Bolsonaro silencia sobre marca de 500 milénio mortes por covid-19 no Brasil | Política

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Mesmo com canais informação oficiais à disposição e tão ativo nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro não usou nenhum desses meios, até agora, para lamentar ou se solidarizar com as famílias das vítimas no dia em que Brasil atingiu a marca de meio milhão de mortes pela covid-19.

O silêncio do presidente certamente não é pelas vidas perdidas, pois já usou as redes sociais hoje para gesticular para os segmentos mais conservadores que defendem a realização de bandidos, ao manifestar que o criminoso em fuga em Cocalzinho (GO) deve ser “no mínimo recluso”.

O número de mortes por covid-19 ao longo da pandemia nunca foi muito assimilado pelo presidente. As planilhas já foram excluídas do site do Ministério da Saúde, republicadas por ordem do Supremo Tribunal Federalista (STF) e caíram em descrédito. Foi preciso que os órgãos de prelo formassem um consórcio para terem entrada a dados mais confiáveis, obtidos diretamente com as secretarias de saúde nos Estados e municípios.

Ao anunciar luto solene de três dias no Maranhão pelas mais de 500 milénio mortes, o governador Flávio Dino lembrou da referência que o presidente costumava fazer à doença: uma “gripezinha”. Daí, vem o argumento de que as estatísticas de mortes estavam infladas, porque boa segmento dos pacientes tinha alguma doença preexistente, o que seria a “verdadeira” motivo do óbito.

A mesma alegado levou auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), ligado à cúpula do governo, a produzir “estudo paralelo” que sustentava um número de mortes subordinado ao apresentado pelos Estados e municípios. O levantamento, que foi desmentido pelo tribunal, veio a público em enunciação do próprio Bolsonaro.

Bolsonaro ainda terá chance de fazer neste domingo uma postagem na internet ou talvez um pronunciamento em rede vernáculo para cumprimentar as famílias das mais de 500 milénio vítimas e reiterar o compromisso em vacinar rapidamente toda a população. O silêncio do presidente se estende também à informação do Palácio do Planalto, que não respondeu se haverá qualquer posicionamento solene.

Ao reagir à responsabilização de Bolsonaro pela escalada de mortes na pandemia, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse, em postagem no Twitter, que há uma tentativa de atribuir toda a culpa ao gerente da pátria e reduzir a percepção de esforço do governo federalista na luta contra o vírus. “Existe é uma tentativa coordenada de colocar tudo na conta do Bolsonaro e minimizar todo o trabalho e os esforços do governo federalista para o combate da pandemia”, escreveu.

Faria disse que, apesar do marca histórica de óbitos, o melhor a fazer seria “comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados”. Os “curados” aos qual o ministro se refere são as pessoas que foram contagiadas e se recuperaram – completa ou parcialmente, pois muitos ainda enfrentam sequelas graves ou leves.

Durante a pandemia, o governo sempre procurou evidenciar o número de “recuperados”, uma vez que se estivessem imunizados contra o novo coronavírus.

A enunciação de Faria, que é gerente da estratégia de informação do governo, repercutiu muito mal na redes. O ministro recebeu uma enxurrada de críticas na internet posteriormente as postagens.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também cumprimentou os familiares das vítimas em postagem no Twitter. “Presto minha solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos”, afirmou.

O presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), Luiz Fux, foi o único gerente dos Três Poderes a prestar solidariedade às famílias diante da marca de meio milhão de mortes, até a noite deste sábado. No Legislativo, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco, também não se manifestaram.

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