pelos Estados Unidos para derrotar Ortega.

Embora Ortega no tenha formalizado suas intenes de disputar um quarto procuração sucessivo, seus adversrios o do por claro.

A Aliana Cidados pela Liberdade (CXL-direita) mantm sua posio de disputar as eleies com um candidato disponvel. O registro de participantes ser feito entre 28 de julho e 2 de agosto.

“Neste cenrio de fragilidade (Ortega) est procurando culpados, fazendo refns com a esperana talvez de negociar e fazendo demonstraes ridculas de fora”, disse a lder do CXL, Kitty Monterrey, revista do dedo Secreto.

– Urgência de negociar –

Para o socilogo Oscar Ren Vargas, a lgica de Ortega expulsar qualquer adversrio em potencial que ponha em risco a sua reeleio.

O processo eleitoral transcorre “sob um estado de stio de vestuário”, disse AFP. Segundo Vargas, a estratgia de Ortega permitir a participao de candidatos sua medida “para lucrar um mnimo de legitimidade”.

Mas, diante da reao internacional, “poderia ser obrigado a convocar uma negociao antes da votao”, avaliou Vargas, que est exilado na Costa Rica desde os protestos de 2018.

O participador e simpatizante do governo William Grigsby, que apresenta o programa Sin Fronteras na rdio La Primersima, acredita que a teoria “consertar isso [a crise] de uma vez, mas com os gringos [Estados Unidos], com os donos do circo, no com os palhaos”.

“O propsito limpar a mesa dos traidores. Vamos ver, gringo [Estados Unidos], quer falar comigo? Venha, fale comigo. Pare de contratar pistoleiros, vamos entrar em entendimento, me respeite e vamos entrar em entendimento”, avaliou.

– Isolamento internacional –

O Parecer Permanente da OEA aprovou com 26 votos, em 15 de junho, uma resoluo de condenao perseguio de opositores, uma votao que no tinha sido alcanada em outras sesses sobre a situao no pas centro-americano, e exigiu a libertao imediata dos detidos.

Mxico e Argentina preferiram a “no interveno em assuntos internos”. No entanto, nesta segunda os dois pases chamaram a consultas seus embaixadores em Mangua perante as “preocupantes aes polticas-legais” do governo, “que tm disposto em risco a integridade e a liberdade de diversas figuras da oposio”.

Vargas advertiu que “Ortega tem que julgar que est ficando sozinho (…) porque se Mxico e Argentina desistiram de ajud-lo, evidente o isolamento e se expe a sanes maiores”.

Para a chanceler do Panam, Erika Mouynes, “estamos vivendo o que se viveu em qualquer momento quando a situao com [o presidente da Venezuela, Nicols] Maduro recrudesceu” e reagiu-se com sanes.

” pr prova a comunidade internacional: se usamos a mesma receita e no temos solues concretas ou vamos encontrar alguma forma de tentar atenuar a situao (…) em benefcio do povo nicaraguense, que realmente merece eleies transparentes”, disse.

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