Bitcoin em subida: entenda os riscos e porquê investir na moeda do dedo

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Bitcoin é considerado um investimento mútuo e vem sedo utilizado porquê suplente de valor, porquê o ouro. Crédito: Pixabay

Tanta rentabilidade fez crescer os olhos dos investidores, principalmente pessoas físicas, que buscam ganhos maiores diante de uma taxa de juros básica tão baixa. Com a Selic em 2%, a rentabilidade de ativos mais tradicionais, de renda fixa, fica menos atrativa.

Mas, especialistas apontam que é preciso atenção redobrada. Além de extremamente volátil – com preços que variam rapidamente -,  o Bitcoin não é regulamentado. Isso significa que não há qualquer proteção sobre o recurso investido. Demais, as exchanges, que são as casas de câmbio de criptomoedas, não têm registro na Percentagem de Valores Mobiliários (CVM), entidade que regula o mercado de capitais no Brasil.

Meses antes de a companhia de Elon Musk impor R$ 1,5 bilhão no moeda do dedo, o Bitcoin já era procurado por fundos de investimento. Segundo o assessor de investimentos da Valor  e investidor em criptomoedas Paulo Luivez, tratam-se de fundos multiestratégia que investem uma pequena secção dos recursos nesses ativos, ou fundos específicos para criptomoedas e bitcoins.

“Esses fatores criaram uma expectativa de que outras empresas possam aderir a esse movimento e isso traz uma chancela pro bitcoin,  que é um ativo que as pessoas ainda têm muita incerteza”, diz.

Para Luivez, essa subida histórica deve ser percebida com zelo. Ele aconselha aos investidores que estudem bastante sobre o mercado de criptomoedas antes de se comprometer com o investimento.

“É óbvio que quando o ativo bate uma máxima histórica, é sempre preocupante querer investir nesse exato momento. O melhor é sempre investir quando esta barato. Com o bitcoin, é difícil traçar se está barato ou não.  Acho que o primeiro ponto é a pessoa entender o que tem ali e não comprar só porque está subindo”, afirma.

O alerta também vem do assessor de investimentos da Golden Pedro Mutzig. Ele conta que, em 2018, o ativo também teve um subida importante, que foi seguida de uma queda também acentuada. Por isso, a dica é averiguar o momento e não comprometer mais do que 5% da carteira com criptomoedas.

“Se for investir agora, vai com calma, porque está na máxima histórica. Simples que pode continuar subindo, mas, pelo que eu analiso,  logo depois da subida, houveram quedas muito grandes no pretérito”, aponta.

COMO INVESTIR EM BITCOINS

Para quem está disposto a iniciar a investir em criptomoedas os especialistas indicam os fundos de investimentos disponíveis nas corretoras de valores tradicionais. Eles permitirão um primeiro contato com as moedas digitais e suas oscilações de preço, porém mantendo as transações relativamente seguras, já que essas corretoras são cadastradas na CVM.

“É uma maneira do investidor de varejo investir com mais segurança, porque você tem o CNPJ da gestora (do fundo), e o fundo está em uma corretora de investimentos. É um ativo extremamente volátil e é preciso entender porquê ele funciona, a dinâmica dele, porquê é a questão do blockchain. Senão, quando tombar 30% ou 50%, a pessoa não vai entender e vai se desesperar”, avalia.

Quem se “graduar” nessa lanço, pode iniciar – sempre com parcimônia – a investir através das exchanges. Nesse caso, é imprescindível pesquisar muito a empresa para prometer que não é um golpe, pois o mercado não é regulado e muitas dessas corretoras são sediadas fora do país.

“Para escolher tem que olhar a avaliação da exchange, a presença no mercado, determinar os sócios. É preciso atenção redobrada”, diz Pedro Mutzig.

Porquê garantia extra, o investidor pode, ainda, vigilar o bitcoin (ou a secção dele que você comprou) em um meio físico, porquê um HD extrínseco ou até um pendrive. O lado negativo é que se o esse objeto se perde, é roubado ou destruído de alguma forma, o bitcoin também se vai e, com ele, o moeda investido.

Outra dica para fugir das fraudes é sempre hesitar de quem promete uma rentabilidade fixa ou mínima por mês com criptomoedas. Em um ativo tão volátil, é praticamente impossível ter esse tipo de garantia.

O QUE É O BITCOIN

Criado em 2008 por alguém que assinava Satoshi Nakamoto, mas cuja real identidade é, até hoje, ignorada, o BTC ({sigla} para bitcoin) só registrou suas primeiras transações em 2009. Em sua primeira dezena (2010-2020), a criptomoeda se valorizou 6.000.000%. No ano pretérito, o propagação foi de 300%.

O bitcoin não é regulamentado por nenhuma mando monetária, nem pode ser rastreada graças à tecnologia blockchain. A mesma tecnologia, estruturada de forma descentralizada, ou seja, sem uma entidade administradora meão, impede que governos ou outros órgãos oficiais manipulem a emissão da moeda ou seu valor, porquê ocorre com o câmbio tradicional.

Mas, zero impede que haja manipulação nos preços por secção dos próprios investidores. “Nenhum órgão regulador vai proteger se um investidor muito grande quiser aumentar ou reduzir o preço de propósito e prejudicar os menores”, diz Mutzig.

O bitcoin é considerado um investimento mútuo e vem sedo utilizado porquê suplente de valor, porquê o ouro. Da mesma forma, há uma quantidade limite de bitcoins no mercado. “Muro de 20% estão perdidos por aí.  Porque, no início, as pessoas guardavam muito em carteiras físicas, porquê um HD extrínseco, por exemplo, e hoje não se sabe onde estão”, conta Paulo Luivez.

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