Castro rebate críticas de Freixo sobre situação da Covid-19 no Rio e manda deputado ‘ir trabalhar e trespassar da internet’

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RIO — O governador em tirocínio no Rio, Cláudio Castro, acordou cedo neste domingo de Páscoa, dia 4, para rebater as críticas do deputado federalista Marcelo Freixo (PSOL) sobre a situação de mortes e infectados pela Covid-19 no estado. No sábado, quando o Rio bateu um novo recorde de óbitos pela doença, com novos 411 mortes registradas nas últimas 24 horas, Freixo culpou o governador e o presidente Jair Bolsonaro pelo caos na pandemia. O deputado afirmou que a “irresponsabilidade dos dois governantes está custando dispendioso à população do Rio de Janeiro”, e ainda os chamou de “negacionistas”.

Castro, portanto, citou que abriu 600 novos leitos em duas semanas, mas focou suas palavras em guerrear o parlamentar ao chamá-lo de “covarde” e o “mandar trabalhar e trespassar da internet”.

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“Freixo, negue que: abrimos quase 600 leitos em menos de 15 dias; fazemos a maior logística do país na distribuição das vacinas;  pacificamos a política no Estado; estamos auxiliando os mais pobres na luta contra a miséria e o desemprego. Nunca se prendeu tantos milicianos porquê hoje; estamos diante dos melhores números da segurança pública da nossa história; conseguimos botar as contas do Estado em dia. Deixe de ser covarde e pare de fazer politicalha com a dor das famílias que perderam seus entes para a pandemia. Vá trabalhar, saia da internet e faça alguma coisa de útil pelo seu estado. Bom domingo de Sossego!”, escreveu o governador.

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Logo depois a Secretária do Estado de Saúde (SES) publicar o boletim da Covid-19 deste sábado, dia 3, Marcelo Freixo usou o seu perfil no Instagram para publicar uma foto de Castro com Bolsonaro. Na legenda, o parlamentar cita que o colapso na saúde do Rio e o número de mortes aumenta no estado por culpa dos dois governantes, tanto o estadual quanto o federalista.

“A irresponsabilidade de Bolsonaro e Cláudio Castro está custando dispendioso à população do Rio de Janeiro. Não dê ouvidos aos negacionistas: escute a ciência. A pandemia não acabou, e infelizmente estamos o seu pior momento no Brasil”, escreveu o deputado.

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Freixo chamou Castro e Bolsonaro de irresponsáveis e os culpou pelo colapso da saúde no Rio durante a pandemia da Covid-19 Foto: Reprodução/Instagram

 

Recorde de mortes

Pela segunda vez em três dias, o Rio bateu recorde de mortes por Covid-19 em toda a pandemia. Neste sábado, novos 411 óbitos pela doença foram registrados em todo o estado nas últimas 24 horas. Praticamente uma morte a cada três minutos e meio. O último recorde foi obtido nesta quinta-feira, 1º de abril, quando a Secretaria Estadual de Saúde (SES) contabilizou 384 novas mortes por Covid-19 nas 24 horas anteriores. Ao todo, 37.629 pessoas morreram pela doença no estado durante a pandemia, que fez a primeira vítima no Brasil em março do ano pretérito. Os óbitos contabilizados hoje não necessariamente aconteceram nas últimas 24 horas.

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Segundo o novo balanço, 3935 pessoas tiveram diagnóstico confirmado de Covid-19 de sexta para sábado. Com a atualização, a média traste da Covid-19 no Rio passa a ser de 2.665 casos e 229 mortes por dia. Em relação aos números de duas semanas detrás, houve um aumento de 100% na quantidade de óbitos. O índice sinaliza uma tendência de desenvolvimento na intensidade do contágio, por estar supra da marca mínima estipulada de 15%. Assim, o Rio tem o 14º dia continuado de subida na média traste de óbitos pela doença.

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Nas últimas 24 horas, a fileira de espera pela UTI também cresceu. Atualmente, 696 pessoas em todo o estado aguardam por uma vaga de terapia intensiva em leito individual para a doença. Se somado à quantidade de pacientes que esperam um leito de enfermaria, o número chega a 1003 pessoas.

 

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