Carminha Jerominho é presa em operação contra receptação de celulares roubados | Rio de Janeiro

0
60

A ex-vereadora do Rio Carminha Jerominho foi presa nesta quinta-feira (25) por receptação de celulares roubados. Outras 11 pessoas foram presas na Operação Fanatismo Deliberada, que investiga a participação de milícias na encomenda e no escoamento de cargas de eletrônicos furtados.

Carminha é filha de Jerônimo Guimarães Fruto, o Jerominho — réprobo por chefiar a maior milícia do Rio. Agentes estiveram em três endereços detrás dela e só a encontraram na morada de uma vizinha.

A polícia afirma que Carminha adquiriu dois celulares roubados. A ex-vereadora alegou que os comprou em uma loja e que foram “um presente”.

Carminha Jerominho é presa por receptação — Foto: Reprodução/TV Orbe

Agentes saíram para executar mandados de procura e consumição, no Rio e em Volta Redonda, contra 26 alvos.

Outros dois identificados porquê receptadores são policiais militares. Os PMs foram conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar para prestar esclarecimentos sobre a ocultação dos aparelhos.

Policiais cumprem mandado de procura contra suspeitos de receptação de celulares — Foto: Reprodução/TV Orbe

Segundo a polícia, grande segmento dos aparelhos foi destinada para áreas dominadas por paramilitares — porquê Campo Grande, Sepetiba, Paciência, Itaguaí, Curicica, Tanque e Rio das Pedras —, a termo de revendê-los a moradores.

Os alvos vão responder pelo delito de receptação, que prevê até quatro anos de prisão.

Dois grandes roubos na investigação

Roubo de celulares no Galeão, há um ano, deu origem à operação desta quinta (25) — Foto: Reprodução/TV Orbe

As investigações duraram dois meses e partiram de dois roubos de cargas no Rio.

Uma das ações foi no Terminal de Cargas do Galeão, no dia 7 de março de 2020. Um grupo fortemente armado levou mais de R$ 3 milhões em aparelhos telefônicos.

Outro ataque foi em Ipanema. Foram roubados R$ 120 milénio em aparelhos na Rua Alberto de Campos.

O nome da operação, segundo a polícia, é uma referência ao vestimenta de que muitos dos receptadores alegam desconhecer a origem ilícita do aparelho, mas não questionam de onde veio e muito menos pedem a nota fiscal — daí a “facciosismo deliberada”.

VÍDEOS: Os mais vistos do Rio nos últimos 7 dias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui