Brasil insiste em mercado de carbono para proteger Amazônia – Idade Negócios

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(Foto: GETTY IMAGES)

O governo brasílico quer uma parceria com os Estados Unidos, para que o mercado de créditos de carbono, previsto no item 6º do Tratado de Paris, seja finalmente ativado. O argumento é que o Brasil precisa dos recursos provenientes de compra e venda de créditos excedentes de redução de emissões para cuidar da Floresta Amazônica.

Essa questão foi levantada, na última quarta-feira, ao representante peculiar para o clima dos EUA, John Kerry, dois dias antes de Washington formalizar o retorno dos americanos ao Tratado de Paris — tratado mundial assinado em 2015 em que quase 200 países se comprometem com medidas para reduzir o aquecimento global. Durante reunião virtual, os ministros das Relações Exteriores (Ernesto Araújo) e do Meio Envolvente, Ricardo Salles (Meio Envolvente) disseram a Kerry que a ativação desse mercado é fundamental para avanços mais significativos nessa superfície.

Foi o primeiro contato entre autoridades dos dois países para discutir o meio envolvente e o aquecimento global.  O que se sabe é que não há consenso em torno da ativação desse mercado e o matéria será novamente discutido em no novembro deste ano, na Escócia, no contextura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, também conhecida uma vez que COP26.

“Desafios ambientais semelhantes”

Em nota divulgada nexta sexta-feira, a embaixada americana em Brasília destacou que Brasil e EUA compartilham desafios ambientais semelhantes e uma história de trabalho produtivo e conjunto para combater esses desafios. “Porquê signatários do Tratado de Paris, nossas duas nações continuarão a colaborar na proteção e preservação do meio envolvente, ao mesmo tempo em que promovem o prolongamento sustentável de nossas economias”, diz um trecho do expedido.

De tratado com a embaixada, abordar ameaças reais das mudanças climáticas e promover abordagens baseadas na ciência são, agora, aspectos fundamentais das prioridades de política interna e externa dos EUA. “São vitais para nossas discussões sobre segurança vernáculo, transmigração, esforços internacionais de saúde e para nossa diplomacia econômica e negociações comerciais”. 

Quando o Tratado de Paris foi assinado, os membros apresentaram metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e se comprometeram a modificar suas atividades econômicas. O objetivo era limitar o aumento da temperatura global a menos de 2°C .

Para facilitar a cooperação entre os membros signatários, o tratado prevê o item sexto, que trata do mercado de carbono. Caso uma pátria reduza suas emissões além da meta, esta pode vender os créditos a outros países.

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